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Projeto de Dra. Mary En (Enne Marx), criado em 2005.

Tô aqui para contar
não a história da cotia
A narração que lhes trago
É a da Besteirologia
A linguagem trabalhada
Nos Doutores da Alegria

No ano noventa e um
Com Dr. Zinho fundador
No Brasil iniciou
Dra. Emily e sua flor
Palhaços no hospital
Dando uma de doutor

A Besteirologia é um
Ramo da medicina
Que trata de riso frouxo
Grilo na cuca e sem xilocaína
Extrai Miolo mole, extrai sapo
Seja qual for a sua sina

E sem contra-indicação
Exagere na posologia
O negócio é aplicar
Alegria todo dia
Tem consulta e “semsulta”
E receita de poesia

É violão, é pandeiro
É gaita, flauta e ovinho
Muita música gostosa
Sem encher o seu saquinho
Se você disser um não
A gente sai é de fininho
Começou no hospital
Nossa senhora de Lurdes
Hoje, da Lurdinha que é a tal
Transformou-se num bolão
Do Instituto da Criança
Até o Restauração

Uma dupla de palhaços
Ops, médicos “Besteirologistas”
Que visitam as crianças
Com as suas bobogísticas
Todo mundo vira bobo
Manda fora as logísticas

Tudo começa na porta
Com a permissão para entrar
Tem palhaço e tem criança
O negócio é brincar
Duas vezes por semana
Só tem hora pra começar

Cada encontro minha gente
Modifica um pouquinho
A transformação vai se dando
De pinguinho em pinguinho
Às vezes o jogo aparece
A partir do dedo mindinho

O olhar vai mudando
A cada bolha estourada
Imaginação vem
Aparece uma piada
Entra pai, mãe, enfermeiras
Todo mundo dando risada

O efeito é muito bom
Na extração de mau humor
Principalmente quando se dá
A pergunta do cocô
Ela é feita pro paciente,
“Impaciente”, ou pro vovô

É o segundos socorros
Que chega com a “anestiasia”
Perguntando a todo mundo
Como vai a sua tia?
De longe alguém responde
Tomando banho de bacia

Para dedo entupido
Eu vou logo avisando
A gente faz uma “girurgia”
E ele sai apitando
É uma “rotina besteirológica”
Que tô lhes apresentando

Já pro dedo duro
Não se preocupe não
O remédio é um bom frevo
Pra dançar o seu dedão
A gente toca, o dedo mexe
A folia invade a mão

Minha gente eu vou dizer
Como tudo começou
São Paulo, Rio e Recife
Em Pernambuco chegou
Dr. Escrich e Dra. Sirena
Ela, atriz, e ele, ator

E falaram de rotina
Gag, roupa e do bocão
Mas antes falaram da vida,
Coisas do coração
Pois um Besteirologista
Também tem emoção
De lá pra cá
As fichas foram caindo
O doutor aparecendo
E o palhaço surgindo
A palhaçada acontecendo
O hospital se divertindo

Tem ainda a Clarabela
O Dr. Lui e o Charlito
O Micolino e o Bicudo
E Dr. Escrich, chefito
Também eu, Mary En
Faaalo como um cabrito

Sou a Dra. Mary En
Uma médica esquisita
Meu chapéu embala laranja
Sou tagarela e bonita
Também pudeeeera
Sou uma Besteirologista

Minha calçola é bunda rica
Queria ser uma sereia
Uso uma gravata ridícula
E na cabeça tenho uma teia
Tomo pinga todo dia
Sou pinguça até na veia

O Dr. Lui é um pão doce
Bonito de morrer
Parece o mapa do Chile
Eu não queria dizer
Sua calça é rasgada
E difícil de cozer

O Dr. Micolino
Junta um dinheirão
Mimi cocô leili neonô
Quer um barco, carro e avião
Só porque é rico
É metido a gostosão

A Dra. Clara Clarabela
Tem um nome gigantão
Ela é muito formosa
Mas não descola nem anão
Comilona um bocado
Beija até a própria mão

Já o Dr. Bicudo
Tem bico mas não bica não
É um tamborete de forró
Tem também um popozão
Parece um bolo fofo
De cabelo espetadão

O Dr. Charlito
Malha todo dia
Corpão de palito
E cara de melancia
Afinal ele é médico
Da Besteirologia

O chefe da palhaçada
Adora sapo e rã
É o Dr. Escrich
Toca violão, é galã
“Maluco” como ele só
Tem um montão de fã

Em São Paulo e no Rio
Tem o poderoso chefão
Dr. Zinho, bonitinho
É um grande paspalhão
Tem um bando de palhaço
E gente boa não falta não

Aqui no Recife
Vou falar do HC
O Hospital das Clínicas
Que apresento a você
É Pueril, é sexto andar
É Ambulatório e SPA

Tem uma porção de gente
A Desirré é assistente
Ela “assiste”, vê e participa
Na puericultura onde ela fica
Só é servido duas coisas:
Algodão doce e agulha frita

Quem fica no SPA
É a auxiliar “Catirina”
Engraçada e levada
O nome dela é Severina
Na balança pesa as crianças
Na gente passa margarina

Na primeira enfermaria
É a gente que se encanta
Com a “radiola ambulante”
A tristeza se espanta
É a Josefa e o Josivan
Ele toca e ela canta

O Avohai é nosso paciente
Ele tem muiiita paciência
Aguenta a Dra. Mary En
Que o paquera com veemência
Ele desenhou a cara dela
Com maestria e prudência

A Crislaine é uma menina
Esperta e bonita
Na unha passa esmalte
Na cabeça usa fita
Pede música todo dia
Se não cantar ela castiga

Pediatra de mão cheia
É a Dra. Gabriela
Loira de olhos claros
Não é cravo e canela
Anda com a Jaqueline
Enfermeira amiga dela

As simpatizantes da bobeira
Três enfermeiras do andor
A sandra é sorridente
A Leonor um amor
Ainda tem a Jaqueline
Que também é uma flor

Tem a Carol e Seu Francisco
A dupla da Liserve
Quando rola música
Ele dança ela confere
É sabão pra lá e pra cá
A pista o rodo prefere

A Hilda e a Genilda
Não ficam atrás
Cantar e dançar
Pra elas é bom demais
A vassoura é microfone
O rodo vira rapaz

Vou falar no Erick
Um menino serelepe
Adora provocar o Escrich
Também gosta de Rap
Diz que namora a Virginia
Brincadeira de moleque

O Fábio também
É meninão
Gosta Da Mary En
E faz provocação
Escreveu um poema
Coisas do coração

Não dá pra falar
Em todo mundo não
Tem a Ana, o Florentino
No HC é trabalhão
Vou parar é por aqui
O cordel tá é grandão

Tá chegando meu povo
O que lhes trouxe de antemão
É o cordel besteirológico
Que não pára por aí não
Afinal Doutores da Alegria
É um grande programão!
Daqui por diante
O cordel é com você
U……….
T……….
O……….
R……….
E……….
S……….

FIM

Dr. Mary En (Enne Marx)
Doutores da Alegria Recife