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Quando um hospital recebe alta

Respeitável amigo nosocômico!

Muitas são as solicitações para levar nosso trabalho a novos hospitais do Brasil. Como não podemos atender a todos, resolvemos apresentar aqui um resumo de nossa política de relacionamento com os hospitais.

Partimos da premissa de que a função do palhaço é provocar, transformar através da graça e seguir seu caminho. Assim, aceitamos ir para hospitais que tenham no mínimo 50 leitos pediátricos operantes, sejam referência local, tenham poucos recursos ligados a humanização e demonstrem predisposição para investir nas relações humanas, numa parceria de médio prazo. O hospital também deve se constituir num campo fértil para o palhaço, dando oportunidade para que nosso trabalho vá além das visitas às crianças, envolvendo profissionais de saúde e acompanhantes. Nossa permanência está condicionada a um potencial de parceria que garanta a manutenção do trabalho, à existência de vínculos de qualidade com as equipes e a avaliações periódicas que constatem a mútua inspiração entre palhaços e hospital. O tempo que permanecemos depende de como caminhe esta parceria.

Mas isso não quer dizer que tenhamos condições de atender todos os hospitais que preencham estes requisitos, pois nossos recursos não crescem de acordo com a demanda. Sendo assim, para irmos a novos hospitais, outros têm que receber alta, como foi o caso recente dos paulistas Hospital do Câncer e Instituto Emílio Ribas. Eles são exemplos claros de que nossa missão foi ali cumprida; ambos contam hoje com programas completos de apoio a pacientes e grande comprometimento com um olhar que trate o paciente como um todo.

Mesmo encerrando nosso programa nesses hospitais, a relação entre nós continua forte, como conseqüência de tudo o que aprendemos juntos; uma amizade se estabeleceu. E como desbravar é a vida do besteirologista, nossos recursos estão sendo utilizados para iniciar atividades em dois novos hospitais na periferia de São Paulo, atualmente em fase de experiência. Os hospitais que hoje recebem alta já se tornaram modelos, sabem cultivar alegria; vamos agora em busca de conhecer e estimular outros.

Quando o palhaço se relaciona com a criança, está preparado para sair de cena no ápice da alegria do pequeno paciente, prolongando seu efeito residual. Com os hospitais é parecido.

E receber alta é sempre uma boa notícia.

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