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E nossos jalecos se cruzaram

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Prepara o lencinho que lá vem declaração de amor <3

Sandro Fontes, mais conhecido como Dr Sandoval, homenageia Val de Carvalho, a Dra Xaveco. Ambos têm uma trajetória de iniciação de palhaço no circo e, depois de tantos anos trabalhando nos hospitais, finalmente formaram uma dupla para atuar durante todo o ano no Instituto da Criança, em São Paulo.

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Val de Carvalho foi uma das primeiras palhaças do país. E Sandro, que faz a declaração abaixo, aprendeu seu ofício no circo.

Fico muito feliz mesmo de estar compartilhando meu jaleco com você, Val. Temos uma trajetória em comum – o circo e a paixão pelo palhaço – e agora estamos juntos levando tudo isso para o hospital.

Vou aproveitar cada instante com você, pois temos muito para jogar, trocar, dividir, inspirar e emocionar, pois você, parceira, é uma grande MESTRA, de letra maiúscula mesmo, umas das maiores referências de São Paulo, quiçá do Brasil. 

Obrigado por nossos caminhos se cruzarem! Sinto no coração um misto de bobeira, orgulho, admiração, seriedade, respeito e muito amor quando estou atuando com você. Eu sei que você é manteiga derretida igualzinha a mim, que já tô até molhando o teclado do computador… 

Amor, carinho e respeito são coisas que estão fazendo falta nos últimos tempos. Por isso me declaro aqui, para que possamos continuar inspirando as pessoas a fazer coisas boas e simples. E essa é uma das inúmeras missões de um artista, não é? 

Pode parecer cafona, mas como você adora música, essa é pra você:

“Eu tenho tanto pra lhe falar ♪♫
Mas com palavras não sei dizer
Como é grande o meu amor por você
E não ha nada pra comparar
Para poder lhe explicar
Como é grande o meu amor por você”
 ♫♪

Tenho certeza que vai ser um ano de trabalho muito feliz… Para nós e nossos pacientes.

Um beijo do seu parceiro, 

Dr. Sandoval (Sandro Fontes)”

Um texto para o Robert

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A gente cresce querendo ser alguém. Muitas das crianças preferem parecer com um super-herói que tem poderes além do anormal, coisas que a ficção explica a necessidade humana. Mas na realidade, a gente é a soma de muitas coisas, de muitas pessoas, com poderes ou sem poderes. 

E eis que dobrando um corredor, abrindo uma porta, por debaixo de um lençol em forma de cabana, ao som de marchinhas e frevos, vejo um espelho melhor que eu, refletindo uma imagem de mais de quatorze anos de existência no hospital.

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A surpresa não fez ficar de queixo caído, nem desaguar lágrimas, nem tão pouco explodir de euforia. Fui inundado por uma alegria diferente, onde o ego não encontra lugar. Mas diante daquele espelho que me refletia em um detalhamento sem dó, um filme me fez reconhecer o que os antepassados, ancestrais da palhaçaria, já reconstituíam.

A menina que mora nos meus olhos dançou e dançou. E a euforia tomou conta de quem via. Eu apenas sorria contente, porque sabia que uma criança reconhece a outra! Brincamos juntos e iguais no limite que permitia Robert brincar, pois ainda vestido com as roupas do Dr. Lui, ele prosseguia o seu tratamento na hemodiálise do 5ª andar do IMIP.

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Mas a roupa não negava que vestia de palhaço aquele corpo que luta para reverter um destino, de uma alma que sonha e acredita. E ele escolheu se vestir de palhaço. Não era a roupa de um homem de aço, que voa e tem poderes de efeitos especiais. Era um ser tonto, torto e que ama errar. E que do erro faz o acerto que contagia e alegra a alma embebecida de gargalhada e riso frouxo.

Guardei aquela imagem comigo e, só agora, com o passar do tempo, refogo minha alma na brandura das águas de dentro da gente. Ele reacendia um sinal que me vinha em sonho antes de me tornar besteirologista do Doutores da Alegria.

