O programa de visitas a hospitais é o pulso dos Doutores da Alegria. Em 1991, quando tudo começou, a idéia de atores-palhaços brincando de ser médicos para interagir com pacientes hospitalizados era vista com resistência. Mas o Hospital Nossa Senhora de Lourdes abriu espaço para a experimentação e a partir daí não paramos mais.
Ao longo dos anos, o NUFO elaborou uma política de relacionamento com os hospitais que inclui diretrizes sobre a seleção das instituições para a atuação dos Doutores, recursos para o financiamento do trabalho, roteiro, freqüência, acompanhamento e duração do programa.
O documento baseia-se nos valores e princípios que norteiam a própria interação do palhaço dos Doutores da Alegria com a criança. O palhaço entra, provoca, cria uma ligação de confiança através da graça, faz borbulhar o ambiente e segue seu caminho.
Assim, os Doutores da Alegria implementam em cada hospital um programa que, aos poucos, passa a ser do próprio hospital, na medida em que o ambiente assimila a função do palhaço e os profissionais de saúde percebem que as relações que constroem com as crianças internadas podem ser ainda melhores, inclusive mais leves.