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O início de janeiro é um período de retiro para os artistas do elenco. Uma pausa. Depois de um final de ano cheio de atividades, eles ficam longe dos hospitais por algumas semanas para poder recarregar as baterias. Esse tempo se faz necessário em função do ritmo de trabalho, que é realizado durante todo o ano, seis horas por dia, leito a leito em hospitais públicos.

Michael Christensen, ator americano que inspirou a criação dos Doutores da Alegria, sabe disso há muito tempo. “Vocês sabem por que ficamos tão cansados ao fim de um dia de trabalho como esse?”, perguntou ele em sua visita ao país no final do ano. “Porque durante todo o dia recebemos uma grande quantidade de informações, das mais variadas, lidamos com todas elas e ainda fazemos com que pareça simples e fácil”.

Além do trabalho nos hospitais, os artistas do elenco bebem em outras fontes para que suas criações sejam sempre originais e ligadas aos movimentos contemporâneos. Teatro, circo, cinema, oficinas, encenações diversas. São fontes de conhecimento e de aprimoramento para que o palhaço possa inspirar-se no cotidiano e provocar transformações.

Enquanto isso, a equipe técnica trabalha nos bastidores para dar continuidade a todos os outros projetos da organização, desde a Escola até a captação de recursos. A maria-fumaça da alegria não pára de trabalhar! E é esse trabalho intensivo que permite que a ONG chegue aos seus 21 anos com maturidade e planejamento para os próximos anos.

No final deste mês o retiro termina e os palhaços retomam o trabalho descansados e energizados para continuar levando alegria às crianças hospitalizadas.