7 dicas de como passar o tempo no hospital

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Se tem uma coisa que acontece muito dentro de um hospital é a espera. Todo mundo já passou por isso. 

Esperar pelo atendimento, pelo médico, pelo diagnóstico. Esperar até o soro passar por todas as veias, esperar para o remédio fazer efeito. Pelo resultado do exame, pela visita que não chega, pela dor que não passa. Esperar é dar tempo ao tempo. 

Pra te ajudar a manter a sanidade, os besteirologistas Dra Lola Brígida e Dr. Chicô indicam sete coisas que você pode fazer para passar o tempo no hospital.

1. Tire um cochilo. Onde achar melhor.

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Pode ser no porta soro ou nas cadeiras da recepção. Mas lembre-se de dividir espaço com os coleguinhas que também estão esperando.

2. Espione algum lugar. 

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Só não vale entrar em lugar restrito. E você pode fingir ser médico, como a Lola e o Chicô… Opa, quer dizer, eles são médicos! Besteirologistas! 

3. Abrace alguém de repente.

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Não mais que de repente! E dê aqueles abraços de urso. Cuidado pra não esmagar ninguém com tanto carinho.

4. Diga que vai dar um pulo logo ali.

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Chame alguém pra dar um pulo com você nos arredores do hospital. E daí dê um pulo, faça uma careta e tire uma foto. Vai ficar assim, um pouco estranha…

5. Peça uma senha para atravessar a porta.

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Lembre-se de dar dicas para a pessoa acertar a senha, afinal não queremos mais filas e esperas no hospital. E troque a senha com certa frequência.

6. Toque um pagodinho.

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O pagode anda tão esquecido… Mas é só começar a cantar que todo mundo lembra a letra. Que tal inovar com o Samba do Inala?

7. Distribua cócegas.

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Porque rir é contagioso, né não? 

A Lola e o Chicô querem saber: qual das dicas você vai usar na sua próxima espera?

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Bom humor: nos hospitais e além deles

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Alegria e bom humor são geralmente associados ao trabalho de um palhaço. Ou ao que ele deveria deixar após um dia de trabalho com crianças hospitalizadas.

Mas nem sempre essa associação é absoluta – tudo depende da relação que o palhaço estabelece com a criança. Wellington Nogueira e Vera Abbud, os primeiros artistas do Doutores da Alegria a encararem esta rotina hospitalar, falam sobre esta experiência. A entrevista completa está no site da Revista Trip.

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“Acho que no hospital deparamos com situações que nos fazem ver muitas coisas simples do dia a dia como uma dádiva. Nos faz relativizar as dificuldades. Mas o mal humor faz parte da vida também, pois senão seria uma vida anestesiada, irreal”, conta Vera, que ingressou na organização em 1991 e até hoje atua em hospitais paulistanos como Dra Emily.

Um bom antídoto contra o mal humor e, consequentemente, para ter alegria é você aprender a respirar e tentar rir de si mesmo. Já conheci muita gente tão mal-humorada que chegava a ser engraçada, não para elas mesmas, claro. É preciso ver como você fica ridículo quando escolhe o caminho do mal humor, uma maneira de não olhar para si mesmo. É aí que começa a doença”, completa Wellington Nogueira, fundador do Doutores da Alegria.

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Ele conta uma história que transcorreu em uma UTI: “A gente estava tocando uma música para a criança, aí o médico chegou e falou “Olha, um violão! Empresta ele aí”. Ele pegou o violão e começou a tocar um rock para a criança. Ela adorou, nunca tinha visto o médico fazendo isso, nem sabia que ele gostava de rock. Aquela criança e aquele médico estavam se relacionando como pessoas, não mais como médico e paciente…”

Segundo Vera, o bom humor traz leveza, mostra outras possibilidades. O humor é uma reação à uma situação de desequilíbrio, é um jeito de falar de um assunto muitas vezes espinhoso mas sem aniquilar as partes envolvidas. É uma forma inclusiva de abordar uma situação. O riso contagiante é para todos, se não for assim temos alguma forma de constrangimento.”

A entrevista completa está aqui. E você, como mantém o bom humor diante das dificuldades do dia a dia?

O riso já foi proibido. E agora, o que é?

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Palhaços são freqüentemente apontados como profissionais do riso.

Fazer rir… Bem, seria como bater uma meta. Talvez isso remonte ao bobo da corte, ancestral do palhaço, cujo ofício era entreter o rei e sua corte. Mas o riso tomou muitas formas e significados ao longo da história da humanidade, sempre associado à cultura local.

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Na Idade Média, o riso era controlado, excluído dos ritos oficiais. As autoridades, os religiosos e os senhores feudais defendiam a seriedade como atributo da cultura oficial. Rir era quase proibido, era “coisa de bruxa”!