As crianças me apontavam um caminho e apenas segui. E elas continuam mostrando que não errei por completo. Tropecei, caí, duvidei, chorei escondido, guardei os gritos abafados, mas hoje… Ah, hoje… Colho o que plantei na herança partilhada de quem fez do riso o bálsamo para a alma de criança não deixar de ser!

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Narciso se afogaria vendo esta imagem. Eu apenas agradeço e sigo tocado querendo que ele seja eterno enquanto dure, guardado na lembrança de quem vive sem ser escravo de um selfie.

Luciano Pontes (Dr. Lui)
IMIP – Recife

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Nós somos essas mulheres todas

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Melhores condições de vida e de trabalho: esta era a motivação inicial da criação do Dia Internacional da Mulher, há pouco mais de cem anos.

Para celebrar a data e debater questões como racismo e machismo, exibimos ontem o documentário “Minha avó era palhaço”, que conta a trajetória artística da primeira palhaça negra do Brasil, Maria Eliza Alves dos Reis, conhecida como “o” palhaço Xamego. Sua neta, diretora do filme, esteve em nossa sede e conversou com o público depois da exibição.

Hoje, 8 de março, homenageamos as mulheres que trabalham no Doutores da Alegria <3

Algumas são artistas-palhaças, mas também tem administradoras, advogadas, publicitárias, produtoras… Mulheres que dedicam grande parte da sua vida a esta associação. Nós somos essas mulheres todas:

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Vivian SalomãoDaiane Carina

Obrigado por fazerem parte da nossa equipe e dedicarem tanto amor a esta causa. Que todas as mulheres se sintam homenageadas e acolhidas neste dia. E sempre. E sempre!

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Cordel de despedida

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Dezembro marca a despedida das duplas de palhaços dos hospitais no qual passaram o ano todo. É que em janeiro os palhaços formam novos pares e, conseqüentemente, passam a atuar em outros hospitais parceiros da organização.

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A proximidade com os profissionais de saúde é tanta que às vezes tem até choradeira.

Em outras, a emoção corre de forma singular, como nesta em que a dupla Lui e Tan Tan foi homenageada com um cordel de despedida, criado e entoado lindamente pela equipe da hemodiálise pediátrica do IMIP, em Recife.

Eis um trechinho da obra de arte e, abaixo, o vídeo deste momento i-nes-que-cí-vel <3

“Hoje a nefro chora
Tristeza não tem igual
Porque Dr. Lui e Dra Tan Tan
Vão alegrar em outro hospital 

Não deveria ser assim
Um ano é muito pouco
A gente entende, tudo bem
Mas bem que podia mudar

Falar com Dr. Ado
Fazer um abaixo-assinado
Pra essa duplinha ficar

Foram chegando de mansinho
Conquistando cada um
Gente que até tinha medo de palhaço
Agora não vive sem um”

E não parou por aí… Ainda teve bolo e muito, muito carinho!

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Lui e Tan Tan agora vão alegrar outras vizinhanças torcendo para que o desejo da equipe se torne realidade…

“Que façam novos amigos
Que cresçam cada vez mais
Que alegrem outros pacientes e equipe
De tantos outros hospitais”

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Tan Tan, que saudade!

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“Tan Tan, que saaaudades.

Eu de cabelo. Não sei se vai lembrar de mim, mas eu te reconheceria em qualquer lugar, mesmo sem maquiagem. Só passei pra dizer que quando vou ao hospital só me lembro de você e do Dr. Micolino.

Vocês mudaram toda a minha semana, minhas terças e quintas não eram mais as mesmas. Ficava olhando o relógio esperando vocês pra poder darem risadas junto comigo. Vocês foram essências na minha cura. Saudades das risadas, das brincadeiras, dos sorrisos sem filtro.

Parabéns pela profissional que és e não me assusta conhecer você sem o personagem. Só precisava agradecer por tudo. Hoje tô na minha casa curada e feliz de estar escrevendo pra você.

Beeeijos e deixo aqui minha admiração e meu amor pela pessoa que és. E pode dizer ao Micolino que já esqueci o cantor Saulo e tô com saudades dele kkkkkkk. Beeeeijos eterna Tan Tan de ralo na cabeça!

