BLOG
 

O que vem antes

Depois de uma manhã de trabalho, encontrei a mãe de um paciente que lutava há mais de um ano contra o câncer.

Olhava para o seu rosto e só enxergava felicidade porque ela tinha acabado de receber o diagnóstico de que seu filho estava curado. Aproveitamos que estávamos próximos ao restaurante do hospital e, com um copo de suco, brindamos à vida.

Ela começou a relembrar um fato que me deixou pensativo…

Contou que teve um período da internação de seu filho que foi difícil, pois ele estava com a imunidade muito baixa e precisou ficou em isolamento na UTI. Ela tentava animá-lo e ele dizia para deixá-lo quieto porque “ele iria morrer mesmo“. 

o que vem antes (2)

Nesse mesmo dia os besteirologistas apareceram na UTI e foram autorizados a entrar no quarto dele com aventais e máscaras descartáveis. Fizeram um combate de MC’s para ver quem fazia a melhor rima, pois era o que ele sabia fazer de melhor!

Em um curto espaço de tempo, parecia que tudo tinha mudado e aquele garoto aparentemente abatido, “à beira da morte”, agora morria de rir com as rimas atrapalhadas dos palhaços. 

o que vem antes (1)

Depois de ouvir esse relato, tive a noção de que por muitas vezes não damos conta do que acontece minutos antes dentro de um quarto. Isso merece um brinde…

Porque ouvir isso de uma mãe, em mim, também gera vida!

Dr. Mingal (Marcelo Marcon)
Hospital Santa Marcelina – São Paulo

Você também pode gostar:

Os dois lados da mesma moeda

Lado 1.

Estávamos Dra. Greta Garboreta e eu, Dr. Zequim Bonito, prestes a encerrar nossa rotina de trabalho. Estávamos virando a esquina do último corredor que nos levaria de volta à salinha onde nos desfazemos de nossas personalidades de palhaço para voltarmos a ser gente normal, se é que gente normal existe.

dois lados

Antes de virar a esquina do último corredor, as moças da recepção pediram uma foto. 

Clique, clique, flash e lá estávamos nós registrados em mais um celular. Ou então em uma página de Facebook, onde seremos uma foto compartilhada, curtida, comentada, criticada, ridicularizada, insultada, venerada, ou simplesmente ignorada. E assim a vida segue seu fluxo. 

Lado 2.

Depois da foto estávamos, agora sim, prestes a encerrar nossa rotina de trabalho. 

- Palhacinho! Palhacinho!, ouvimos de longe.  

Vimos logo de cara que a solicitação era de outro teor. Teria sido tão melhor se fosse apenas mais uma foto. Mas não era. A mulher que nos chamava estava aos prantos. Ela saíra desnorteada do elevador, acompanhada por familiares, todos visivelmente muito abatidos. 

Começava ali um daqueles momentos que nos pegam de calça curta. Não era a primeira vez que acontecia. Já vivemos situações parecidas em outros hospitais, com outros familiares, com outros palhaços e, com mais ou menos traquejo, a cada vez que tal situação aconteceu tivemos que lidar com o vazio que invariavelmente ela nos impõe. O indizível vazio que a finitude nos reserva.

- Palhacinho, o meu neto morreu! 

Houve um silêncio.

- Palhacinho, o meu neto morreu! O meu neto. Vocês conheceram ele, lembra? 

Nós já sabíamos da notícia. Tínhamos estado na UTI no começo de nosso dia de trabalho, antes da chegada dos pais e acompanhantes. Naquela hora, só estavam presentes na UTI os profissionais da equipe de saúde cujos semblantes também estampavam as sequelas do vazio

dois lados

O caso do menino era grave. O nome complicado da doença, sua complexidade e agravantes não tinham a menor importância naquele momento. Para aquela avó, ali, agora, só existia o vazio e o mais que justificado descontrole emocional que ele causa, sobretudo quando esse vazio é deixado pela ausência de uma criança.

- Palhacinho, me dá um abraço! 