Rir era subversivo, era um ato de rebeldia, uma característica essencial da cultura popular – e, por isso, vulgarizado. Havia espaços para o riso: festas populares, carnavais de rua, becos… Era um bom remédio contra a opressão e um canal de expressão de liberdade. 

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Durante o Renascimento, o riso toma outras proporções, entra na grande literatura – como em Shakespeare –, trazendo concepções a respeito do homem, da história, dos problemas universais que afligiam a humanidade. Surge como humor, ironia, sarcasmo.

Para Mikhail Bakhtin, o riso é um instrumento de combate ao autoritarismo, à intolerância e à falsa moral da sociedade. Bakhtin também fala da paródia… E aqui voltamos ao palhaço!

A paródia é uma releitura, uma reinterpretação cômica que usa da ironia para subverter a ordem pré-estabelecida, fazendo uma sátira da realidade. Quando o palhaço entrou nos hospitais, lá nos anos 90, fazia uma paródia da figura médica: o Doutor da Alegria.

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Era um sujeito com um jaleco cheio de cacarecos, uma aparência questionável, entendido de Besteirologia, sem autoridade nenhuma e fadado ao erro. Uma releitura do médico.

Para os pequenos pacientes, uma incrível brincadeira que quase sempre terminava com o besteirologista se dando mal. Isso quebrava a resistência à figura médica e tornava a experiência no hospital menos tensa. O riso transformava as relações entre as pessoas em um ambiente duro como o hospital.

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Atualmente há muitos estudos sobre o riso e sua função na sociedade pós-moderna. Qual seria, hoje, o lugar e a função do riso no hospital?

Sim, continuamos nos questionando se a paródia se mantém ou vem dando lugar a outras formas de manifestação social. O que você acha?

Direitos Universais da Criança Hospitalizada

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Feito com muita seriedade e uma pitada de besteirologia pelo Dr. Lui.

1. Toda criança tem o direito de ser atendida e entendida.

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2. Toda criança tem o direito de ser impaciente mesmo que seja paciente.

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3. Toda criança tem o direito de tomar chá de cadeira por poucos minutos.

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4. Toda criança hospitalizada tem direito a uma cadeira de rodas para arejar as ideias.

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5. Toda criança tem o direito de tomar injeção com carinho e proteção.

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6. Toda criança hospitalizada tem o direito de berrar, chorar e espernear se uma agulha lhe espetar.

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7. Toda criança hospitalizada tem o direito a uma volta médica em menos de 360 dias.

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8. Toda criança tem o direito de ser criança sem precisar tomar remédio com validade.

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9. Toda criança hospitalizada tem o direito de ver um sorriso médico mesmo que seja banguelo.

Fotografia da Dupla Du Circo e Ju Gontijo no Instituto da Criança no Hospital das Clínicas.

10. Toda criança tem o direito de escolher o sabor do seu soro preferido.

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11. Toda criança tem o direito de tomar 3x ao dia injeções de ânimo.

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12. Toda criança tem o direito de brincar, mesmo se hospitalizada ter que ficar.

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13. Toda criança tem o direito a uma boa alimentação rica em bobagem e bobisses sem quilos e sem grilos.

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14. Toda criança hospitalizada tem o direito de se alfabetizar e aprender desde pequeno a decifrar letra de médico. 

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15. Toda criança tem o direito de ser ela mesma porque não vem com bula de remédio. 

Fotografia da dupla dos Doutores da Alegria Sueli Andrade e Henrique Glomer no Hospital do Mandaqui.

16. Toda criança hospitalizada tem o direito de receber visitas inesperadas mesmo que não seja a hora marcada. 

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17. Toda criança tem o direito de não fazer as coisas direito e por isso é todo o seu direito.

Fotografia da Dupla Du Circo e Ju Gontijo no Instituto da Criança no Hospital das Clínicas.

* Dr. Lui é o ator Luciano Pontes, diretamente do Recife.

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Pokemon Go nos hospitais – ou como o virtual constrói novas relações

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Muitos tratamentos exigem que a criança hospitalizada faça caminhadas pelos corredores para se recuperar. Levantar da cama, esforçar-se para mexer o corpo, encontrar outras pessoas e respirar novos ares pode contribuir para deixar o hospital mais rápido.

O jogo para celular Pokemon Go, que recentemente chegou ao Brasil, vem incentivando crianças de hospitais mundo afora a deixarem seus leitos em busca de uma boa aventura. Profissionais de saúde e familiares dos pequenos também entram na brincadeira, caçando os bichinhos e tornando o hospital um lugar um pouco menos frio.

