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A gente sabe que as férias acabaram de começar, mas recordar é viver! Lembra como era uma delícia, quando éramos criança, e chegava as férias de julho tão aguardadas?

Antes de serem formados e reformados em besteirologia, nossos palhaços já foram criança, e tinham férias também! Ou deram férias de suas besteira pra gente… Leiam os depoimentos!

“Os dias vão despregar das páginas dos calendários e vão viajar para casa do MARio. Mas antes vou pendurar o jaleco de doutor no varal para levar vento terral. Depois vou deixar as meias de molho com água de repolho e colocar o sapato para levar sol com o girassol. Ah! Só não posso esquecer de pendurar a cueca de bolinha bem longe da cerquinha para não virar de tirinhas. Acho que agora já posso deitar de perna pro ar! Eita!? Lembrei! E o juízo onde vai ficar?

Dr. Lui – Luciano Pontes”

“O Ministério da Saúde adverte: é fundamental para a saúde dos pacientes, dos acompanhantes, dos médicos, das enfermeiras, dos profissionais de saúde, dos funcionários e transeuntes dos hospitais tirarem férias dos besteirologistas pelo duas vezes por ano.

Pensando nisso, eu, Dra. Pororoca fiz minha mudinha de roupas e piquei minha mula, isso mesmo, mula – esse foi o meio de transporte escolhido para me levar ao meu destino: a tão sonhada férias de julho!

O local escolhido foi o glamoroso quintal da tia da prima da minha vó, que fica lá na pontinha de cima do Brasil esquina com a curva onde Judas perdeu a bota à direita.

É nesse quintal onde pretendo aproveitar muito o meu tempo livre, fazendo o que eu mais gosto de fazer: Nada. Nada no lago, nada no rio, nada na piscina, nada na lama, nada no mar, ai… ai… o Nada.

Também quero aproveitar os dias livres para ler alguns livros e voltar com a intiligência ainda maior e com a massa cinzenta ainda mais branca e preta.

Lerei os seguintes títulos:  “Os Mistérios da Besteirologia da Idade Média” de Yahssyysebb de Lausn Beiuhad da Silva, “Como operar, diagnosticar e chupar cana ao mesmo tempo?” autor desconhecido. E para finalizar, o livro de cabideira de todo besteirologista que se preze:  “Os 10 passos do Besteirologista Moderna – dos passos do balett clássico aos passos do maxixe tradicional” de Jaime O" Roxo.

Claro que também estou levando escondidinho na minha calçola o “Manual prático de Simpatias para arranjar Namorado nas férias de julho” mas isso eu não conto para ninguém, nem sob tortura de formigas nos pés.

Então é isso meus caros leitores, vou buscar o Zé, minha mula que é mulo e vou tirar uns dias de folga que eu também sou filha de… de quem mesmo? Ah, deixa pra lá. Na volto escrevo contando como foram meus dias de férias no quintal da tia da prima da minha vó.

beijocas da Dra. Pororoca

Layla Roiz”

“Queridos leitores, eu sou o Dr. Titetê, Besteirologista. Um título sofisticado para designar minha profissão, minha existência como Palhaço (profissional dos Doutores da Alegria que atua em hospital).

Bom, essa introdução não passa de um mero cacoquete acadêmico colado ao meu duplo ôntico (relativo à Ontologia) cujo estudo da Besteirologia só fez agravar. Vamos às férias, “porque ninguém é de ferro.” É aqui que aparece o problema de ser dois em uma só pessoa, na hora de sair em férias e julho chegou, tem uma semaninha de “pernas pro ar”. Trata-se de um problema eculmênico, ops, econômico.

Ainda bem que quando viajo, férias é sempre sinônimo de viagens, quem paga as contas é meu criador, quem também carrega as malas. Uma criatura baixinha, substantivada Cícero, que muitos chamam Ciço e tantos teimam em confundi-lo comigo chamando-o Titetê. Aliás, fato do qual não se importa, fala que é “marketing”. Um sovina, pão-duro. Não sei se para economizar nas passagens ou por vingança e despeito, sempre me coloca numa ou noutra mala, cola um adesivo de “FRÁGIL”, talvez para se livrar do peso na consciência, e me despacha numa esteira rolante qualquer. Trombo ali;  sou lançado acolá, corro o risco de ser extraviado e me perder para sempre. Sem ele eu não sobreviveria. Enquanto isso, ele vai em cima, de segunda classe mas em cima, vendo o mundo do alto, bebendo e comendo aqueles lanchinhos que são oferecidos aos passageiros nos vôos.

Quando a gente chega no local de destino, aí sim, ele me tira da mala, me leva para a praça pública, me expõe ao riso alheio, puxões de crianças que me saculejam daqui pra lá de lá pra cá, nada diferente dos bagagistas nos aeroportos. Ainda bem que eu gosto! Às vezes até chutes no traseiro eu levo. E assim eu vou construindo a minha dignidade. O dinheiro resultante dessas exibições eu só vejo a cor e lá vou eu de novo para a mala ou para o cabide em um guarda-roupas qualquer.

Talvez seja por isso que alguns me chamem de palhaço e pelo tom, pense que estão me xingando. Mas não é nada disso. E se for, são outros despeitados. Porque Palhaço, com p maiúscula, é uma criatura, uma criação estética na esfera da Arte. Uma expressividade poética do Ser, embora se preste a tantos tropeços, quedas, trombadas, chutes e pontapés levados, blá blá blá… é um ser humano, demasiado humano.

Uai gente! Mas e as férias?!? Eita!!!

Sem problemas, eu não queria mesmo. Eu gosto é de trabalhar no hospital e agosto taí, batendo à porta.

Dr. Titetê em parceria com seu criador, Cícero Silva. Mas só porque eu não sei datilografia.”

A gente deseja a todos boas férias! E se não tiver férias, que julho seja um mês bem bom pra você!

A gente continua por aqui, então nos vemos em breve!

Doutores da Alegria