Assinado: Larissa”

Larissa, obrigado pelo carinho. Amoleceu nossos corações <3 

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Emergência noturna

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Fizemos uma intervenção noturna no Instituto da Criança neste mês. O hospital tem outro clima.

Parece, em geral, mais tranquilo, com as pessoas preparando o espírito para se recolher. Pegamos o horário de visita e conhecemos outros familiares e amigos dos pacientes. E assim, ampliamos nosso ciclo de amizades, afinal, amigo de amigo, amigo é! 

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Estávamos na área de inalação fazendo uma cirurgia complicadíssima de extração de miolo mole. Eis que percebemos que, mesmo depois de nossa intervenção, o problema do miolo mole persistia e era grave! Saímos correndo em direção ao corredor, chamando um médico. E o Dr. Chicô delicadamente gritou pelos corredores:

- Eeeeeeeemergênciaaaaaaaa!!!! 

Todos os médicos saíram correndo desesperados, com o coração na boca, para ver o que tinha acontecido. Quando deram de cara conosco não sabiam se riam ou se batiam em nós. Não era comum lidarem com problemas besteirológicos à noite. Um médico ficou realmente assustado e Chicô pediu desculpas.

Ficamos sem graça com o acontecido… Isso é que dá ser bom ator, não é, Chicô? 

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E uma mãe, que morria de medo de palhaço, nos surpreendeu. Passamos meses trabalhando com seu filho, que adorava música, sempre tentando nos aproximar dela com muito tato. O garoto teve alta e eles voltaram para casa.

Ao sair, ela deixou por escrito suas impressões, críticas, elogios e reclamações sobre a estadia no hospital e… Também guardou um espacinho pra falar dos besteirologistas:

“Aos palhaços, gratidão, pois por mais que eu tenha medo da imagem dos palhaços, eles, com todo cuidado e atenção, conseguiram trazer alegria para meu filho, sem me assustar.” 

Nós é que agradecemos! Quero agradecer também a todos os profissionais de saúde e funcionários do hospital, parceiros nessa nossa aventura. E ao Dr. Chicô, meu querido parceiro! É nozes! 

Dra Lola Brígida (Luciana Viacava)
Instituto da Criança – São Paulo

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Um retrato

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O artista que fez essa obra de arte é um menino de oito anos que está no Instituto de Queimados do Hospital das Clínicas. Ele teve quase o corpo todo queimado num acidente de carro. Perdeu a mãe, o padrasto e um irmão. E o irmão mais velho, que foi quem o tirou do carro, está na UTI.

Somente as mãos, um pé e a cabeça do pequeno W., ainda que com feridas de queimaduras, não estão enfaixados. Foi com um esforço incrível que ele fez esse quadro da Dra Juca Pinduca e do Dr. Pinheiro. Tínhamos feito apenas duas visitas a ele e ficamos absolutamente encantados com a alegria daquela criança e com a capacidade que ele tinha de mudar o foco e se divertir mesmo sem poder fazer quase movimento nenhum. Não nos parecia possível que um ser humano naquela situação conseguisse reagir de uma maneira tão favorável à vida!  

E ele superou nosso deslumbramento quando, ao voltamos até o quarto dele outro dia, o pegamos sentado na cama, com os braços esticados por causa das faixas, pintando com os dedos os palhaços que tinha conhecido no hospital. E não tinha se esquecido de detalhes como o vestido de bolinhas vermelhas da Juca e o chapéu do Pinheiro.

Hoje, ao chegarmos ao quarto, W.estava diferente. Alguma coisa tinha acontecido.

Mas achamos que ele estava ótimo, pois mesmo assim, com algo diferente no olhar, não deixou de se relacionar carinhosamente conosco. No final do trabalho fomos conversar com as enfermeiras, elogiar o garoto, que já estava bem melhor e com uma perna sem ataduras. Aí nos falaram que ontem ele ficou sabendo que perdeu a mãe, o padrasto e um irmão. Infelizmente, não há palhaço no mundo que vá mudar essa realidade, tirar desse menino as dores que se acumularam em sua vida depois do acidente.