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Com base na realidade virtual, o jogador precisa andar e mover seu celular para caçar os bichinhos. “As crianças estão explorando um lugar que, há cinco minutos, talvez elas tivessem medo. Agora elas querem ver cada canto do hospital e aprender sobre ele”, conta J.J Bouchard, profissional da administração do C.S. Mott Children’s Hospital, nos Estados Unidos.

Além do benefício da caminhada, o jogo tem promovido encontros. Segundo o jornal Huffington Post, o pequeno Ralphie, de seis anos, tem transtorno do espectro autista e sente dificuldade em situações sociais. Mas jogar Pokemon Go ajudou-o a conhecer crianças de sua idade pelos corredores.

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Aqui no Brasil, as crianças hospitalizadas vêm fazendo uso do celular há muitos anos para se distrair dos longos momentos de internação. Os palhaços, que traduzem o mundo a partir de uma linguagem própria, entram no jogo, criando uma relação que transita entre o virtual e o real com cada criança. Pokemon Go certamente trará uma nova experiência para as intervenções artísticas.

Até quando o jogo será interessante a ponto de manter os pequenos caminhando não sabemos. E que outras inovações baseadas na realidade virtual surgirão… Também não. O fato é que o mundo virtual não tem fronteiras e pode desassossegar relações humanas, alterando a rotina de locais bastante intocáveis como os hospitais.

O que nos resta é continuar apostando na força dos encontros que dão um empurrãozinho para a recuperação da saúde.

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Quando não há nada a fazer

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Não diga a pacientes com câncer o que eles deveriam estar fazendo para se curar.

Essa foi a ideia desenvolvida pelo jornalista Steven Thrasher em seu artigo desta semana no jornal britânico The Guardian. A partir de experiências pessoais, em sua família e com amigos, ele fala sobre conselhos e recomendações pseudocientíficas que as pessoas recebiam durante o tratamento.

“Ela não sabia que se tomasse suco de limão todos os dias poderia acabar com as células cancerígenas? Que se assistisse ao documentário O milagre de Gerson ficaria bem? Que se estivesse disposta a tomar vitaminas, ou comer comida crua, ou fazer ioga, ou olhar para o lado positivo das coisas sua doença iria embora?”

Thrasher acredita que esses conselhos, “curas simplistas, não comprovadas ou fantásticas”, são um ato de violência. Os procedimentos médicos modernos é que realmente contribuem com o tratamento do câncer. Ao recomendar o que uma pessoa com doente deve fazer, “você está dizendo: eu não deixaria isso acontecer comigo do jeito que você está deixando acontecer com você – uma maneira  sorrateira e prejudicial de lidar com seu próprio medo da morte”.

O conselho do jornalista – sim, Thrasher se permite oferecer um – é para apenas confiar em si mesmo no desconhecido. “Uma das últimas e mais assustadoras lições que aprendi com minha irmã em seus dias finais foi a importância de estar com ela mesmo quando não havia nada para dizer ou fazer. É aterrorizante estar com um ente querido e admitir que você é impotente para impedir sua morte, mas pode ser o mais poderoso, tranquilo e amoroso presente que você pode dar.”

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Sem dúvida, é uma bela reflexão. Ao entrar em um quarto e encontrar uma criança acamada, não é a tarefa do palhaço compadecer o sofrimento alheio, sentir pena, e alimentado por este sentimento oferecer recomendações ao tratamento. Entramos pela possibilidade de que em nosso encontro experimentemos verdadeiramente a alegria – através de uma conversa, de uma troca de olhares, de uma história criada em conjunto, de um esbarrão na porta. Conselho, só se for besteirológico.

E quando a doença arrebata, muitas vezes somos chamados pelas crianças, pelos familiares ou pelos profissionais de saúde. E ali, no quarto ou na UTI, a máscara do palhaço pode cair e não há nada a dizer ou fazer, como aprendeu dolorosamente Steven Thrasher.

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Dicas (besteirológicas) de carnaval

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Amanhã já é carnaval e nada mais justo que algumas dicas besteirológicas pra manter a sanidade nesta época do ano.

Inspire-se em alguém para criar sua fantasia. Se puder, faça você mesmo.

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Festeje com as crianças

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Ofereça carona na volta da folia

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Separe um tempo pra descansar e recompor as baterias

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Na dúvida, use repelente

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E, se der, visite a Bahia!

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 Bom carnaval a todos! Voltamos na quarta-feira.

A Besteirologia é essencial

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Os besteirologistas já fazem parte do quadro profissional de muitos hospitais pelo mundo. 

O seu trabalho é essencial para qualificar as relações ali e para manter a energia sempre em alta. As fotos abaixo mostram dez momentos em que a Besteirologia se provou fundamental na rotina hospitalar.

