Qual a sua história preferida de 2014?

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Foram mais de 90 postagens em 2014: histórias escritas a várias mãos nos hospitais, reflexões sobre o mundo da saúde que nos cerca, entrevistas, indicações de peças infantis, depoimentos de artistas que integram o nosso elenco…

Aconteceu de tudo um pouco aqui no Blog dos Doutores. Você tem uma história preferida? Os melhores momentos você acompanha aqui:

O ano começou com uma história de arrasar: apresentamos Arthur, o pequeno chef de cozinha que utiliza parte do tempo em que fica no Hospital A. C. Camargo, em tratamento contra a leucemia, para criar receitas de dar água na boca. Também comemoramos a marca de um milhão de visitas a crianças desde a fundação dos Doutores da Alegria com muitas fotos especiais.

Em março fizemos uma série de matérias especiais sobre o Dia do Circo. O mais marcante talvez tenha sido a história da Val de Carvalho, uma das integrantes do nosso elenco foi uma das pioneiras em experimentar a arte do palhaço no Brasil.

No mesmo mês o relato do David Taiyu, nosso dr. Dadúvida, nos fez refletir sobre como nós, humanos, nos importamos pouco com os outros seres humanos. “Somos todos humanos” foi um dos grandes destaques do ano.

Uma pesquisa muito útil e alarmante encheu os leitores de curiosidade. Perguntamos aos pacientes se eles preferiam a visita de um besteirologista ou a de um celular com internet de graça. A resposta foi unânime: o celular! Puxa vida!

Em junho outra história ganhou repercussão ao mostrar um lado mais frio da nossa atuação. Atuar na emergência pediátrica do Hospital da Restauração é um prazer, mas para aquelas pessoas um local desconfortável e sem estrutura não tem graça nenhuma. Fica o apelo: esperamos que o poder público reveja sua atuação diante da saúde pública do nosso país. Veja a história completa.

Em nossas rotinas besteirológicas descobrimos que os nenéns mexem o corpo todo quando ouvem música! É pezinho para o alto, cabeça que vira de um lado para o outro, língua que mexe ou dedinhos que balançam! Esses nenéns são dançarinos de valsa, xote, baião e até música eletrônica!

Artistas se inscreveram e voltaram neste ano para se apresentar nos hospitais públicos do Rio de Janeiro, junto a outras companhias, pelo projeto Plateias Hospitalares. Prato cheio para os pacientes, que vão assistir a seus incríveis espetáculos, cá ficamos com uma dúvida: o que mudou para estes artistas depois que experimentaram o hospital como palco? Veja nesta matéria.

E em agosto constatamos que apesar de parecer um ambiente frio e sisudo, o hospital é um caldeirão de emoções. Revelamos como brincar e sair das nossas zonas de conforto – de atitude e de pensamento! – modificam não só o nosso comportamento como também todo o ambiente. 

No mesmo mês contamos a história da garotinha que não tinha seu nome afixado na cama. “Deixa que a gente faz o batismo!” bradaram os besteirologistas. Olharam para os lados e viram, ao lado da cama dela, escrito “JEJUM”. Adivinha o que aconteceu?

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O depoimento do artista Duico Vasconcelos, nosso dr. Pistolinha, emocionou muita gente: “Há muitos pacientes que nada mais têm a fazer a não ser esperar pela morte. Não há mais solução para o caso deles. Fiquei impressionado com a força desses “meninos” que mesmo diante da morte conseguem tirar alegria dos pequenos encontros que temos. Esses encontros se refletem em nossa vida particular, pois passamos a potencializar os encontros que a vida nos oferece.” Veja o post “Um raio luminoso no céu da humanidade”. E a Paola Musatti, mais conhecida como Manela, fez uma retrospectiva dos seus 17 anos atuando como palhaça no hospital. É tempo e experiência pra dedéu.

A história da Clauderela, uma Cinderela diferente, foi uma surpresa até para os palhaços Lui e Baju. Eles propuseram a brincadeira para a menina e ela foi além… De arrepiar!

No final de outubro, em meio às eleições, abrimos espaço para que as pessoas falassem sobre o assunto no Facebook dos Doutores da Alegria, perguntando: Como está sendo tratada a saúde na sua cidade? Que bons exemplos podem ser adotados? O que poderia melhorar?” Quase 20 mil pessoas de todo o país se envolveram e interagiram conosco e resultado você vê aqui.

Em um dia de visita aparentemente normal, dr. Mingal teve uma brilhante ideia: vestiu um garotinho inquieto de besteirologista para poder ter um dia de descanso! O desfecho da história foi diversão garantida! Leia aqui. E mais uma vez o querido Mateus, internado há anos no Hospital do Mandaqui, surpreendeu a todos com seus dotes artísticos! Pintou mais obras de arte e até seus companheiros palhaços.

