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Tivemos um caso novo no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife.

A nossa paciente I. estava apresentando uns espasmos que eu, Dra Baju, e o Dr. Eu identificou rapidamente. Ela mexia as pernas debaixo do lençol. Ora ficava parada, ora mexia descontroladamente. Propus-me, então, a observar. Parei, olhei, observei, cochilei, ops, despertei e concluei, digo, concluí:

A paciente está elétrica!

O Dr. Eu ficou louco, quer dizer, mais louco, porque nunca tinha visto um caso tão grávido como esse. Fui lá, bem junto à nossa paciente, e acabei tomando um choque. O Dr. Eu tentou também, mas foi outro que saiu se tremendo inteiro.

De repente, lembrei-me que eu tinha a lâmpada-calmante – seu efeito, após boa administração do seu uso, deixa o paciente mais calmo, tirando toda a eletricidade que possa existir em seu corpo. Pois bem, comecei a percorrer com a lâmpada por cima da I. e o resultado foi positivo: a lâmpada acendeu, retendo toda a energia da menina.

Eu e o Dr. Eu comemoramos o sucesso do novo tratamento!

Eu, por minha vez, até tentei aproveitar um pouquinho da energia pra ver se acendia o meu chapéu, que é um abajour, mas não foi dessa vez…

Dra Baju (Juliana Almeida)
Dr. Eu Zébio (Fábio Caio)
Hospital Oswaldo Cruz – Recife
Julho de 2012