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21 anos de Doutores da Alegria

Levar o trabalho de artistas profissionais e especializados na arte do palhaço a hospitais foi uma ação pioneira no Brasil. Em setembro de 2012, ela atinge a sua maioridade. Doutores da Alegria nasceu em 1991, quando o ator Wellington Nogueira, inspirado por sua passagem pelo programa Clown Care Unit, de Nova Iorque, trouxe a iniciativa para o Hospital Nossa Senhora de Lourdes, em São Paulo.

Desde a fundação até 2011, já visitamos quase 900 mil crianças e adolescentes hospitalizados e hoje o programa de visitas está presente em São Paulo, no Recife e em Belo Horizonte. A prática teve ampla aceitação da sociedade brasileira e deu origem a cerca de 630 grupos que realizam um trabalho similar em todo país, motivando uma série de parcerias que incluem o Ministério da Saúde e a iniciativa privada. Para orientar, monitorar e promover um intercâmbio com estes artistas, criamos em 2007 o projeto Palhaços em Rede

A partir do conhecimento gerado no hospital, uma série de outras iniciativas ampliou de forma considerável nossa missão. A Escola hoje abrange o núcleo de pesquisas (dedicado à linguagem do palhaço e fonte de conhecimento e aprendizado constante para os 50 profissionais do elenco) e o núcleo de formação, com projetos e cursos direcionados a jovens, artistas profissionais e interessados em descobrir ou aprimorar a arte do palhaço. Vale destacar o Programa de Formação para Jovens, que já formou cerca de 200 jovens artistas para o mercado de trabalho desde seu início, em 2004. 

Outra iniciativa pioneira e bem-sucedida é o projeto Plateias Hospitalares, implementado no Rio de Janeiro desde 2009 e que já levou mais de 200 apresentações artísticas a oito hospitais da rede pública no Estado do Rio de Janeiro, atingindo mais de 27 mil pessoas. Em 2012, São Paulo também passa a receber o projeto, em versão piloto, para implantação a partir do próximo ano. 

Todo o conteúdo que vem dos encontros no hospital nos inspirou a produzir criações artísticas como a Roda Besteirológica, Midnight Clowns, Senhor Dodói e o Bloco do Miolo Mole, que agita as ruas e os hospitais do Recife no Carnaval. 

O que vem por aí
Ao completar 21 anos, assumimos o desafio de ampliar nossa missão, fomentando novas manifestações artísticas em hospitais para públicos como adultos, idosos e funcionários; formando novos profissionais e aperfeiçoando a arte do palhaço em hospitais e junto a outros públicos; e criando um fórum que discuta ética e qualidade das relações da arte do palhaço nos hospitais. 

“Este novo olhar sobre nossa missão é uma conseqüência natural da maneira como encaramos o trabalho: algo novo que gera um conhecimento importante para o ser humano e que precisa ser desvendado, organizado e disseminado. Conhecimento, quanto mais você aprofunda, mais fascinante se torna e atrai o interesse de mais gente. Investimos em pesquisa para saber os resultados e o alcance dos investimentos feitos em nosso trabalho. Daí os desdobramentos em oficinas, livros, peças, palestras e mais uma série de ações para dar acesso à experiência da alegria. Aprofundar, desvendar, organizar e disseminar”, conta Wellington Nogueira, fundador e coordenador geral dos Doutores da Alegria.

Mantida por doações de pessoas físicas e empresas como White Martins, Wellstream e Sanofi, Doutores da Alegria tem posição consolidada no terceiro setor. Possuimos os certificados de utilidade pública nas esferas federal, estadual e municipal, além de ser referendada por reconhecimentos importantes, como o Prêmio Criança da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança, a inclusão na lista das 100 melhores práticas globais da divisão Habitat da Organização das Nações Unidas em três oportunidades e o Prêmio Cultura e Saúde, concedido em junho de 2009 pelo Programa Cultura Viva, iniciativa conjunta dos Ministérios da Cultura e Saúde. Recentemente, recebemos a certificação do Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS. 

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