Muitas vezes trombamos com pessoas que nos perguntam o que é preciso para ser um Doutor da Alegria. A pergunta é recorrente nos hospitais, nos espetáculos ou mesmo nas rodas entre amigos.

O que é preciso para ser um palhaço? – por que é isso que um Doutor da Alegria é – um palhaço. Para tentar responder a esta pergunta, convocamos alguns amigos que pertencem a este mundo e que podem, cada um a seu modo, tentar elucidar um pouco esses questionamentos.

Neste primeiro post, Beatriz Sayad, uma grande palhaça que já fez parte dos Doutores da Alegria como a “Dra. Valentina”, responde:

“Nós mesmos somos o palhaço, com nossos ridículos exacerbados, como se uma lente de aumento nos expusesse ao público. A imensa coragem de expor nossas fraquezas, nossos medos, nossas frustrações e inseguranças.

Para ser palhaço é preciso uma enorme auto-aceitação. É necessário que se cave fundo, escarafunchando as entranhas de nosso ser, à procura de qualidades e defeitos que a maioria de nós nem consegue trazer à consciência.”