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Saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e na música popular, “saudade”, só conhecida em galego-português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor. A palavra vem do latim “solitas, solitatis” (solidão), na forma arcaica de “soedade, soidade e suidade” e sob influência de “saúde”“saudar”. Diz a lenda que foi cunhada na época dos Descobrimentos e no Brasil Colônia esteve muito presente para definir a solidão dos portugueses numa terra estranha, longe de entes queridos. Define, pois, a melancolia causada pela lembrança; a mágoa que se sente pela ausência ou desaparecimento de pessoas, coisas, estados ou ações…

Fonte: Wikipédia

Pois bem, numa de nossas costumeiras visitas ao HC, o ocorrido se deu no Pronto Atendimento, onde encontramos o Pedro, um menino espoleta, parceiro, que vira e mexe está de volta ao hospital. E claro, apesar da situação, sempre recebemos com a maior festa e alegria. Ele é tão querido que matamos a saudade, invadidos de alegria, embora saibamos que se está de volta, é porque as coisas podem não estar bem.

Hoje ele já foi para casa. O que nos deixa felizes, apesar de saudosos.

Vamos ao fato.

Na porta ele nos viu e disse:

- Titetê! Cadê a Guadalupe?

O Dr. Titetê disse que havia acontecido uma coisa terrível. A Dra Guadalupe estava à mesa do café próxima ao pão-bisnaga. A Dra. Brisa que fazia o seu desjejum à frente da TV, não percebeu que em vez de pegar o pão, pegou a pobre coitada da Guadalupe e comeu, de uma só mordida.

Pedro olhou para a Dra. Brisa com os olhos arregalados, acessos. Olhou para o Dr. Titetê, para o Dr. Mingal e viu uma flor que ele levava no bolso. E disse:

- Titetê pega aquela flor ali pra mim.

- Para que Pedro? Perguntou Titetê.

- Para eu por na barriga da Brisa e matar a saudade!

Disse Pedro que assim o fez. Cravou a flor entre o cinto e o vestido da Dra Brisa.

Foi tão lindo, as palavras, o tom da voz, a respiração, a sinceridade no olhar daquele garoto, o amor e o afeto que ele sentia pela Dra Guadalupe eram tão grandes, que a poesia manifestou-se em toda a sua plenitude e contagiou a todos.

Ao som da flauta, acordeão, voz e violão; deixamos o local.

PERPÉTUA (atribuída ao cancioneiro popular de Domínio Público)

“Se a Perpétua cheirasse

Seria a rainha das flores

Mas como a Perpétua

Não cheira… oi ai ai

É a rainha dos amores!

Mandei comprar na farmácia

Remédio contra ausência

Mandaram minha saudade… oi ai ai

Embrulhada com paciência”

Equipe Besteirológica:

Dra Brisa – Dr Mingal – Dr Titetê