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A cidade de São Paulo foi berço do trabalho dos Doutores da Alegria.

Nos anos 90, Wellington Nogueira trabalhava nos Estados Unidos com uma trupe de palhaços que realizava intervenções em hospitais de Nova Iorque. Era algo muito inusitado.

Em 1990, retornou a São Paulo para visitar seu pai na UTI do Instituto do Coração. Foi ali que resolveu se apresentar como palhaço para crianças.

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“Fui e foi muito legal. Quando terminei, meu pai tinha saído do coma. Depois, ele saiu do hospital –e eu tinha vindo para acompanhar sua morte. Estava com um sentimento de gratidão. No ano seguinte, voltei para o Brasil e comecei o trabalho”, conta ele. Foi em setembro de 1991 que surgiu Doutores da Alegria.

O primeiro hospital que aceitou ter um besteirologista em sua equipe foi o Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, hoje Hospital da Criança, no bairro do Jabaquara, em São Paulo. E a iniciativa foi crescendo.

Wellington Nogueira

No início, sem sede fixa, a ONG se estabeleceu na casa da Dona Benvinda, mãe de Wellington. “Não havia e-mail. Usávamos papel carbono e máquina de escrever“, conta Vera Abbud, a primeira palhaça a atuar no Doutores.

Outros hospitais da cidade foram recebendo o projeto e a sede foi estabelecida em Pinheiros, grande bairro paulistano. E Doutores da Alegria abriu unidades em outras cidades, como Recife, Rio de Janeiro e Belo Horizonte (esta última com atividades encerradas).

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E hoje, 25 anos depois, ocupamos um casarão na Rua Alves Guimarães, no mesmo bairro, e atuamos em hospitais do Campo Limpo à Itaquera. Também já atuamos em diversos espaços culturais, ruas e empresas desta enorme cidade. E com uma certeza: ainda há muito a fazer!

Obrigado, São Paulo, por ser berço do nosso trabalho! Feliz aniversário!

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