Tempo de leitura: 1 minuto(s)

Não poderíamos deixar de contar a história do Jujé, garoto de seus cinco anos, do 402, que nos fez refletir sobre confiança, esperança, ingenuidade e “necessidade” mesmo.

Ao chegarmos à porta do quarto do Jujé, ouvimos o seu choro e seus gritos de “tô com fome, quero comer”, “ai,ai,ai…” Bem, como médicos prevenidos e bons de boca que somos, Dr. Eu e eu corremos para atender o Jujé, com nossos recursos besteirológicos. O Dr. Eu lhe ofereceu a sua coxinha de galinha e eu, um velho pão que carrego no bolso para uma ocasião de desespero como esta. Só que eu avisei pro Jujé que o pão era dormido e só se podia comê-lo se conseguisse acordá-lo. O Jujé não teve dúvidas, olhou para o pão e cheio de esperanças e fome mesmo, começou: “Acorda, pão! Acorda pra eu te comer, pão”. E como o pão não dava sinal de que acordaria, o Jujé passou a bater a mão na massa e gritar: “Acorda, pão, por favor. Acorda que eu tô com fome!”. Nada feito. O jeito mesmo foi contar com a liberação pela enfermeira, de quatro biscoitos Maizena que o Jujé abocanhou de uma vez só.

Antes que ele quisesse provar carne de Besteirologista, saímos às pressas e só voltamos na semana seguinte.

Dr. Ado (Arilson Lopes), Dr. Eu…zébio (Fábio Caio) e Dr. Lui (Luciano Pontes)
Doutores da Alegria Recife