Houve outro silêncio, desconcertante. 

De repente, diante dessa solicitação concreta, extraída com inacreditável força e nitidez daquele turbilhão de dor, o vazio foi momentaneamente rompido. Com um gesto simples e sincero nosso abraço foi dado, partilhado com aquela avó. Não falamos nada. Nada de que lembramos, pelo menos. Só ouvimos.

- Obrigado, palhacinho. 

E depois voltaram os prantos, o turbilhão de dor e, se a vida seguir seu fluxo, o começo do luto.

dois lados

Dr. Zequim Bonito (Nereu Afonso)
Hospital do Grajaú – São Paulo

Quem tem coragem?

P. é um adolescente tímido e grande. 

Devido ao seu tamanho, tinha alguma dificuldade para se movimentar rapidamente. Em compensação, seu raciocínio e sua inteligência muito rápidos deixavam os besteirologistas a quilômetros e quilômetros de distância… Mesmo assim, lentamente, ele os acompanhava pelos corredores, sem abrir mão da visita exclusiva em seu quarto.

Dia desses, Pinheiro e Juca entraram em seu quarto e ele logo avisou, em tom dramático:

- Tem um tubarão dentro desse banheiro.
- O QUÊ? Um tubarão dentro do banheiro? Mas como ele foi parar aí?
- Não sei. Mas ele está aí. Abra a porta, entre e verá se não é verdade. 

quem tem coragem

A Juca ficou tão assustada com a possibilidade de encontrar um tubarão no banheiro que armou uma confusão no quarto pra criar coragem e entrar, já que o Pinheiro colocou ela à frente pra cumprir tal proeza. 

Cada vez que tentava abrir a porta, um escândalo acontecia. Até uma escada a Juca colocou na porta do banheiro e subiu, pra parecer maior e, talvez, o tubarão ter medo dela! Mas, para a surpresa de todos, foi na mão do Pinheiro que o tubarão apareceu. Um tubarão de luva hospitalar que, com a ajuda do P., tinha até música de fundo.

quem tem coragem

Com o tempo, o assustador tubarão começou a soltar alguns puns e foi murchando no quarto, segundo relatou o Pinheiro. Juca só teve coragem de voltar naquele quarto na semana seguinte, mas o menino não estava lá. Estava no corredor, e dizia que não podia ficar no seu quarto porque tinha uma cobra lá dentro. Por esse motivo incrível, teve a autorização dos besteirologistas para acompanhá-los no trabalho pelo 4º andar do Instituto da Criança.

Naquele mesmo dia, ele teve alta e foi embora. A imaginação solta do P. trouxe uma série de reflexões sobre o nosso trabalho. E aquele quarto vai ficar pra sempre marcado. Quem tem coragem de entrar?

Dra Juca Pinduca e Dr. Pinheiro (Juliana Gontijo e Du Circo)
Instituto da Criança – São Paulo

Você também pode gostar:

Doutores recomenda: Hominus Brasilis

Imagine a história da Humanidade contada por quatro atores em um palco de 2m². Da criação do universo até os dias atuais!

A Companhia de Teatro Manual apresenta Hominus Brasilis, espetáculo que traduz a saga da história humana a partir de uma linguagem cênica inédita em que se usa uma pequena plataforma, movimentos corporais e sonoplastia vocal.

Hominus_brasilis
Pacientes e profissionais de saúde já aprovaram esse belo espetáculo nos hospitais do Rio de Janeiro
, promovido pelo projeto Plateias Hospitalares. Neste mês, a peça é apresentada no Teatro Leopoldo Fróes, em São Paulo, nos dias 17, 18 e 19 de julho, com entrada gratuita. E Doutores recomenda!

Hominus Brasilis
17 e 18 às 20h e 19 de julho às 19h
Teatro Leopoldo Fróes – Rua Antonio Bandeira, 114 Santo Amaro – São Paulo
(11) 5541-7057 | ingressos distribuídos uma hora antes da sessão

Hominus_SP

Vocês perceberam?

todos nós, seres humanos, estamos bem apressados. Temos muita coisa pra fazer.

