Escola
MadAlegria
escola_dos_doutores_123
escola_dos_doutores_22

Projeto de Extensão MadAlegria

O que é que o palhaço tem de tão instigante para que públicos diversos queiram utilizar essa máscara para vários fins?

Estudantes de Medicina vêm criando grupos – de extensão universitária ou no formato de liga – para passarem pela experiência “como palhaços” que visitam pacientes. A pergunta se aprofunda: por que será que, para o exercício da relação com o paciente, os estudantes buscam essa linguagem? Estimulados por essas perguntas mergulhamos, há quatro anos, nessas questões junto com o grupo MadAlegria da Universidade de São Paulo.

O projeto de extensão MadAlegria começou por iniciativa de alunos de Medicina e, logo em seguida, atraiu estudantes de outras áreas da saúde. Abrange também funcionários e docentes da universidade. Os integrantes são selecionados anualmente, juntando-se àqueles que seguem no projeto. O objetivo do MadAlegria é fomentar uma nova atitude por parte dos profissionais que trabalham e pensam a saúde e escolheram a linguagem do palhaço e contação de histórias como recursos que os desenvolvam para uma aproximação mais descontraída e lúdica com o paciente.

O projeto tem cinco anos e atrai jovens recém ingressos na universidade com vocação definida para a área da saúde e a entrada no grupo pressupõe uma escolha: uma experiência que os desenvolva para a relação com seus pacientes. Não se trata de formar palhaços, já que demanda tempo e dedicação, como uma formação na área da saúde. É função da Escola dos Doutores da Alegria fazer uma transposição do conceito desta máscara, de forma a prepará-los para uma interação espontânea, criativa, calcada na permissão e na escuta, valorizando  o jogo relacional, o bom humor. Aulas práticas e observação das intervenções nas enfermarias fazem parte da metodologia, além de avaliações periódicas com o corpo docente e discente do grupo.

Trata-se de uma aposta afirmativa de construção da saúde, feita em conjunto, a várias mãos.

Formar o profissional da saúde para uma nova atitude pressupõe um novo olhar que suscite a vontade de conhecer o outro, de ter curiosidade por sua história, e que, após este encontro, ambos saiam com uma boa marca, como aquele sorriso que se mantém vivo dentro da gente depois de um encontro especial.

O humor que cultivamos não pretende fazer com que o paciente esqueça o que está vivendo – o que, aliás, seria impossível – mas lembrá-lo, através da qualidade deste contato, de que ele é feito de muitas histórias.