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2012 é o ano da maioridade dos Doutores da Alegria. Fundada em 1991 por Wellington Nogueira, a ONG comemora neste ano 21 anos de atuação junto a crianças hospitalizadas, seus pais e profissionais de saúde. O próprio Wellington nos conta um pouco do que foi o ano de 2011 para os Doutores da Alegria:

Wellington Nogueira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Somos totalmente responsáveis por todos os nossos atos perante a sociedade. Se, em 1991, o palhaço profissional entrando regularmente no hospital era uma novidade, hoje é uma realidade que gerou uma folha corrida bem extensa de desdobramentos e rompimentos de fronteiras: do surgimento de mais de 555 iniciativas semelhantes pelo Brasil ao fenômeno dos universitários da área de Saúde que aprendem técnicas de palhaço para melhor trabalhar com os pacientes e estabelecer conexões plenas com eles. Médicos que também se formaram palhaços e hoje trabalham integrando ambas as profissões com mais propriedade, em benefício dos pacientes. Palhaços visitando locais de trabalho, onde o adulto se interna, como diz a veneranda dra. Ferrara… Se formos vasculhar, não vamos parar de encontrar pelo mundo todo exemplos incríveis de maluquice beleza instituída, compartilhada e reconhecida! Tá dominado! Este é um momento em que cada um de nós pode fazer história, promovendo uma verdadeira virada. Vide “Fora, Wall Street!”.

Quando investigo todas essas ações e as demandas crescentes para transportar esse conhecimento para outras áreas – como educação e trabalho – percebo que o denominador comum é: queremos ser mais felizes. O professor Serge Ouakine, da Universidade de Toronto, diz que a felicidade é o encontro de duas alegrias: é possível ser feliz sozinho, mas a alegria

acontece quando é compartilhada. Na besteirologia, entendemos que alegria é sair da nossa zona de conforto para tornar melhor a vida de alguém. Nunca falamos tanto da tal da sustentabilidade e, surpresa, ela começa com a qualidade de nossa relação com a vida. Consciência de mim e da minha relação com o outro, para a construção coletiva da alegria.

Para construir esses futuros desejáveis precisamos de imagens inspiradoras, já diz a futuróloga Lala Deheinzelin.

Juntando tudo isso, assumimos, na maioridade, esse compromisso, de contaminar as pessoas para a construção coletiva de alegria. Sim, anos e anos de individualismo adoeceram o mundo e o pior: a enfermidade do mundo é o reflexo daquela iniciada por nós. Existe antídoto? Sim, dentro de cada um de nós há a capacidade de sairmos de nossas zonas de conforto para corrermos o risco de tornar melhor a vida dos “alguéns” à nossa volta.

A maioridade é isso: trazer para o mundo o resultado da educação e da formação que recebemos. Obrigado a todos os nossos mestres, em especial, as crianças que tanto nos ensinaram ao longo dessa jornada.”