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Campanha do Silêncio na Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte

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O SILÊNCIO

“O silêncio
foi a primeira coisa que existiu
um silêncio que ninguém ouviu

vamos ouvir esse silêncio meu amor
amplificado no amplificador
do estetoscópio do doutor
no lado esquerdo do peito, esse tambor”
(Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes)

A Santinha de BH lançou no último mês a Campanha “Nossas Crianças Precisam Silêncio”. E para a peleja foram convidados o Dr. Custódio e Dr. Titetê, besteirologistas escalados naquele dia.

O lançamento no CTI Infantil se deu sem muitas pompas ou regalias, não havia docinhos, pão-de-queijo, quitutes, muito menos brindes com taças de cristal, afinal elas produzem barulhos, assim como os maxilares entre uma e outra mordida. O que fazer?

De posse de uma moldura bem kit e uma máquina fotográfica fomos eu e Dr. Custódio atrás de um click síntese para a Campanha. Ao final do dia havíamos colhido 98 fotos com vários personagens daquele nosocômio desde o primeiro escalão até pacientes ávidos por um flash. Em breve, quando a Campanha se estender corredores afora, esparadrapos serão colados em nossas bocas e instrumentos musicais e eu quero sabor chocolate.

De tudo isso nos veio uma questão: Como administrar tantas diferenças? Como um hospital promotor do silêncio quer manter palhaços dentre suas tantas paredes?

Nós Palhaços somos, quase sempre, relacionados com ruídos. É comum ouvir à nossa entrada: “- Chegou a turma do barulho!” E aí! Ai, ai, ai, ui, ui, ui… Psiu!

“Pra pedir silêncio eu berro
Pra fazer barulho
Eu mesma faço…”
(Rita Lee)

Se no princípio era O SILÊNCIO encerremos com o brado do Palhaço Xuxu:

“SILÊNCIO TOTAL!!!!!”

Cícero Silva – Dr. Titetê