1. A Besteirologia faz o tempo passar mais rápido nas salas de espera

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2. Os recém-nascidos aquecem os ouvidinhos com canções especiais

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3. A cadeira de rodas sai buzinando e rodopiando pelos corredores com pacientes e palhaços 

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4. A injeção dói menos com a técnica besteirológica de segurar a mão de um amigo

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5. Corredores se transformam em salões de dança para aliviar as tensões

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6. Os palhaços aplicam o selfie para guardar recordações de seus pacientes queridos

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7. A Besteirologia facilita o trabalho dos demais profissionais do hospital

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8. O carnaval também é comemorado por quem está hospitalizado

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9. Amizades longas e duradouras podem nascer no hospital

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10. A alegria pode extrapolar o hospital e invadir as ruas, provando que não tem contraindicação!

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A doença vale a pena

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Será possível encontrar algo de precioso na doença? Algo que a faça valer a pena?

Quando um mal-estar toma o nosso corpo, imaginamos que nada de bom podemos tirar dele. Parece uma perda de tempo. Se a doença se apossa, faz morada, o hospital se apresenta um refúgio frio do qual queremos nos livrar o mais rápido possível.

Num leito de hospital o tempo demora a passar. Demora. Demora. D e m o r a. Entramos em contato com situações que possivelmente não vivenciaríamos se estivéssemos saudáveis, mergulhados no trabalho, na família, no círculo social, na faculdade, no trânsito, na academia, no supermercado, ufa!

Na doença, as relações são construídas de forma diferente porque nossa percepção está mais sensível. Os sentidos se aguçam e ficamos mais atentos aos afetos que nos atravessam. O encontro com um palhaço pode ter um valor único naquele momento, assim como a palavra de um médico, e podemos nos surpreender com nossas próprias reações: “como fui corajoso!” ou “ainda tenho muito a enfrentar, mas estou consciente disso”.

Fotografia da Dupla Du Circo e Ju Gontijo no Instituto da Criança no Hospital das Clínicas.

A doença nos tira o domínio sobre o tempo, nos tira o escudo, expõe nosso lado mais fraco, nos coloca de joelhos pela vida, e muitas vezes descobrimos quem somos e do que somos capazes quando baixamos a guarda. A doença obriga a viver o presente, devagar e sempre, um passo de cada vez. O enfrentamento pode ser mais fácil se deixarmos de pensar no futuro. É isso mesmo: o futuro carrega dois afetos que podem nos ludibriar – o medo e a esperança. Deixemos que o presente faça o seu trabalho e que estejamos nele de forma íntegra, colocando as expectativas de lado e eternizando cada momento.

Sim, é possível fazer a doença valer a pena. Não se trata de fazer apologia a ela, e sim de afirmá-la, entender que faz parte da caminhada. “Eu estou doente, mas também estou vivo!”.

Viver de forma afirmativa tira o peso e a culpa de nossas costas e nos habilita a encontrar uma maneira de se relacionar de forma diferente com a vida porque, afinal de contas, ela vale a pena em cada suspiro.

Fotografia da Dupla Du Circo e Ju Gontijo no Instituto da Criança no Hospital das Clínicas.

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Um pouco menos incolor

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A arte ajuda a expressar, a dizer o que não se consegue dizer. E quando ela encontra ambientes ásperos, parece adquirir potência para traduzir afetos e sensações únicas que são vividos nesses lugares.

A artista síria Diala Brisly encontrou um novo lar para suas pinturas em campos de refugiados na Líbia e na Turquia. Seu país de origem, o Líbano, enfrenta uma guerra civil há cinco anos e quase quatro milhões de pessoas deixaram o país em busca de uma vida mais digna.

crédito: Hypenessfonte: Hypeness

A ONU classificou os sobreviventes da guerra civil síria como a maior população de refugiados de uma guerra civil nesta geração. Veja as fotos desta série. Há mais de um ano, Diala trabalha junto a crianças, pintando barracas com cores vibrantes que transpiram vida.

crédito: Diala Brisly

crédito: Diala Brisly

crédito: Diala Brisly

crédito: Diala Brislyfonte: página da artista no Facebook

crédito: Diala Brislyfonte: BrasilPost

Nos campos, os pequenos não têm acesso à educação e trabalham por longos períodos para ajudar no sustento de suas famílias. Vivem em barracas e sofrem com a alimentação insuficiente, entre outros problemas graves. Para Diala as pinturas têm o poder de “criar novas memórias para os jovens refugiados e transcender as realidades miseráveis dos campos. De outra forma, o campo é incolor“.

Assim como no hospital, a arte tem a capacidade de transformar as relações e trazer o foco para o lado saudável que nos habita. O encontro do palhaço com a criança hospitalizada e o encontro de Diala com as crianças sírias são provocadores, inspiradores e com incrível capacidade de gerar um combustível potente para a vida: a alegria.

crédito: Diala Brislyfonte: página da artista no Facebook

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