PALHAÇOS VERSUS COLO DA VOVÓ

Apesar de muitas tentativas , o menino Sócrates não dava a mínima bola para os besteirologistas e sempre se escondia no delicioso colo de sua vovó, que sempre dava vazão à todas manhas do garoto.
Já que ele se recusava a falar com os besteirologistas e sem nenhum Lobo Mau por perto, o jeito foi fazer de conta que eles também não davam a mínima para o menino.

Mas num certo dia, entraram pela UTI afora ou adentro sei lá… E foram caminhando e procurando e eis que quando chegaram perto do berço e da ninhada de colo do Sócrates, encontraram finalmente o que buscavam: o patinho de estimação da Dra. Xaveco. A curiosidade começou a tomar conta do menino e ficou mais forte quando encontraram o patinho escondido bem debaixo do colchão.

Esse patinho (que é tão pequeno que cabe na palma da mão e que responde quac-quac ascendendo o bico) saiu correndo e explicou ao Sócrates que queria brincar com o outro pato que estava pendurado na sua chupeta (uma real coinscidência que a natureza desse trabalho por muitas vezes produz).Os dois patinhos eram quase iguais. E com a ajuda do menino os dois brincaram num delicioso banho no mini lago do Dr. Pinheiro (feito com bolas transparentes, bolhas mágicas que o Dr. Pinheiro faz girar pelos ares).

À partir desse dia, ninguém nunca mais esnobou ninguém e muitas coisas passaram a acontecer em volta do berço do Sócrates. E foram amigos para sempre…

SÓ NO SAPATINHO

Os besteirologistas chegaram e o pequeno Sócrates estava sentado no colo da vovó, olhando para os pés. Era mesmo uma novidade os seus pezinhos dentro de sapatos.

Seu olhar admirava seus lindos sapatinhos e logo começou a percorrer os sapatos dos besteirologistas, talvez comparando-os ou simplesmente achando-os engraçados e diferentes. Já que ele não olhava pra mais nada iniciou-se um bate-papo de sapato para sapato e seu pé balançava toda vez que falava com a bota pontuda da Xaveco e o sapatão gordão do Pinheiro. Muitos assuntos surgiram como se eram muito apertados, se tomavam banho para não ter chulé ou se corriam muito.

Na verdade o menino estava sendo preparado para ir para sua casa, aprendendo a caminhar ao lado do aparelho respiratório que teria de carregar.

Num dia de visitas, Dr Pinheiro e Dra. Xaveco se surpreenderam com o berço vazio, afinal ele praticamente morava lá. Tinha finalmente voltado para sua casa! Saber que ele iria correr atrás de todos os outros colinhos quentinhos da família era motivo de alegria para todos que cuidaram dele, apesar da saudade.

PÉROLAS BESTEIROLÓGICAS

“me amarrota que eu tô passada” (voluntária agarrando o Dr. Pinheiro)
Dr. Pinheiro: “…já que porco num pega gripe suína a Xaveco num pega.”

DRA. XAVECO FRITZA

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