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Primeira mesa discute a presença do palhaço no hospital

A primeira mesa redonda do 2o. Encontro Nacional se propôs a discutir a presença do palhaço no hospital. Depois de 21 anos de atuação e diversas iniciativas semelhantes pelo país, discutir essa atuação é fundamental para saber de onde viemos e para onde vamos.

Thais Ferrara, palhaça e integrante do núcleo de formação dos Doutores da Alegria, foi mediadora da mesa. “A porta aberta no hospital significa uma possibilidade, uma oportunidade. De atuar, de estudar, de interagir e propor como artista.”

Soraya Saide, atriz, palhaço e coordenadora da Escola, falou sobre o processo de formação pelo qual muitos interessados na figura do palhaço já passaram. “Orientamos o público a estudar, a se especializar, de forma que possamos prestar esse serviço cada vez melhor.”

Eliseu Pereira, do grupo Cirurgiões da Alegria, contou a história de como iniciou sua atuação no hospital, há 10 anos. Ele veio de um grupo de palhaços voluntários da cidade de Limeira, em São Paulo. “Era um sonho curioso. No primeiro dia de trabalho cheguei à conclusão de que eu era palhaço e não sabia.” Eliseu contou que não imaginava que precisava de uma área para administrar o trabalho e de um projeto pelo qual pudesse captar recursos. “Eu voltei a estudar por causa do palhaço.”

Outra participante que compôs a mesa foi a irmã Monique Bourget, diretora do Hospital Santa Marcelina; um dos hospitais públicos atendidos pelos Doutores da Alegria em São Paulo.

Ela propôs algumas reflexões sobre a transformação que o palhaço causa quando está no hospital, não somente para os pacientes, mas também para os profissionais de saúde. “Alguns médicos, quando se deparam com o palhaço, relembram de coisas muito importantes para a profissão, que muitas vezes estavam ali esquecidas.”

Morgana Masetti, pesquisadora dos Doutores da Alegria, mostrou como muitos estudantes de áreas de saúde estão saindo da faculdade com a preocupação em ter mais cuidado com o paciente – não um cuidado em função de uma doença, mas sim um cuidado porque aquele paciente é, antes de tudo, um ser humano.

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