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Outro dia, em uma de nossas corridas de leito, entramos numa enfermaria no H.C. e lá estava ele, o Lucas (4 a 6 anos). Chamou pelo Dr. Titetê.

Lucas: – Titetê vem cá!

Por mais que aquele doutor insistisse em ser chamado com o devido DOUTOR à frente de seu nome, Lucas sempre o chama Titetê. Isso é que dá criar intimidades com os pacientes. Mas lá foi o solícito besteirologista.

Dr. Titetê: – Que foi Lucas?

Lucas: – Chama a Dra. Brisa pra mim!

Imperou o garoto. Aquilo irritou visivelmente o Titetê. Primeiro pelo doutora, segundo por se fazer de porta-voz daquele pirralho. Mas outra vez solícito, partiu o besteirólogo.

Dr. Titetê: – Dra. Brisa, o Lucas está solicitando a sua presença à cama dele.

E lá foi ela, idem para o prontamente solícita e para o “que foi Lucas?”

Lucas: – Pega o Titetê e joga ele contra a parede de novo.

Sorrindo desdentadamente e idem para o imperativamente. Ao que claro e prontamente respondeu a Dra. Brisa olhando para o garoto e para a insensível e acolhedora parede de braços abertos.

Dra. Brisa: – Imagina se eu vou pegar o Dr. Titetê (já pegando) e vou jogá-lo (já jogando) contra a parede (que prontamente respondeu com seco e sonoro TUM!).

O Titetê, que além de perder o DOUTOR, perdeu também um dente e prontamente respondeu com outro seco e sonoro ”AI!” Para uma úmida e contagiante gargalhada não apenas daquele garoto, nosso grande parceiro, mas de todos os presentes naquele recinto.

Dr. Titetê: – Dra. Brisa, até agora ressinto as dores daquele impacto e sinto a falta que fez, naquele dia, a presença do Dr. Mingal. Quem sabe não seria ele a vítima fatal?

Equipe Besteirológica: Dra. Brisa – Dr. Mingal – Dr. Titetê