Foi assim o nosso Bobociclismo

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“Pedalar no Bobociclismo, com tantos amigos, foi a melhor maneira de comemorar o aniversário dos Doutores da Alegria!”

Essas são as palavras de Arilson Lopes, artista que atua há muitos anos na nossa unidade pernambucana e interpreta o Dr. Ado nos hospitais atendidos. Junto aos outros integrantes do elenco, ele comandou uma divertida pedalada pelas ruas do Recife no último domingo.

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O Bobociclismo recebeu em torno de 250 miolos moles pessoas, que acompanharam os palhaços de bicicleta no trajeto do Parque da Jaqueira até o Forte das Cinco Pontas, parada final. Chegando lá, havia mais umas 50 pessoas reunidas aguardando os palhaços e sua comitiva de bobociclistas para cantar “parabéns” em homenagem aos 12 anos dos Doutores da Alegria na cidade.

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Crianças, adultos e idosos pedalaram felizes da vida, contando com o apoio da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife e do Samu Recife, que possibilitaram um trajeto livre e seguro para todos. Foi muito emocionante ver médicas, funcionários dos hospitais, ex-alunos das nossas oficinas, amigos e outras pessoas que apreciam o trabalho dos Doutores da Alegria juntos, fazendo o nosso domingo ficar ainda mais lindo!

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“Além de passear de bike pela cidade, contemplando toda sua beleza, voltei bem mais leve pra casa, de corpo e alma. A gente mora na cidade e nem sempre enxerga o que ela tem de mais lindo: seu povo, suas pontes, sua história. Ontem, nos enxergamos um pouco mais, nós e a cidade!”, conta Arilson.

E como foi o bobociclismo para o Dr. Ado?

“Foi incrível! Nunca vi tantos bobociclistas juntos! A gente encontrou muitos amigos, pedalou, suou pra caramba e o melhor: não precisou subir nenhuma ladeira. Na chegada, a DJ Baju arrebentou no Som na Rural, fazendo todo mundo mexer o esqueleto. Depois dessa maratona toda, tô até me sentindo mais magro!”

Então tá bom! E quem já está preparado para o próximo Bobociclismo levanta a mão! o/

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fotos: Lana Pinho

Uma história sobre o inevitável

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As palavras nesse texto não são novidade para os palhaços, meus companheiros de jornada.

Quem conta a história sou eu, Enne Marx. Integro o elenco dos Doutores da Alegria e percorro hospitais do Recife há muito, muito tempo. Escrevo aqui de cara limpa, sem a máscara do palhaço, sobre algo que me emocionou.

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A L. é uma menina de mais ou menos seis anos, paciente há alguns meses no Imip. Em um dos nossos encontros, eu e Baju percebemos que ela estava desestimulada. Deixei meu boneco, o “Mané Gostoso”, com ela. Na outra visita L. tinha tido alta e foi para sua casa, no interior do Recife.

Em seu retorno ao hospital, nos encontramos e perguntei pelo brinquedo.
- Ele não quis vir para o hospital, disse ela.

No final de agosto, eu e Svenza, outra besteirologista, entramos em seu quarto e demos de cara com mãe, pai e tia. Todos muito tristes. A menina estava com o respirador, gemendo, e seu olhar quase sem vida. Nosso primeiro intuito foi tocar uma música, uma que ela gosta muito, e cantamos baixinho. Mas a vontade de ficar era grande e cantamos mais uma.

Segurei a sua mãozinha pequena e acariciei bastante. Tínhamos que ir pra atender às outras crianças da UTI. Quando saí de perto da cama, sua mãe pegou a mãozinha que eu havia soltado. Achei esse gesto muito forte e tocante, era como se a palhaça tivesse mostrado a humanidade por trás da máscara.

No corredor encontramos a enfermeira que nos confirmou o que estava claro:
- Ela está indo embora.

Nos olhamos e respiramos fundo por um momento. Criamos coragem pra seguir. 

o inevitavel

Depois que atendemos os outros quartos, falei pra Svenza que meu coração estava pedindo pra voltar lá. Dizem que devemos sempre seguir a nossa intuição e foi o que fiz, sem medo. Entramos no quarto.

- Nós voltamos porque queríamos dar um abraço em vocês.

Abraçamos cada um. O choro foi maior, como se eles estivessem tendo uma catarse libertadora de emoções. Olhei pra Svenza e, mesmo que evitemos fazer isso, ela também chorava. Lembrei do quão paradoxo é um palhaço se por a chorar e do quanto a imagem pode ser forte, afinal por trás da máscara existe um ser humano.

