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Falando um pouquinho mais sério, às vezes é preciso parar pra conversar ou escrever como faremos agora devido à correria do dia a dia. O que vem acontecendo, e que é difícil para um Besteirologista, é estar no meio de uma consulta e ser interrompido. São várias as formas de interrupções, umas urgentes, outras nem tanto. Quando isso acontece ficamos com cara de tacho e a criança a ver navios. Pois se há um encontro entre palhaço e criança, alguma coisa está para acontecer. Um encontro besteirológico para tratar de besteira, que para nós é de extrema importância e seriedade, para a criança nem se fala! Por isso fazemos esse trabalho. Quando esse encontro é partido, dá uma sensação de inutilidade, de ser tratado como paisagem, e uma paisagem nada interessante.

O que fazer quando uma enfermeira entra na enfermaria com uma agulha pra furar a criança que a pouco estava brincando? Lógico que a criança começa a chorar e o palhaço vai saindo de fininho, é a parte que nos cabe.

Na verdade, para alguns desavisados, parece que o palhaço entrou pra “enganar”, preparar a criança pra aceitar as picadas, o remédio que está por vir. Têm umas pessoas que ainda falam: “Olha palhaçinho, fica aqui, fica”. FICAR? Não, saímos de fininho mesmo. Outras pessoas entram na enfermaria e nem olham pra gente. Será que não viram?

Pôxa, nossas consultas são “rapidinhas”. Lógico que, quando for urgente mesmo, fiquem à vontade para realizar o procedimento. Por esse motivo resolvemos criar um guia de como interromper ou não a consulta de um Besteirologista.

Primeiro passo: Chegue ao lado do Besteirologista, o mais quietinho possível, dê um grito de alerta soltando fumaça, possivelmente ele vai lhe ver, e diga que você também marcou consulta, ou está na fila. Se ele enrolar muito, tente ameaçá-lo com um telefonema pro chefe ou diga que a Ivete Sangalo (ou o Gianecchini) precisa falar urgente com ele (ou ela);

Segundo passo: Se puder esperar um minutinho, sente-se ao lado do paciente e acompanhe a consulta, seja um pouco paciente também, e aproveite;

Terceiro passo: É melhor não tratar os Besteirologistas como uma TV (ou seja, está ligada, mas a gente, às vezes, não tá nem aí, lava louça, conversa, faz tricô), nem como homens invisíveis. Isso pode irritá-los, e aí eles começam a “pegar ar” (ficam magoados) e, conseqüentemente, uma faxina no ar será feito com a soltação de gases que estavam presos, o que retarda a sua saída do quarto. Trate-o como um trabalhador como você, olhe para ele, comunique-se;

Quarto passo: Se souber usar recursos encantatórios, e precisar interromper, tente usar palavras mágicas como: estátua, stop, congela… Besteirologistas sempre “caem” nesses truques;

Quinto passo: Para frente! Pois: “Um passo aqui e você não está mais no mesmo lugar”. Lembrem-se disso!

* Dúvidas ligar para o 0800 dezessete e 700 e fale com o Dr. Dud Grud

Dr. Dud Grud (Eduardo Filho)
Doutores da Alegria Recife