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Caro leitor deste relato a quem me dirijo feliz e orgulhoso, alegre e retumbante, contente e satisfeito. Perguntará você: Por quê? E eu direi: Estou entre os grandes.

É de conhecimento geral que existem sete grandes descobertas científicas que mudaram humanidade: A Gravidade e física por Isaac Newton, o Átomo de Ernest Rutherford e Niels Bohr , a famosa Relatividade de Albert Einstein, a tal teoria Big-Bang do Edwin Hubble, Evolução por Charles Darwin, Célula e genética de Walther Flemming e Gregor Mendell e o DNA de Francis Crick e James Watson. E agora a tese da “Pressão Mão do Bebê e ou Manobra de Gandhi” por Dr. Mané Pereira.

Esta descoberta mudará completamente a maneira que entendíamos a pressão exercida na mão de um bebê quando ele segura o dedo de um adulto e como proceder. Portanto, se você não acredita na ciência, não tem problema. Isso não muda em nada minha tese.

Para começar esta tese, contarei como ela foi desenvolvida. Estávamos Dra. Lola e eu numa manhã de terça-feira ensolarada, 29º C na capital, caminhando pelo corredor da pediatria sentido lado C, quando nos deparamos com uma mãe e sua bebê, de aproximadamente cinco meses, que estava em seu colo e nos observava com os olhos arregalados.

Entre o contato dos palhaços com a criança e a conversa com a mãe, a bebezinha agarrou o dedo da Dra. Lola. (Para esclarecimento, a pressão exercida na mão de um bebê é muito grande. Um exemplo: uma mão de robô pode exercer uma pressão de até quinhentos quilos por centímetro quadrado e um bebê quebra qualquer robô com muita facilidade). Depois segurou meu dedo, então, os dois palhaços viraram o guidão e a mãe, a moto! Fizemos um longo passeio pelo corredor e a bebezinha não soltava nossos dedos, não que estivesse ruim. Porém nesta situação não se pode puxar o dedo, pois é deselegante e agressivo e esta atitude não combina com bebê. Então como fazer com que o bebê solte o dedo do adulto de maneira suave, fluida e natural? Foi este o pensamento.

Com o indicador da mão direita acariciei o pulso do bebê. E pasmem. Suavemente ela abriu a mão. Não acreditei. Me senti o Isaac Newton. Pedi para que Dra. Lola repetisse o procedimento e deu certo. Oferecemos novamente o dedo para a bebê e repetimos o procedimento, perfeito. Uma enfermeira se aproximou para ver e não acreditou. A mãe também ofereceu o dedo, nós ensinamos a técnica e deu certo novamente. Vimos que a técnica poderia ser realizada por leigos. Outras mães saíram para ver e seus olhos não acreditavam no que viam. Todos sorriam maravilhados. Os pássaros cantavam, os cachorros latiam e os gatos miavam. Tudo era festa!

Mas eu não me iludo com isto, sou cientista e era preciso provas e confirmações.

A enfermeira que presenciou a descoberta se ofereceu para experimentar a técnica em outras crianças. Dias depois ela nos relatou que experimentou a técnica em 10 crianças, com idade entre 03 meses e um ano e que o resultado foi satisfatório em todos os casos.

A partir deste dia, diante de alguma eventualidade, utilizamos a então chamada: “Manobra de Gandhi” em homenagem ao homem que utilizou a não violência como filosofia de vida.

Que venha a banca!

Dr. Mané Pereira

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