Segundo os bisbilhoteiros de plantão, dois novos médicos (pelo menos é dessa forma que os mesmos  se apresentaram), foram vistos no 3º andar da pediatria geral do Imip. Os apresentadores Micolino Bonder e Baju Bernadete conseguiram uma entrevista exclusiva para o Jornal  Besteiral.

JB – Quem são vocês?

Doutores – Bem, para os que não nos conhecem: – Prazer em conhecê-los! Somos os besteirologistas de plantão: Dr. Micolino e Dra. Baju, e desde o dia 22 de março iniciamos nossas atividades besteirológicas aqui na pediatria geral.

JB – E o que vem a ser a Besteirologia?

Drs. – Nossa especialidade é das mais complexas que existe: somos formados e adestrados em avaliar e cuidar desde o “miolo mole”, até mesmo o “samba no pé”, passando pelo “faniquito agudo” e sem esquecer o “chulé encravado”.

JB – E de onde vocês são?

Drs. – Eu, Dr. Micolino, sou do “Oriente Médico”, ali da “Faixa de Gazes”. Sou um pouco explosivo, mas minha maior especialidade é ficar cada vez mais rico. Eu, Dra. Baju, sou da Cidade Luz, mais conhecida como “Parrir”, e minha especialidade é o estilismo.

JB – E como funciona o trabalho de vocês?

Drs. – Trabalhamos duas vezes por semana, sempre às terças e quintas. Eventualmente, para não cair na rotina, mudamos para as quintas e terças. Nós visitamos todas as enfermarias da “A” a “I” e atendemos todas as crianças, em todos os quartos – não escapa nenhum, a menos que alguma não queira (o que facilita nossa vida para que possamos largar mais cedo e pegar uma praia). Começamos sempre às 10h e vamos até as 15h, parando para o almoço (nossa principal “ração de viver”) e todos os meses apresentamos um relatório mensal sobre todas as fofoc… quer dizer, sobre todas as notícias ocorridas no mês!

JB – E antes de iniciar o trabalho, existe algum ritual?

Drs. – Sempre visitamos o Posto de Enfermagem, onde procuramos saber de todas as fofocas do dia, desde a quantidade de crianças internadas até as recomendações especiais. Por exemplo, as que estão de “riso preso” e merecem uma atenção especial. Já das que estão de “riso frouxo”, nós  procuramos manter distância, pois sabemos que numa eventual crise  de riso frouxo pode se desencadear um surto de “pum frouxo”, o que junto comigo (Dr. Micolino) pode tornar a relação um tanto explosiva.

JB – E como estão se sentindo nesse início de trabalho nessa nova área de atendimento num hospital já conhecido de vocês?

Drs. – Estamos bastante felizes pela calorosa acolhida que tivemos. Eu (Dr. Micolino) estou bastante satisfeito com tantas técnicas e médicas caindo aos meus pés e tenho plena certeza de que vou ficar mais rico trabalhando nesse setor. E eu (Dra Baju) estou super expressionada com o frisson, inclusive até desencalhei e arranjei um namorado (méééédicoooo!!!!)

JB – Por fim, gostaríamos de saber qual fato relevante vocês gostariam de contar para os  nosso ouvintes sobre esse ínicio do trabalho.

Drs. – Bem, todos os dias de nosso trabalho temos fatos e fatos relevantes e empolgantes, mas para mim (Dr. Micolino) foi logo na primeira semana ter conhecido a Sami, uma paciente que nos olhava sempre meio que de banda, e sempre segurava o sorriso fazendo uma cara tipo “tô nem aí”, mas sempre nos seguia com seu olhar. Ela, de alguma forma, representa a síntese do nosso trabalho. Nós buscamos exatamente isso, um encontro com a criança, e essa criança, muitas vezes está escondida, seja embaixo da cama, debaixo dos lençóis e, às vezes, até presa num corpo de adulto disfarçado  de jaleco branco (mas fiquem tranqüilo que, nesses  casos, sabemos guardar segredo). Para mim (Dra.Baju) foi o encontro com o Gíssu. Assim que aparecemos na porta da enfermaria onde ele estava, ele disparou: “Palhaço, bigadu!” Foi incrível!

Belo furo de reportagem, senhores!

Dr. Micolino
Marcelino Dias
Dra. Baju
Juliana de Almeida