Mas aquele momento foi único, o tempo pareceu parar. A menina continuava respirando muito mal, mas parara de gemer por uns instantes. Percebíamos que seu olhar já não estava tão claro pra ela, ele ia e voltava, os olhos fechavam e abriam. Toquei novamente a sua mão.

Da minha boca saíam palavras que nunca imaginei dizer estando com o nariz de palhaço, mas saíram livres de qualquer julgamento. Trocamos palavras repletas de bons desejos e agradecimentos pela vida.

Ficamos todos muito emocionados com a sua bravura. Uma pequena criaturinha que estava dizendo adeus. Em um minuto, como num filme, lembrei de suas risadas, de sua marotagem e permaneci ali aprendendo com a morte

Finalmente saímos e deixamos L. e sua família de cara com o inevitável. 

Saímos embargadas, respirando fundo. Precisamos de um tempo para nos recompor e trazer alegria para os nossos olhos e corpo, pois ainda tínhamos dois andares a atender.

Na próxima visita soubemos que ela tinha partido naquele mesmo dia.

Com amor,
Enne Marx.

A doença vale a pena

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Será possível encontrar algo de precioso na doença? Algo que a faça valer a pena?

Quando um mal-estar toma o nosso corpo, imaginamos que nada de bom podemos tirar dele. Parece uma perda de tempo. Se a doença se apossa, faz morada, o hospital se apresenta um refúgio frio do qual queremos nos livrar o mais rápido possível.

Num leito de hospital o tempo demora a passar. Demora. Demora. D e m o r a. Entramos em contato com situações que possivelmente não vivenciaríamos se estivéssemos saudáveis, mergulhados no trabalho, na família, no círculo social, na faculdade, no trânsito, na academia, no supermercado, ufa!

Na doença, as relações são construídas de forma diferente porque nossa percepção está mais sensível. Os sentidos se aguçam e ficamos mais atentos aos afetos que nos atravessam. O encontro com um palhaço pode ter um valor único naquele momento, assim como a palavra de um médico, e podemos nos surpreender com nossas próprias reações: “como fui corajoso!” ou “ainda tenho muito a enfrentar, mas estou consciente disso”.

Fotografia da Dupla Du Circo e Ju Gontijo no Instituto da Criança no Hospital das Clínicas.

A doença nos tira o domínio sobre o tempo, nos tira o escudo, expõe nosso lado mais fraco, nos coloca de joelhos pela vida, e muitas vezes descobrimos quem somos e do que somos capazes quando baixamos a guarda. A doença obriga a viver o presente, devagar e sempre, um passo de cada vez. O enfrentamento pode ser mais fácil se deixarmos de pensar no futuro. É isso mesmo: o futuro carrega dois afetos que podem nos ludibriar – o medo e a esperança. Deixemos que o presente faça o seu trabalho e que estejamos nele de forma íntegra, colocando as expectativas de lado e eternizando cada momento.

Sim, é possível fazer a doença valer a pena. Não se trata de fazer apologia a ela, e sim de afirmá-la, entender que faz parte da caminhada. “Eu estou doente, mas também estou vivo!”.

Viver de forma afirmativa tira o peso e a culpa de nossas costas e nos habilita a encontrar uma maneira de se relacionar de forma diferente com a vida porque, afinal de contas, ela vale a pena em cada suspiro.

Fotografia da Dupla Du Circo e Ju Gontijo no Instituto da Criança no Hospital das Clínicas.

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Lições de meninas

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- O DOUTOR EU É CARECA!!

O menino gritou, sem cerimônias, num tom bem alto pra todo mundo ouvir.

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Instantes depois, uma paciente puxou o Dr. Marmelo num canto pra ninguém perceber e perguntou-lhe discretamente:
- O Dr. Eu tem câncer? Não, por quê? Ele é tão carequinho! 

O mundo é assim, cheio de diferenças.

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Não estamos aqui pra explicar ou defender esse ou aquele jeito, mas não deixamos de perceber que aquele foi um dia repleto de delicadezas. Sem nenhum juízo de valor, mergulhamos neste mundo delicado, sensitivo, cheio da meiguice das meninas. 

Com outra paciente foi assim, mal chegamos à porta da enfermaria e ela abriu os braços, nos dando abraços de aquecer o coração. 

A V. foi um encontro pra lá de especial. Recebemos um recado para não entrar na enfermaria 404, pois lá havia uma menina que tinha muito medo de palhaço. Um medo que se antecipava, que punha pra fora da enfermaria as crianças que queriam ver os besteirologistas.

- Aqui eles não podem entrar.

