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Outra criança que tem nos trazido momentos de surpresa no Hospital Oswaldo Cruz é o V. O nosso primeiro encontro aconteceu logo no começo do ano, mas ele não interagiu conosco. Ele nos olhava desde que não olhássemos pra ele – era essa a condição subentendida.

Foi com muita alegria que presenciamos certa vez um riso no canto da boca, daqueles bem discretos que só os especialistas sabem que se trata de um sorriso. Depois veio o riso de boca inteira, que foi motivo de muito orgulho, alternado, é claro, com vários encontros indefiníveis.

Nas últimas semanas o V. parece outro. Ri , brinca, conversa, dá susto e interage, mostrando pra gente que ele não parece outro, mas que ele é outro. A transformação foi tão incrível que chegamos a desconfiar de que se tratava de outro menino. Eu e a Dra. Baju nos questionamos se não estávamos chamando de “V.” uma outra criança: uma criança que desejávamos que fosse ele!

Mas a mágica se fez: aquele era o “V.”, de verdade!

Dra. Baju (Juliana Almeida)
Dr. Eu Zébio (Fábio Caio)
Hospital Oswaldo Cruz – Recife
Setembro de 2012