Lá no hospital os palhaços visitam cada uma das crianças internadas, passando de leito em leito. Porque apesar de hoje “interativo” ser uma palavra que logo se associa ao mundo virtual, a gente continua acreditando que quanto mais perto – e real – melhor, quando se trata de interação.

Mas antes de simplesmente adentrarem o recinto e se aproximaremde alguém, os palhaços costumam dar uma olhadinha cautelosa, avaliar o terreno, o clima, as condições de pressão atmosférica… Daí que muitas vezes esse jeito disfarçado de pedir licença pra entrar no quarto de hospital dá a oportunidade de explorar um palco muito interessante: a porta.

a porta!

Aquele espaço minúsculo delimitado por uma moldura de madeira, às vezes pintada de amarelo ou azul, mas na maioria das vezes branca ou cinza, pode ser tablado para um montede cenas esdrúxulas, de perseguição a faroeste, desuspense a drama rasgado. E enquanto rola tudo isso, a criança pode ir se acostumando, se animando, e de repente querer que eles se aproximem pra ela poder também participar. Interagir. Ou não. E pro palhaço, não é não!