Em outra história, os besteirologistas Mary En e Micolino nos apresentam uma garotinha que, ainda na UTI, não deu muita conversa e fechou os olhos, fingindo que dormia. “Ué, e a gente dorme sorrindo?”, eles perguntaram. Divirta-se com a história completa.

E pra fechar o ano, quem lembra da história do pequeno Ryan? O maior sonho de sua mãe era que ele pudesse ir para casa depois de três anos no hospital. Em dezembro seu sonho está prestes a se concretizar: o pequeno recebeu um marca-passo e poderá, enfim, dormir sem a ajuda de aparelhos. Ele vai pra casa!

ele vai pra casa

Tantos outros momentos marcaram o Blog dos Doutores e aproximaram o público do nosso trabalho neste ano… Qual sua história preferida? 

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Ele vai pra casa

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O sonho da mãe do R. era que ele fosse para casa. E ele vai.

O pequeno Ryan finalmente fez a cirurgia que agora possibilita que ele durma sem precisar dos aparelhos do hospital. Com o marca-passo diafragmático, importado dos Estados Unidos pela Secretaria de Saúde de Pernambuco, o garotinho terá alta em três meses.

Veja a matéria completa do Fantástico.

ele vai pra casa

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O sonho da mãe do R.

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Ele tem alguns centímetros, uma boca rosada e seus olhos lembram bolas de gude. O sonho da mãe do R. era que ele fosse pra casa. 

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Pois é, o menino nunca foi pra casa desde que nasceu e sua mãe sempre esteve ao seu lado. Eu (dr. Marmelo) e a dra Tan Tan nos oferecemos pra levá-lo dentro do nosso jaleco, mas a mãe disse que o garoto não podia sair da UTI porque ele não conseguia dormir. “Isso não é problema”, pensamos, a gente sabe cantar música de ninar, ele vai dormir na hora… Mas não bastava apenas a música de ninar, ele tinha que colocar um marca-passo diafragmático que o permitiria, enfim, ir para casa. Custou a chegar! 

E enquanto não chegava, a gente fazia festa no corredor do Hospital Barão de Lucena. Um belo dia, estávamos eu e a Tan Tan em nosso plantão besteirológico, quando avistamos uma médica correndo em nossa direção:

- Gente, vocês já foram ao quarto do R. hoje?
- Não! – respondemos.
- Pois vão, ele vai deixar o hospital pra fazer a cirurgia. Ele conseguiu o marca-passo.

Fomos correndo lá no seu quarto. Antes de abrir a porta, a gente fez alguns sons. Olhamos escondidos pela porta e, quando o vimos, ele já deu um salto da cama e ficou nos esperando de braços abertos. Entramos cantarolando uma música. 

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- R, ainda nem é carnaval e você já vai pra o bloco. O bloco cirúrgico!

Perguntamos às médicas, enfermeiras, técnicas e mães que acompanhavam a visita se tinham dado banho no menino. Tinha acabado de tomar. Mas não custava nada tomar outro! Cantarolei uma música na minha viola e Tan Tan fez bolhas de sabão que voavam por todo o quarto. O menino não sabia o que fazer. Sua mãe pegava as bolhas na mão e colocava no sovaco do filho. Banho tomado!

Agora vamos ver se ele está girando bem da cabeça. Tirei uma flor gigante do meu bolso e ele fixou o olho nela. Pra onde eu ia com a flor, ele olhava e sua cabeça acompanhava seu olhar. Ou seja, girando bem da cabeça.

- Tudo pronto pra você ir para o bloco cirúrgico, R. Vamos sentir saudade do seu sorriso!

Fomos nos afastando lentamente, o quarto já não estava com a gente, ele mirava nossos passos bem de longe. Chegamos ao final do corredor e ele ainda olhava. Já nem ouvíamos o que era dito dentro do quarto. Vimos sua mãe falar algo no seu ouvido. Logo em seguida, ele coloca a mão na boca e solta um beijo.

Dr. Marmelo e Dra Tan Tan (Marcelo Oliveira e Tamara Lima)
Hospital Barão de Lucena – Recife

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O Samba do Inala

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Os besteirologistas Mingal e Chicô se preparavam para mais um dia de trabalho no Hospital Santa Marcelina, mas Mingal se distrai e sonha com um sambinha divertido junto com enfermeiras e pacientes… Opa, será que foi só um sonho mesmo?

Com vocês… O Samba do Inala!

