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É que um dia desses houve um pequeno paciente que nos desafiou durante uma visita de rotina em que propusemos, ao invés de fazer exames (porque isso todo médico faz), apresentar nossas habilidades artístico-besteirológicas.

Besteirologistas: Hoje não faremos exames. Você pode escolher uma música e a gente vai cantar e tocar para você.
Garoto: Tá bom, então dancem!
Besteirologistas: #Ahm! ´#Ééé´! #Uhm!… Mas a gente queria CANTAR e TOCAR!
Garoto: Não, vocês vão dançar. Eu quero que vocês dancem. (PAUSA)
Besteirologistas: Tá bom, você escolhe o ritmo!?!?!?

E o pequeno foi falando: Forró… Agora bolero… Lenta! Foi uma “pisação” só! Imaginem o Dr. Valdisney com aqueles sapatos enormes que pesam 2 quilos, como não estavam os meus pobres pés! Mas a gente foi fazendo o que podia para não perder o prestígio e a confiança do paciente, e passo após passo, acabamos até nos saindo bem! Porém, quando chegou no tango o bicho pegou. Pois eu me animei um pouquinho e numa daquelas “caídas” clássicas de tango, senti uma vontade imensa de seduzir o Dr. Valdisney com um beijo, só que o tiro saiu pela culatra… e ele pela porta afora!!

Tudo bem, essa última parte foi um pequeno deslize. O que quero dizer mesmo com o relato acima é que a besteirologia nos prova a cada momento que é a ciência mais avançada que existe, pois provoca descobertas instantâneas: agora nos cremos exímios dançarinos. A besteirologia transforma quartos em pistas de dança, acompanhantes em agentes culturais, profissionais de saúde em críticos especializados e, o mais importante, hospitais em palcos iluminados pela presença de figuras tolas que tornam pequenos encontros indispensáveis.

É isso aí! Agora tenho que terminar este relatório, pois preciso ensaiar uns passinhos para as próximas apresentações! Tchau–tchau-tchau!

Dra. Greta Garboreta

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