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Em agosto a Escola dos Doutores da Alegria traz uma novidade para sua grade de programação. O curso Oficina do Mestre trará um especialista para compartilhar seu conhecimento e sua metodologia de trabalho com os alunos interessados na arte do palhaço.

Norman Taylor

O primeiro convidado é Norman Taylor, professor de movimento e jogo/improviso da Escola Lassaâd (Bruxelas). Com a oficina Do ordinário ao Extraordinário, ele propõe ampliar a percepção de cada um sobre seus movimentos e limites, resgatando uma consciência de que nós compartilhamos fundamentos comuns como homens e artistas.

Não vamos seguir as pegadas das grandes personalidades que vieram antes de nós, mas procurar os mesmos objetivos como eles fizeram, conta Norman. A oficina é aberta ao público em geral e mais informações, bem como a inscrição, podem ser vistas aqui.

Norman nos concedeu uma entrevista e contou um pouco sobre sua trajetória. Ele começou como professor de escola primária e quando descobriu a arte de atuar e da mímica, acabou se enveredando pelo mundo da arte.

Norman, o que as pessoas podem esperar deste curso? 

Iniciaremos pelas coisas simples e desenvolveremos para as complexas. Dê algo simples ao ser humano e ele irá complicá-lo imediatamente!

O trabalho é ir em direção à estética da economia do movimento. Sempre começamos com uma observação do mundo ao nosso redor, que é reconhecível por todos nós. A próxima etapa é “faça de novo como é” e então fazer (o movimento) do jeito que quiser. É preciso saber o que se está fazendo para depois fazer o que se quer – esta é a metodologia básica. A parte pedagógica trabalha com uma progressão pelo fato de que os exercícios, situações de ação, feedback e críticas também se tornam mais complexos.

Durante as aulas, eu sempre tento visualizar a necessidade de criar um “novo” exercício que vai de acordo com a necessidade do ator/criador. Eu sigo os três paralelos do método Lecoq: aulas de movimento; improvisação que provoca os participantes em seu poder criativo e o trabalho em grupo, onde pequenos grupos recebem um tema e precisam criar uma cena em 20 minutos.

Como uma pessoa que nunca teve contato com este trabalho pode se beneficiar com o curso? E os artistas?

Quem nunca teve contato com este método é muito mais do que bem-vindo! O método nos renova a cada vez que fazemos um exercício – é sempre uma primeira vez. A pessoa é estimulada a reagir, responder, jogar, criar. Pode ser um artista querendo criar algo novo no meio disso, ou uma pessoa interessada em aprender um método de olhar o mundo e a nós mesmos.

Os artistas podem se beneficiar no sentido de que o curso busca o que está por trás de todos os estilos, o que vem antes do momento e tempo da criação, onde nasce a criatividade. A arte de ninguém é colocada em questão, porém todos são questionados. Algo que o professor sempre deve fazer é procurar qual obstáculo o aluno precisa naquele momento. Nós todos necessitamos de provocação e instabilidade para progredir.

Eu trabalho regularmente em empresas onde treino vários funcionários em suas habilidades requeridas em suas rotinas profissionais: fazer apresentações, negociações, comunicar, criar e liderar equipes, lidar com situações difíceis, resolver conflitos, coordenar um comitê, gerir choques interculturais… Estes são alguns dos tópicos com os quais lido. Eu treino professores e gerentes de Recursos Humanos. Isto funciona tanto nas profissões quanto na vida.