Doutores recomenda: últimos dias para ver peças infantis em cartaz

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Ainda há a oportunidade de ver o elenco dos Doutores da Alegria em diversos espetáculos até a semana que vem. Há peças que terminam neste final de semana e “Refugo Urbano” fica até a próxima semana. Corra, porque depois só em 2015!

Neste final de semana:

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Omelete

O espetáculo é uma mistura de ingredientes cômicos e malabarísticos comandada pelo artista Du Circo. Com muita participação do público, e a presença de alguns voluntários no palco, o espetáculo tem variados números. Partindo de um jogo de perguntas e respostas, tentando descobrir como se joga tênis, algumas evoluções de malabarismo com raquetes e bolas são desenvolvidas. Após números de cartolas e bolas, surge uma frigideira e, junto, uma grande dúvida polêmica que gira o mundo, a respeito de quem nasceu primeiro: se foi o ovo ou a galinha.

A entrada é livre e será “ao chapéu”, ou seja, cada um paga o valor que achar mais adequado. O montante arrecadado no chapéu será utilizado para melhorias do Galpão Namakaca.

Dia 13 de dezembro às 11h

Galpão Namakaca – Rua Aimberê, 2075 – São Paulo, SP

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Últimas apresentações: 

bruxas da escocia

Bruxas da Escócia
A Cia. Vagalum Tum Tum mais uma vez resgata Shakespeare em uma divertida peça dedicada ao público infantil. Bruxas da Escócia reconta a história de Macbeth, um valente general do exército escocês, defensor leal do rei. Ao voltar de uma batalha, o general encontra três bruxas que lançam uma profecia: ele se tornará rei! Daí em diante, seu desejo pelo poder é aguçado e a peça se desenrola, entre caretas, bofetadas, escorregões e até truques de mágica. As Bruxas da Escócia acaba de ser agraciada com o Prêmio APCA 2014, como Melhor Espetáculo com Texto Adaptado para Crianças (direção Angelo Brandini) 

Quando, onde?
16, 23 e 30 de novembro e 7 e 14 de dezembro, sempre às 16h
Sesc Santo Amaro – Rua Amador Bueno, 505 – São Paulo
ingressos aqui:http://www.sescsp.org.br/unidades/26_SANTO+AMARO/#/content=programacao

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Bessarabia
Bessarábia – Uma Feira de Histórias
O grupo As Graças traz três velhas senhoras que criam uma feira de histórias através de pequenos e antigos bonecos vindos da Bessarábia, um país que não existe mais. Assim como em um conto de fadas, os bonecos e as senhoras atravessaram o tempo e os mares para criar um lugar mágico, onde memórias esquecidas, objetos jogados no lixo, reis e princesas revelam uma Bessarábia imaginária, que todos temos dentro de nós.

Quando, onde?
13 de dezembro às 16h
Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes – Rua Inácio Monteiro, 6900, São Paulo

Entrada livre

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a Saga de Dom Caixote

A Saga de Dom Caixote 
A Fabulosa Trupe de Variedades inspirou-se no clássico “Dom Quixote de La Mancha”, de Miguel Cervantes, para contar a história de um sujeito ingênuo e atrapalhado que, de tanto ler histórias de cavalaria, resolve transformar-se em um cavaleiro andante e sair em busca de aventuras, sempre acompanhado de seu fiel escudeiro Sancho Manco. Com muita música, bonecos e teatro de sombra..

Quando e onde assistir
SESC Pinheiros
Dia 14 de dezembro às 15h e às 17h
ingressos: http://www.sescsp.org.br/programacao/47227_A+SAGA+DE+DOM+CAIXOTE

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Próxima semana:

 Refugo urbano

 Projeto Refugo Urbano

Contemplado pelo Programa VAI, da Prefeitura de São Paulo, o projeto Refugo Urbano, da Trupe Dunavô chega à sua fase final, com a criação de um novo espetáculo que estreia em 2015 e o público, após suas percepções, é quem escolhe o nome, após as apresentações, gratuitas. O espetáculo conta a história de dois palhaços vindos de universos particulares e completamente distintos, que a partir de um encontro improvável, passam a conviver e lidar com suas diferenças. Dois mundos excêntricos, caos e ordem, ligados pela ação da transformação. De um lado um lixeiro, do outro uma moradora de rua; dois seres intrigantes e complexos. Eles não se conhecem… ainda! Mas juntos, descobrirão o que há de mágico na trágica crueza das ruas.

Quando e onde?
Data: 18, 19, 20 e 21 de dezembro de 2014
Horários: quinta, sexta e sábado às 19h30 e domingo às 18h
Local: Funarte – Sala Carlos Miranda
Endereço: Alameda Nothmann, 1058 – próximo ao metrô Santa Cecilia
Classificação: livre, indicado para maiores de 12 anos
Entrada gratuita – Retirada de ingressos 1h antes na bilheteria

Rapidinhas do Hospital Universitário

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rapidinhas do hu

O poder das palavras 

Entramos na UTI e ficamos “falando sem falar”.

