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Além dos 21 anos da existência dos Doutores da Alegria em São Paulo, ano que vem também comemoramos os 10 anos da unidade Recife. Para homenagear a nossa unidade do frevo, convidamos a coordenadora de lá, a atriz e palhaça Enne Marx, pra falar sobre a maturidade dos artistas e do trabalho que vem sendo realizado na capital pernambucana.

“Nasci há quase dez anos, no Recife. O meu irmão mais velho, lá em São Paulo,  está completando sua maioridade: 21 anos!

Enne Marx (ou Dra. Mary En)

Quando cheguei no Recife, fui uma grande novidade para a sociedade recifense, principalmente para os artistas. Muitos atores e atrizes vieram fazer audição para trabalhar comigo. Seis deles foram selecionados: Enne, Jaqueson, Luciano, Marcelino, Ronaldo e Rita. De lá pra cá, cinco hospitais ganharam a visita dos besteirologistas: Hospital das Clínicas, Barão de Lucena, Restauração, Oswaldo Cruz e IMIP.

Em 2002, as pessoas em geral conheciam o palhaço oriundo do circo, mas esse palhaço advindo do teatro, com cara e jeito de “gente” nós não conhecíamos assim, de perto, porque não tinha mesmo. Daí eu me sinto bem importante pra Pernambuco porque depois de mim a linguagem do palhaço pôde ser disseminada nas artes cênicas e, por inspiração, hoje há outros grupos semelhantes a mim na cidade.

Ao longo desses dez anos outros atores passaram por aqui (Adriana, Cira, Eduardo, Luciana e Nicole) e outros novos chegaram: Anderson, Ari, Dudu, Fábio, Greyce, Juliana, Marcelo e Tâmara (veja todos aqui). Somos muitos orgulhosos de trabalhar juntos e somos muito gratos aos besteirologistas que nos ensinaram como ser mais bobos: Fernando, Heraldo, Marina, Soraya, Thais, Wellington…

Somos gratos também a todos que ficam nos bastidores e em especial à nossa “cuidadora” Nice (Charlene para os íntimos) pois com ela levamos a Unidade Recife e pintamos e bordamos o sete: “Poemas Esparadrápicos – O musical”, “Bloco do Miolo e Miolinho Mole”, “Dramalhaço”,  “Palhaços Em ConSerto”, “Cerimonial”, “Oficina para Curiosos”, “São Joãozinho”, “Auto de Natal” “Sessão de cinema comentada” e “Maracalhaço – Maracatu de palhaços”. Pegamos uma carona com os paulistanos da matriz e realizamos o “Conta Causos”, a “Palhestra” e o “Riso 9000″ durante todo o ano.

Viva os Doutores da Alegria e viva São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Rio de Janeiro! Ah, uma última coisa: a minha coordenadora disse que os olhos da gente mudaram para o mundo depois que conhecemos o trabalho, pois nada é tão inesquecível quanto os encontros entre as crianças e os palhaços no hospital. Ela disse ainda que a vida dela pode se resumir a “antes dos Doutores” e “depois dos Doutores”, pois a cada encontro e relação vivenciada no hospital ela cresceu 1 cm! E ano que vem, quando formos apagar a vela de 10 anos em Recife e de 21 anos sem São Paulo, ela com certeza vai chorar… Mas vai ser de felicidade!”

Equipe Recife em 2011