Desejamos que essas “coisas” que tomam nosso tempo gerem algum mérito positivo nas nossas vidas, afinal o tempo está passando mais rápido, né não? 

Isso me fez lembrar da história do J., uma criança de aproximadamente oito anos. O olho do J. brilha. Vocês perceberam? É questão de segundos. Basta olhar pra ele e estar presente. O olhar dele brilha. Quem cuida dele é o pai, que deve ter deixado de lado muita coisa da vida pra cuidar de algo precioso. Nessas horas, a relação do ser humano com o tempo muda. Apressar-se pra ir pra onde? Por que tanta pressa? 

olho de bola de gude

Da porta da enfermaria víamos o pai do menino. Ele acariciava a sua cabeça, cochichava no ouvido e abria um sorriso no canto da boca. A criança permanecia encolhida na cama, deitada de lado, com o olho mirado pra um canto miúdo entre o travesseiro e o lençol. Era assustador o tamanho daquela tristeza, apertada naquele corpo miúdo. Vocês perceberam? 

Mas o seu olho brilhava. Vocês viram? As crianças têm um grande mérito: a verdade. A essência delas não foi tão “retocada” por nós, adultos. E no J., mesmo triste, seu olho brilhava. Descobrimos ali, de forma apressada, assim despejada por quem tem tanto pra fazer, que o garoto iria amputar todos os membros. Ele não queria papo com ninguém.  

- Tudo bem, J. Sei que você não quer muito papo com a gente. Mas só queríamos mostrar pra você uma flor cultivada pelo Dr. Eu_zébio. Ela tem o poder de acordar justamente nessa hora. E quando ela acorda, cresce muito. 

Tiramos uma flor artesanal de dentro do jaleco que, ao ser manuseada, fica de vários tamanhos e cores. O J. virou um pouquinho a cabeça pra ver a flor.
- Olha, hum. E ela é cheirosa. Caramba, cresceu. Olha, tá crescendo!
Ele olhava atentamente pra flor. Seu pai sorria e por isso aumentava as bochechas e apertava os olhos.
- Nossa, J., a flor parou de crescer.
Logo seu pai soprou em direção à flor, que cresceu mais um pouco. 
- Já sei! Ela vai ficar maior se a gente molhar.

Fizemos bolha de sabão e cresceu outro tanto. O menino, sério, calmo, cabelo espetado, seus pés e mãos enfaixados, olhar preto e redondo, olhava pra flor que já tomava todo seu leito.
- Agora precisamos colocar ela pra dormir. João, você sabe colocar flor pra dormir?
Ele virou o rosto e não quis conversa.
- Acho que música é bom. Uma música bem calma. 

olho de bola de gude

Dr. Eu_zébio tocou uma música bem calma e eu, Dr. Marmelo, fui recolhendo a flor para dentro jaleco. A flor adormeceu. A música era tão calma que Eu_zébio também dormiu, encostado na cama do J. Eu “nem percebi”. 

olho de bola de gude

E para a nossa surpresa, o menino apontou o braço em direção ao Dr. Eu_zébio, mostrando que ele tinha adormecido. Logo tirei o paspalho de lá. Na retirada, sua peruca caiu. Já era tarde, J. acabou descobrindo a careca do Dr. Eu_zébio. Da porta da enfermaria a gente via o garoto contorcendo o pescoço pra olhar a nossa saída. Tinha na sua boca um sorriso.

Aquele de cantinho de boca. Seu pai cochichava algo ao seu ouvido. Ele sorria. Bem verdadeiro. Seu olho brilhava.

Dr. Marmelo e Dr. Eu_zébio (Marcelo Oliveira e Fábio Caio)
Hospital da Restauração – Recife

Você também pode gostar:

Santo Antônio, São João, São Pedro e Santa Casa

Santificada seja a nossa alegria!