- O quê? O quê?
- Ahn? Quando? Por quê? Ah, vá!

Isso contaminou a UTI, todos começaram a embarcar na brincadeira:

- Oi? Ahn! Por quê? Tá! 

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Valdisney para Sandoval, saindo de um quarto: Sandoval, me segue. 

Sandoval foi e tapou os olhos de Valdisney. Vocês são muito burros!, disse a criança.

Saímos os dois como jumentos: I óm, i óm, i óm… 

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Quem planta, colhe 

Na UTI, um garoto tinha um jacaré em sua cama. Na terça-feira chegamos lentamente e brincamos com a peruca do Sandoval no jacaré. Ele ficou meio cabreiro, desconfiado. 

Na quinta-feira, quando aparecemos na porta da UTI, ele já pegou o jacaré e começou a brincar, estava bem animado. E o jogo com o menino foi muito bom. 

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Não basta ser pai, tem que participar 

Outro dia, o besteirologista Sandoval encontrou com um pai que se chama Sandoval. Imediatamente atendemos o filho e o chamamos de Sandovinho. 

Outro dia, Valdisney encontrou o seu pai, o Valdiney, e atendemos a sua filha, a Valdinéia. 

O mais legal foi ver os pais presentes, acompanhando o tratamento de seus filhos, mesmo sabendo de todas as dificuldades.

Dr. Valdisney e Dr. Sandoval (Val Pires e Sandro Fontes)
Hospital Universitário – São Paulo

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Por trás da máscara…

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Dr Micolino

Todos os meses contamos causos que permeiam o universo da Besteirologia, nosso dia a dia no hospital, encontros e desencontros que vivenciamos nos corredores, enfermarias e UTIs. Dessa vez, gostaríamos de compartilhar o momento anterior, o antes, o instante que antecede a Besteirologia. Ou seja, o artista que está por trás daquela que é a menor máscara do mundo: o nariz do palhaço. 

Gostaríamos de compartilhar nossa vivência do “antes” por acreditar que todos temos diversos papéis e nem sempre pensamos na pessoa que está ali por trás, sua história, seus sentimentos, sua vida. Esse pensamento ocorreu ao chegar ao hospital, e eu (Dr. Micolino), ainda sem assumir meu papel besteirológico – apenas uma pessoa comum chegando para realizar o seu trabalho, depois de enfrentar um trânsito nada simpático e de batalhar por uma vaga de estacionamento – pensava que o dia estava apenas começando. 

Eu me dirigia ao hall de entrada do Hospital da Restauração quando me deparei com uma mãe que segurava seu bebê no colo. Um bebezinho lindo! E foi numa fração de segundos que meu olhar cruzou com o olhar do bebê e, como um imã, não paramos mais de olhar um para o outro. Por um instante pensei: “natural, eu sou um palhaço que trabalho com crianças e, bem…”, mas eu estava de cara limpa, nenhuma caracterização que me identificasse com o trabalho que estavas prestes a iniciar. Continuei andando e a troca de olhar não desgrudou. 

A mãe percebeu e comentou:

- Que engraçado, ele ficou olhando… 

A essa altura eu já havia diminuído o ritmo da minha caminhada, pois eu queria mesmo era prolongar aquele instante, tinha uma cumplicidade no olhar daquele bebê, era como se ele percebesse em mim aquilo que de fato sou: um palhaço. Eu me senti verdadeiramente tocado por aquela troca de olhares. Ao voltar meu olhar para a direção que seguia, me deparei com uma técnica de Enfermagem que vinha no sentido oposto ao meu, e ela também percebeu aquela cena. Na verdade acho que muitas pessoas perceberam! E ela então, sorrindo, me disse:

- Até vestido assim as crianças te olham! 

Pois é, até vestido assim! Enquanto o elevador subia, não parei de pensar no que tinha acontecido ali, naqueles longos segundos, “Até vestido assim…”, pensando em quantas pessoas passam por ali, e eu, justo eu, chamei a atenção de uma criança, que sabemos é quem mais sabe olhar verdadeiramente para as pessoas. É como se fosse um raio X, elas enxergam a verdadeira essência de quem somos, e “Até vestido assim…” aquele bebê foi capaz de ver quem realmente sou. Nesse dia trabalhei com um sentimento de orgulho muito grande por ser quem sou… Um palhaço!

Dr. Micolino e Dra Mary En (Marcelino Dias e Enne Marx)
Hospital da Restauração – Recife