Em edição mais que extraordinária Relançamos este mês aqui no IMIP o já consagrado Jornal de Ontem. A urgência dessa edição é devida à ausência dos besteirologistas nos seus dias de plantões. Uma edição que serve mais como Nota de Esclarecimento ou Declaração de Amor, caso prefiram. Boa leitura para todos!

Férias Naturais e Férias Forçadas

Pois é, quem pensava que besteirologista não tirava férias pôde se surpreender com a nossa ausência no comecinho do mês de Julho. Foi uma semana inteirinha longe do hospital, mas tudo devidamente informado e combinado com a equipe do IMIP e todos os nossos pacientes. Afinal de contas, passamos anos em namoro com esse hospital e tudo tem dado certo até aqui por causa da boa comunicação que desde o início estabelecemos.

Sabemos que vocês devem estar se perguntando: “Férias Naturais e Férias Forçadas? O que eles estão querendo dizer? Antes de continuar, gostaríamos de esclarecer e conceituar o que seriam Férias Naturais e Férias Forçadas para que ninguém tivesse dúvida.

Férias Naturais, segundo a Dra. Svenza, que é uma grande especialista nesse assunto, “acontecem quando já sabemos previamente o período em que precisaremos nos ausentar do trabalho para repor nossas energias”. É conhecido de todos nós que os besteirologistas saem de férias no meio do ano (Julho ou Agosto) por uma semana e, no fim do ano (Dezembro/Janeiro) por um mês. Logo, não é muita surpresa o fato de por UMA semana apenas, não sermos vistos pelos corredores do hospital.
Já Férias Forçadas, segundo eu mesmo, Dr. Ado, o médico mais bonito do IMIP, acontecem quando algo de inesperado e urgente ocorre no hospital e somos obrigados a cancelar o nosso atendimento por um período de tempo. Período que varia de UMA a VÁRIAS semanas.

É justamente por uma situação de Férias Forçadas que nós, os besteirologistas, não estamos no momento no IMIP. Com a invasão da “porcaria” da nova gripe que está assolando o país e o mundo e numa medida desesperadora de impedir a entrada da danada no prédio da Oncologia, a direção do hospital resolveu cancelar toda e qualquer visita aos pacientes. Tanto quanto as visitas e os pacientes, fomos também pegos de surpresa por essa medida. E o nosso trabalho foi temporariamente suspenso nesse hospital. Como tudo aconteceu muito rápido, não tivemos tempo nem de nos despedirmos dos nossos pacientes, que devem estar achando que somos médicos-grevistas em campanha por mais dias de férias. Não é nada disso. Assumimos que somos os médicos-palhaços e nossa ausência é circunstancial.

Esperamos que tudo se resolva bem rápido e a gente possa voltar à ativa. Enquanto isso, trabalhamos nos outros hospitais. Eu (Dr. Ado), no HR e Dra. Svenza, no HUOC. Lamentamos tudo isso, mas sabemos da importância de mantermos nossos pacientes bem e com saúde. Só temos uma questão: Somos ou não somos médicos do quadro do hospital? Tudo bem, besteirologistas; mas médicos. Tá bem, médicos palhaços; quer dizer, palhaços médicos. Enfim, uma coisa é certa. Todos concordam com a importância do trabalho que realizamos nos hospitais. Sendo assim, por que fomos os primeiros a termos nossos plantões cortados pelas raízes? Se nossas raízes são profundas, criam laços fortes e frutificam todos os dias, durante todo o ano, em encontros inesquecíveis entre crianças e palhaços? Encontros simples, por vezes, poéticos, engraçados, mas sempre encontros reveladores da alma humana. A besteirologia é uma ciência em ascensão. Ainda há muitas conquistas nessa área. Em poucos meses de besteirologia no IMIP conquistamos centenas de sorrisos. E esperamos reatar os nossos laços para conquistarmos a cota de sorrisos que nos falta. E faz muita falta!

Observação: Em protesto a essa medida, quebramos os nossos “porquinhos” e depositamos nossas economias aos pés de São Genésio, protetor dos palhaços para que ele nos livre da gripe e não do trabalho.

Dra. Svenza (Luciana Pontual)
Dr. Ado (Arilson Lopes)