Dizer aos palhaços “não faça isso” nem sempre dá certo. Entramos bem de mansinho só pra dizer que entendemos o recado e que naquela enfermaria não iríamos entrar.

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Passamos só pra dar tchau, mas o tonto do Dr. Eu não sabia como fazer. Dr. Marmelo pediu encarecidamente a ajuda da V. pra ensinar aquele paspalho. Acena daqui, acena de lá, a menina foi se soltando a ponto de recebermos outro recado em seguida.

O medo havia sumido. 

Dr. Eu_zébio (Fábio Caio) e Dr. Marmelo (Marcelo Oliveira)
Hospital da Restauração – Recife

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Expectativas comuns

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“Foi sem dúvida um evento extraordinário em minha vida. Obrigado pela oportunidade e pela experiência.” 

Este é o final de um depoimento que chegou pra gente. Parece até de alguém hospitalizado, mas na verdade é do Marcio de Souza, aluno que participou de um curso dos Doutores da Alegria em Recife. O Marcio trabalha no Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente da Polícia Civil de Pernambuco e nos tocou muito com suas palavras.

O curso era O palhaço pelo buraco da fechadura, que se propunha a investigar a lógica incomum e a liberdade com que o palhaço se relaciona com a vida. Pra quem  não sabe ainda, Doutores da Alegria ampliou suas atividades e trouxe o olhar e a experiência do hospital para a sala de aula. A ideia não é formar ninguém pra trabalhar com crianças hospitalizadas, e sim aprender sobre a nobre arte do palhaço, além de propor uma nova relação a partir do encontro com o outro.

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Eis o depoimento completo:

“Caros amigos,

Foi uma experiência ímpar vivenciar a construção do palhaço, ou a descoberta do que é ser palhaço. Sempre flertei com as artes em geral, seja como apreciador de obras literárias, cinematográficas, musicais; ou como pretenso criador de poemas, contos, crônicas e até um romance (não publicado).

Mas sempre como hobbies e, na verdade, acabei me afastando um pouco do processo de criação artística por conta de compromissos profissionais, familiares e ações “objetivas” do mundo “real”, que obscureceram um pouco esta minha relação com o imaginário. A vivência no curso representou para mim a possibilidade de um retorno a uma intimidade com o imaginário, da qual, como já disse antes, afastei-me. Abriu para mim possibilidades de mergulhar neste universo libertário da imaginação, da fantasia e da simplicidade do “pastelão” e do nonsense.

Minha realidade de atuação, no Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente da Polícia Civil de Pernambuco, é bem parecida com o que se vê em alas hospitalares de Pediatria, pois lidamos também com crianças feridas e machucadas (não só concretamente, mas também subjetivamente), vítimas em geral de crimes de violência doméstica e abuso sexual intra familiar e que necessitam também de conforto e ações que as ajudem a superar tais ferimentos.

Desde já manifesto meu desejo de participar de novas oficinas que por ventura venham acontecer, que me permitam viver e deixar solto o palhaço que, talvez, sempre fui, mas que obscureci por motivos tantos…

Paz e sorrisos,

Marcio de Souza.” 

Em cursos como este, pessoas heterogêneas aparecem com expectativas comuns. Querem ampliar sua percepção, sair de sua zona de conforto, estar disponível para os encontros da vida. Marcio nos surpreendeu pelo olhar que revelou em relação às crianças. Puxa, obrigado! <3 <3 <3

Doutores recomenda: Refugo Urbano em SP

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O palhaço na pele de um lixeiro e de uma moradora de rua. Entre o lixo e os restos de sobrevivência eles se conhecem e, juntos, descobrirão o que há de mágico na trágica crueza das ruas.

Depois de um intenso processo de pesquisa e criação que contou com a participação do público, a Trupe DuNavô estreia temporada de Refugo Urbano, uma delicada fábula urbana que nasceu na experiência vivida com intervenções nas periferias da cidade. O espetáculo está em cartaz no Centro Cultural São Paulo aos sábados e domingos, às 16h, até 25 de outubro.

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“O que ambicionamos foi criar uma obra capaz de dialogar com todos os cidadãos, propondo uma reflexão sobre o que há nas ruas e qual é a nossa capacidade de ressignificar o que nossos olhos já se habituaram a ignorar”, diz Gislaine Pereira, integrante da trupe. 

A atriz Gabi Zanola completa: “O que aproxima Refugo Urbano do público é sua humanidade! O espetáculo é cheio das nossas mais sinceras tolices humanas, que podem ser bem engraçadas ou muito dolorosas e cruéis!”. Ambas fizeram parte do Programa de Formação de Palhaço para Jovens, iniciativa da Escola dos Doutores da Alegria. A dramaturgia é de Nereu Afonso e a preparação corporal é de Ronaldo Aguiar, ambos integrantes do elenco dos Doutores da Alegria.

