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Muito bom começar o trabalho com o pé direito. Dentre tantos encontros especiais, pedimos licença para falar de M.

É uma paciente de uns 12 anos. Encontramos a menina sentada na cama com sua bengala; ela é deficiente visual. Chegamos perto e nos apresentamos como besteirologistas.

E então pedimos para que ela colocasse a mão em nosso cabelo, em nosso nariz e, de quebra, em nosso “popô”. Quando descobriu, vejam só, disse que ia lavar as mãos!

IMIP - Lana Pinho-19

- Você quer dançar?, perguntamos.
- Se minha mãe deixar…
- Deixa, mãe, deixa! Dançar não é coisa que se negue, que se proíba!
, dissemos formando uma torcida desorganizada. 

Sua mãe sorriu e permitiu que dançasse. Não demorou nada para que M. saltasse da cama e mexesse ao som do carimbó.

Braços pra cima, braços pra baixo
Só falta bater a mão, batendo também o pé ♪♫

Barão de Lucena - Lana Pinho-146

A menina simplesmente arrasou. Sua mãe tentava conter o vazamento que há pouco havia começado em seus olhos. Tão bom ter conhecido M.!

Quando fechar os olhos, vou lembrar da menina que, de olhos abertos no escuro, enxergava o arco-íris.  

Dra Svenza e Dr. Lui,
conhecidos fora dos hospitais como Luciana Pontual e Luciano Pontes,
direto do Hospital da Restauração, em Recife.