Mas a nossa realidade ele mudou! Depois de conhecê-lo, a imagem desse menino nos pintando não nos sai da cabeça e nos faz refletir sobre o que é realmente ter um problema e, principalmente, como enfrentá-lo…

Dra Juca Pinduca (Juliana Gontijo) 
Instituto da Criança – São Paulo

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Em paz!

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Há alguns dias recebemos a notícia de que um grande amiguinho se foi. Virou uma linda borboleta.

Conhecemos o Carlinhos no Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, por um breve período que iluminou nossas vidas. Ele veio do Macapá, capital do Amapá, onde não havia tratamento médico para sua enfermidade. Carlinhos deixa uma mensagem: que as condições de saúde melhorem em todo o Brasil, e principalmente fora do centro-sul, afim de que possam oferecer tratamento para as mais diversas doenças. Que não seja preciso se deslocar para longe de sua cidade para obter um atendimento qualificado. Que a saúde possa transbordar para todo o país.

O nosso amiguinho adorava os palhaços Mingal e Chicô. Aprontou muito com eles! Que a alegria dessa foto possa acompanhá-lo pela eternidade e acalentar sua família. Vá em paz, Carlinhos! <3

Carlinhos

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Viva o doutor Ulysses!

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No mês de abril ficamos sabendo que o doutor Ulysses Doria Filho, pediatra do Hospital Santa Marcelina, se aposentaria. Ou melhor, sairia em grande estilo do hospital no qual ele trabalhou por mais de quarenta anos!

Com esta informação em mãos, os nobres besteirologistas Chicô e Mingal resolveram ajudar os enfermeiros a homenageá-lo. Nada de flores ou discurso de quatro páginas… Pensamos em fazer um show de mágica! E sabe por quê? Porque lembramos do médico parando a gente nos corredores para mostrar suas mágicas. O que ele não desconfiava é nós também temos truques na manga! 

O grande dia

Todo mundo esperava espremido dentro da brinquedoteca do Santa Marcelina. Quando o dr. Ulysses chegou, foi muito emocionante! Entre abraços, lembranças e risadas, surgiram duas figuras esquisitas: o mágico Mingal e a sua ajudante. 

O quê? Sua ajudante? Claro! O que seria do Dom Quixote sem o Sancho Pança? O pão sem a manteiga? O Claudinho sem o Bochecha? O que seria do mágico sem a “sua” ajudante? E quem seria essa mulher? Quantas perguntas! Acredite se quiser: Mingal convenceu Chicô – na base da força dos seguranças do hospital – a fazer o papel da ajudante. 

E foram muitos números, um melhor do que o outro, como a mágica de tirar água do joelho e o incrível aparecimento do sutiã em um dos doutores que gritou: LIBERDADE! 

No auge da nossa apresentação, Mingal disse para o doutor:

- Mas eu queria ser um mágico excelente pra tentar fazer desaparecer a saudade que o senhor vai deixar aqui, viu! 

E essa foi a nossa simbólica homenagem ao doutor Ulysses, grande médico que agora vai ter o seu merecido descanso!

Dr. Chicô Batavô (Nilson Domingues) e dr. Mingal (Marcelo Marcon)
Hospital Santa Marcelina – São Paulo 

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Mandou muito!

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Um paciente divertido e criativo mandou muito bem com essa música!

Ele cantou com o grupo Bando de Palhaços (parceiro dos Doutores da Alegria no Rio de Janeiro) e com os demais pacientes que aguardavam atendimento no hospital. Veja só!

♫♪ Marinete nete nete nete nete….
Marinete nete nete nete nete….
Furando, furando, furando um braço
furando, furando, furando o outro
No braço do paciente
ela bota até o soro!

Mas de manhã nesse calor
no calor desse verão
Ela pega o meu braço
e afere minha pressão!

♫♪ Marinete nete nete nete nete….
Marinete nete nete nete nete….
Furando, furando, furando um braço
furando, furando, furando o outro
No braço do paciente
ela bota até o soro!

Mas isso ainda não é nada
ela é muito rápida, ela é loucura
Ela pega o outro braço
e mede minha temperatura!

♫♪ Marinete nete nete nete nete….
Marinete nete nete nete nete….
Furando, furando, furando um braço
furando, furando, furando o outro
No braço do paciente
ela bota até o soro! ♪♫♪