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No mês de maio desenvolvemos uma pesquisa em labobotório que deu o que falar nos quatro cantos do Hospital Barão de Lucena.

A partir de estudos besteirológicos preparamos um coquetel de comprimidos que tem mil e uma utilidades. É uma junção do famoso “Buscopão” (para quem gosta de buscar pão na padaria), da “Dipirona” (para quem quer dar uma pirada) e do “Paraocetamol” (Para ocê que tá mole).

Enfim, é um coquetel muito energizante. Receitamos nossa invenção para muitos pacientes, mas até agora ninguém quis usufruir dessa grande descoberta…

Saímos pelos corredores anunciando:

Comprem, comprem, compremidos!

Até de graça nós tentamos vender e não tivemos sucesso. Desconfiamos que isso aconteça porque o coquetel é do tamanho de um melão e ainda não encontramos ninguém com a garganta tão larga para engoli-lo, já que para que o mesmo faça efeito, deve ser engolido inteiro e sem água.

E foi procurando um possível comprador que entramos no quarto de M., uma garotinha de 5 anos que estava chorando quando chegamos.  Tentamos interagir e a mãe dela nos disse que ela não enxergava quase nada. Desistimos do contato visual e tentamos conversar com ela. Mas a mãe disse que M. não entendia pois é autista.

Insistimos e começamos a cantar. O choro foi diminuindo, o corpo dela ficando mais relaxado e então tiramos uma lanterna do bolso. Quando aproximamos a lanterna, M. ficou surpresa e conseguiu ver a luz. Fomos cantando, fazendo movimentos com as lanternas e M. tentando pegar. Uma deliciosa brincadeira! Pronto, M. começou a sorrir e iluminou todo o quarto… Missão cumprida!

Dr. Cavaco (Anderson Machado)
Dra. Tan Tan (Tamara Lima)
Hospital Barão de Lucena (PE)
Maio de 2012