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Por que Memórias de Pacientes?

Os Doutores da Alegria, por meio de sua prática profissional, celebram um acontecimento muito particular dentro dos hospitais: a formação de espaços de expressão. Isso acontece por meio da confiança e da permissão mútuas (entre palhaço e criança) para o estabelecimento de uma brincadeira em que a criança pode propor sua visão sobre os acontecimentos que lhe rodeiam.

Ali, ela escolherá o jogo, os papéis, os caminhos da interação, o final da história. Quem tiver a oportunidade de presenciar esse momento provavelmente assistirá o que essa criança tem a dizer sobre si, um espaço de autoria sobre seus desejos e modos de pensar a vida. Isso poderá se dar em um plano sutil, quase invisível, ou em momentos que se expandem para a equipe de profissionais e os pais, que contaminam o ambiente hospitalar.

Muitos profissionais de saúde relatam que essas interações lhes dão a oportunidade de descobrir uma nova forma de perceber e se relacionar com aquela criança, de ampliar seu conhecimento sobre o que ela sente, sobre quem é ela, ajudando na aproximação e na parceria para o restabelecimento de sua saúde.

Então, uma das funções do palhaço dentro do hospital é possibilitar que histórias de vida sejam contadas. Colaborar para dar voz a essas histórias. Isso tem um efeito muito significativo nesse espaço, por ser ali um lugar onde as histórias que se contam se concentram nas versões das doenças, em seus prognósticos, em linguagens cientificas e lógicas médicas.

Essa possibilidade de atuação do Doutores da Alegria se expande para a proposta da pesquisa Memória dos Pacientes, que recolhe e organiza histórias de pessoas que adoeceram e se recuperaram. O conceito é semelhante: gerar espaços para que essas histórias possam ser contadas, registradas e tratadas.

Acreditamos que essas histórias são formas de conhecimento importantes sobre a trajetória e a experiência dessas pessoas. Narrativas que, em sua grande maioria, não puderam se expandir e contaminar as relações dentro do hospital. Por isso estamos abrindo um espaço para elas.  Convidamos você a compartilhar desse conhecimento.


Os entrevistados


Adultos (homens e mulheres), maiores de 18 anos, que passaram por hospitalização, sem restrição de período, e que tenham recebido alta há um ano, pelo menos; integrantes ou não de associações civis de promoção de direitos em Saúde. Todas as entrevistas são cedidas voluntariamente e os direitos de imagem e som, reservados aos Doutores da Alegria a título de obra de arquivamento, formação e preservação da memória histórica, por meio de licença Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento.


Modos de consulta

  • O acervo atualmente é composto por fitas VHS e MiniDV, DVDs e CDs, acumulando aproximadamente 28 horas de vídeo. O material pode ser consultado na sede dos Doutores da Alegria, mediante apresentação de proposta de pesquisa e agendamento: pesquisa@doutoresdaalegria.org.br.
  • Online, neste site, o acervo pode ser consultado de duas maneiras:
  • Por história de vida: Transcrições das entrevistas do projeto na íntegra, em formato pdf, acompanhadas de breves resumos. Localizadas e selecionadas a partir da foto e do nome do entrevistado.
  • Por tema: Recortes de entrevistas, trechos curtos - de um ou mais depoimentos - relacionados a um mesmo tema.



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