O espetáculo traz ainda brincadeiras circenses, corpo cômico, malabarismo e o divertido jogo do palhaço. Doutores recomenda! 

Serviço
Refugo Urbano
Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso SP)
Temporada de 29 de agosto até 25 de outubro – sábados e domingos às 16h
Duração: 55 minutos
Classificação: 5 anos

Os ingressos custam R$ 10 e estão disponíveis na bilheteria e no site Ingresso Rápido. Nos dias 11/9, sexta, às 14h, e 11/10, domingo, às 16h, a sessão será gratuita. A bilheteria será aberta duas horas antes do início do espetáculo para a retirada de ingressos. Os ingressos não estarão disponíveis pela internet.

Pra prestar atenção

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Em nossa rotina diária no hospital, algumas coisas podem deixar de ser vistas. 

Os besteirologistas Dud Grud e Lui fizeram uma lista pra gente prestar mais atenção na próxima vez que formos ao hospital. Tome nota!

#1 Um olhar curioso de quem acabou de chegar

Porque chegar no hospital e dar de cara com um palhaço pode trazer um novo significado para sua estadia.

seis momentos

 

#2 Um riso discreto sem gargalhar

Sim, tem paciente que só ri pela boca do estômago!

seis momentos 

 

#3 Uma médica que pede um encaixe numa consulta a um besteirologista no ambulatório

Esses médicos estão sempre um passo atrás no quesito exames besteirológicos: verificação de miolo mole, de língua de sogra, de água no joelho…

seis momentos

 

#4 A enfermeira chamando o próximo paciente, dançando ao som da música de um ultrassom

Tem coisa melhor que um ultrassom ao vivo no hospital? Eita sonzera!

seis momentos 

 

#5 Uma lágrima suspensa nos olhos depois de uma injeção

Ui! A gente sabe que dói.

seis momentos

 

#6 Uma risada dobrada de bebê

Porque além de olhinhos conquistadores, bochechas rosadas e uma careca reluzente, os bebês ainda gargalham! <3

seis momentos

E se você tiver mais alguma memória pra acrescentar à lista, escreve aí!

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Lá dentro, lá fora

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Toda relação vive de altos e baixos.

Todos os casamentos, namoros ou amizades que eu conheço são como o dia e a noite: ora brilhantes, ora obscuros. As relações entre os seres humanos são como a vida, em constante transformação. Nada está dado, tudo está para ser conquistado

Com esse pensamento filosófico existencial em mente, eu, Dra Lola Brígida, resolvi dar um tempo em minha relação com o Dr Charlito, meu parceiro de plantões besteirológicos no hospital. Apenas um tempo, uma leve separação, um passo em retirada para poder seguir adiante. Nada de rupturas, brigas ou desencontros. 

la dentro la fora

A verdade verdadeira é que Charlito tem fortes problemas de gases… Flatulências… Pum mesmo. Já desenvolveu inclusive uma tese de doutorado sobre o assunto, com direito a demonstração ao vivo. Em cada quarto que chega demonstra suas habilidades e as diferentes formas de deixar sair aquele incômodo ar preso em sua barriga. Tem o lambreta (que sai com o motor ligado), tem o casas bahia (em suaves prestações), tem o naja (silencioso, mas fatal) e tem aquele que sempre vem acompanhado (sem legendas). 

la dentro la fora

Eu, uma jovem senhora de faro apurado, sufocada nesta relação aromática, resolvi ir respirar em outra freguesia: fui passar um tempo fora. Então nesse mês foi assim: ele dentro, eu fora

Lá dentro ele andou com outras mulheres: Dra Guadalupe, Dra Nina Rosa e Dra Sakura. Isso foi o que fiquei sabendo, fora o que eu não sei. A V., nossa paciente da hemodiálise, estava até organizando o casamento dele com a Sakura! Vejam só! Acho que a Sakura tem rinite, desvio de septo ou falta de sensibilidade nasal! 

la dentro la fora

E eu, lá fora, só levei fora! Fui atrás de outros rapazes, mas só fiquei pra trás. Busquei novas aventuras e só encontrei desventuras. Atravessei o oceano e entrei pelo cano, embarquei num navio e naufraguei, escalei montanhas rochosas e levei uma rocha na monta. 

Assim cabisbaixa, voltei para Charlito. Antes um cheiro conhecido do que ficar sem marido. 

Lola Brígida (Luciana Viacava)
Instituto da Criança – São Paulo

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