Os santos juninos habitam o imaginário do povo nordestino junto com o arrasta-pé, as bandeirinhas, os balões e as fogueiras. Pensando em cultivar essa alegria junina, no ritmo dos festejos, incluímos mais um “santo”, ou melhor, uma “santa”: a Santa Casa de Misericórdia, que nos recebeu em junho para uma festança, com suas músicas, seu clima e sotaque próprio para um hospital que não atende crianças.

Santa Casa

Essa era inicialmente a informação que nos foi passada, mas o que percebemos foi exatamente o contrário: lá tem criança sim, pois crianças podemos ser a vida inteira. O palhaço tem o poder de olhar nos olhos e ver a criança que está por trás das marcas da idade estampadas nos rostos que encontramos nos corredores e enfermarias.

Santa Casa

E por trás de cada olhar percebemos que a fogueira de tempos passados continuava acesa no brilho dos olhos de cada uma daquelas “velhas crianças”, a idade apenas aflorava a nostalgia de outros festejos juninos vividos, algumas vezes num grande sorriso, outras em alegrias de saudade e, ainda, num misto de saudade e alegria pelo reencontro com o que passou, com a incerteza, com a criança interior e com a criança refletida no olhar do palhaço.

Santa Casa

À Santa Casa, nosso muito obrigado pela oportunidade de compartilhar nossa santa alegria no meio de tantos santos.

Marcelino Dias (Dr. Micolino)

Você também pode gostar:

Com orgulho

O Festival de Cenas Cômicas, organizado pelo grupo Parlapatões em São Paulo, reuniu uma grande plateia na semana passada. No palco, comediantes, palhaços, artistas independentes e grupos que trabalham com humor apresentaram cenas na quarta edição do evento.

Para os organizadores, o Festival traz a possibilidade de trocar, conhecer outros trabalhos, novas linguagens e aproximar os artistas. Antes do grande dia, foram quatro eliminatórias, duas semifinais e nove cenas classificadas. E para a nossa maior alegria, a grande vencedora foi a Trupe Um Quilo e Meio de Variedades com “Total Eclipse”.

total eclipse

Explicamos: Erickson Almeida, Jones Marinho e Julio Fuska foram alunos da nossa Escola, no Programa de Formação de Palhaço para Jovens, onde tiveram contato profundo com a linguagem do palhaço. Com frequência participam de eventos promovidos pelos Doutores da Alegria, como as Mostras de Criação Artística (Mocrea). Hoje os três têm carreiras sólidas e integram o mercado artístico. 

Com grande orgulho apresentamos “Total Eclipse” com a Trupe Um Quilo e Meio de Variedades!

Você também pode gostar:

Uma receita de felicidade?

A Psicologia pode realmente tornar as pessoas mais felizes?

Foi com essa pulga atrás da orelha que um professor investiu em muita pesquisa e fundou, no ano 2000, o campo da Psicologia Positiva, que promove o estudo e o impacto das emoções positivas e dos diferentes tipos de felicidade na experiência humana.

O dr. Martin Seligman dirige o pioneiro Centro de Psicologia Positiva da Universidade da Pensilvânia (EUA), dedicado ao desenvolvimento de ferramentas clínicas e à formação da próxima geração de psicólogos positivos.

martin seligman

Em um de seus estudos, Seligman e sua equipe buscaram saber como alguém poderia obter satisfação em sua vida, espantando a infelicidade e o vazio. Para isso, fracionaram o conceito de felicidade por acreditar que ela vai além das emoções puramente positivas.

Vida agradável
Regada somente a prazeres momentâneos e emoções positivas que vêm e vão rápido, como comer um chocolate ou assistir televisão.

Vida boa
Envolve atividades como o trabalho, o amor e a criação de filhos.

Vida com significado
Saber seus pontos mais fortes e utilizá-los a favor de algo maior que você, altruísmo.

