Mostro sempre a língua na hora de me apresentar a alguém – “gente estranha, um tanto esquisita” – lema dos interplanetários, do qual faço parte, assim como pateta, meu primo em primeiro grau e professor de patetices.

Tentando falar como os normais, estico palavras-chave, que para mim são parte de mim mesma, como Gaaaato (um lindo médico), caaarro (sonho de consumo do brasileiro) e mataaaar (verbo indesejável). A frase que a minha língua constitui a seguir é: “Oi Gaaaaato, eu sou médica, bom partido, eu tenho caaarro, e se você não me der bola, eu vou me mataaaar!”

Mas nunca é necessário morrer, porque bonita como sou e andando sempre na úúúúúltima moda, sou querida e desejada por todos!

Como Besteirologista desenvolvi três teses:
1 – Dedo duro (todos possuem esse mal, geralmente na infância, se não aparecer na tenra idade, na idade madura ele vem com tudo!);
2 – Língua solta (falar nunca é demais, esse mal foi desenvolvido substancialmente nas mulheres, objeto de estudo hoje de muitos médicos homens);
3 – Males de amor (este pega todo ser humano, em qualquer idade. Mas a partir da adolescência a doença atinge graus maiores e pode produzir algumas seqüelas).

Para chegar à cura dos três diagnósticos, tenho no repertório médico alguns objetos de pesquisa: o Whisky e as tacinhas para brindar com os impacientes e curar males de amor, o pinto de estimação Eugênio, a calçola amarela sem dona e os instrumentos besteirológicos eletrônicos (violão, violino, gaita) – esses são maravilhosos para acalmar bebês chorões na hora da consulta!

Para finalizar:
Mary En por Mary En: $#$#%&*#! (Que saaaco!)

Dr. Mary En (Enne Marx)
Doutores da Alegria Recife