Após uma série de pesquisas com milhares de pessoas e evidências sólidas, descobriram que a vida mais satisfeita – ou plena – é aquela que envolve as três esferas acima, de forma integrada e harmoniosa. A vida com significado é a que contribui mais fortemente para a felicidade, seguida da vida boa. A vida agradável não tem quase nenhum efeito sobre os índices de satisfação com a vida, mas ela se torna a cereja do bolo quando se tem as outras duas dimensões.

No vídeo abaixo, que traz uma palestra sua no TED em 2004, ele explica melhor o estudo:

No livro Felicidade autêntica – usando a psicologia positiva para a realização permanente, Seligman aborda o estudo e propõe alguns exercícios para alcançar a vida plena:

- aumentar a durabilidade dos prazeres e das emoções que se vão rápido (por exemplo, permitindo-se comer um chocolate por dia e desfrutá-lo com calma);

- desenvolver nossas virtudes e forças pessoais a fim de produzirem gratificação, e, portanto, felicidade autêntica (como recriar seu trabalho e aproximá-lo de uma vocação);

- buscar algo maior que nós mesmos.

Quem bota fé? A felicidade tem uma receita?

O interessante é notar que este campo da Psicologia se dedica a tornar a vida de pessoas comuns mais gratificante. O Centro de Psicologia Positiva e o dr. Martin Seligman continuam com diversas pesquisas e testes abertos (em inglês) no site www.authentichappiness.sas.upenn.edu.

Você também pode gostar:

Doutores recomenda: O Pavão Misterioso

Mais uma recomendação para toda a família! Estreia em São Paulo “O Pavão Misterioso”.

O espetáculo une teatro, circo, música e literatura de cordel. A história tem base no enredo de O Romance do Pavão Misterioso, clássico da literatura de cordel escrito por José Camelo de Melo Rezende, e traz uma situação vivida por dois irmãos muito ricos, um conde malvado, uma donzela presa num quarto de sobrado, um inventor cheio de ideias malucas e um pavão misterioso.

o pavao misterioso

A estreia aconteceu neste sábado, 27, e segue em cartaz até 6 de setembro no Teatro Alfa (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro). Aos sábados e domingos, sempre às 17h30. Os ingressos curstam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia entrada). Mais informações no site do teatro.

O trabalho é do Grupo Namakaca e traz no elenco Cafi Otta, Montanha de Carvalho e Du Circo (ao centro na foto), que integra o elenco paulistano dos Doutores da Alegria como o dr. Pinheiro. A direção é de Rhena de Faria. E Doutores recomenda!

o pavao misterioso

E a cor importa?

Nesse último mês eu, Dr. Dus’Cuais, tenho trabalhado com um lenço de bolso.

Este, que é um item de muita elegância entre os homens, trouxe uma pulga atrás da orelha e me deixou muito intrigado.

Estamos no século 21. O mundo todo recebe informações em tempo real, cada dia que passa evoluímos em questões que antes não se falavam, antigamente as mulheres não podiam nem votar e hoje ocupam presidências… Então por que, ainda, dizemos que azul é cor de menino e rosa é de menina?

Pois é, meu lenço de bolso é rosa, e ouvi muitas coisas só por conta de sua cor.

- Huuuum e esse lenço?
- Nossa, lencinho rosa! 

A cor acabou ficando mais importante do que sua utilidade.

a cor importa

Eu, como bom cavalheiro, uso meu lenço para colocar numa poça de lama, para que uma dama possa passar sem sujar os sapatos. Posso “dar tchau” balançando o lenço porque fica muito mais chique do que um “tchau normal” e também posso emprestar meu lenço para alguém que estiver com vazamento de água nos olhos.

Enfim, além de ser algo muito elegante, o lenço também tem várias utilidades. Mas a pergunta que eu te faço é:

- E a cor importa?

Em tempo: dia desses eu e o dr. Chicô aparecemos com uma câmera na cabeça e gravamos nosso dia de trabalho. As imagens ainda estão na edição, mas em breve teremos cenas inéditas do ponto de vista de um besteirologista. Não perca!

Dr. Dus"Cuais (Henrique Rímoli)
Hospital do Mandaqui – São Paulo

Você também pode gostar: