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Doutores recomenda: Palhaçaria paulistana (SP)

Epa, epa! Alguém aí falou em palhaço? Doutores da Alegria recomenda!

Entre os dias 7 e 10 de dezembro, o Vale do Anhangabaú recebe a 7a. edição da Palhaçaria Paulistana, encontro de cultura circense que busca consolidar o circo como atividade cultural geradora de trabalho e renda. Neste ano, o projeto vai homenagear as mulheres, trazendo dez espetáculos que terão como mestre de cerimônia palhaças importantes do Brasil. Será montada uma lona no local e os ingressos, gratuitos, devem ser retirados com uma hora de antecedência.

As mulheres serão comandadas pela palhaça Xaveco Fritza, criação de Val de Carvalho, que integra os Doutores da Alegria e é uma das pioneiras da palhaçaria feminina no Brasil.

Dra. Xaveco Fritza

Além dela, Pororoca (Layla Ruiz), Guadalupe (Tereza Gontijo) e Manela (Paola Musatti) – todas figurinhas carimbadas nos hospitais – também participam desta edição, junto a artistas tradicionais e contemporâneos que mostram números de malabarismos, pernas de pau, contorção e números aéreos ao ar livre.

Dra. Guadalupe e Dra. Manela

A Palhaçaria Paulistana é realizada pela Cooperativa Brasileira de Circo com apoio da Secretaria Municipal de Cultura. 

7ª Palhaçaria Paulistana
Local: Lona montada no Vale do Anhangabaú – em frente ao edifício dos Correios
Endereço: Av. São João, s/nº, Centro
Período: De 7 a 10 de dezembro
Horários: Sábado e domingo às 15h e 17h | Segunda e terça às 12h, às 14h e às 18h
Informações: (11) 3868-4172
Ingressos distribuídos uma hora antes

Identificando um impostor

Nós, besteirologistas diplomados e complicados, temos o dever de orientar e alertar nossos pacientes e acompanhantes sobre a onda de invasão de palhaços nos hospitaisIsso é extremamente grave já que hospital é lugar de gente… Séria!

Por este motivo, nós, Dr. Charlito e Dra. Pororoca, desenvolvemos o “EMIPH”: Eficaz Método para Identificação de Palhaços em Hospitais. Assim, quando alguém avistar um palhaço perdido em uma sala de cirurgia, um corredor ou uma enfermaria saberá identificar o impostor e denunciar o abuso.

Além de testar o método no hospital, apresentamos para nossos colegas besteirologistas e fizemos uma cena de teatro com ele, alcançando sucesso de público e de crítica. Sim, caros leitores, nosso método será difundido em todo o território nacional!

Então vamos ao método: os códigos de identificação do impostor!

Os palhaços são sujeitos chamativos, usam roupas esquisitas, com estampas do tempo do onça, muito diferentes de nós, elegantes e discretos besteirologistas.

Palhaço se cumprimenta batucando a padaria-buzanfa-poupança-almofadinha um do outro, e não com um simples e trivial aperto de mães, ops, mãos, como nós besteirologistas.

Palhaços fazem piruetas e estripulias, os besteirologistas no máximo fazem pilates.

Palhaços tropeçam, batem com o nariz na porta, trombam entre si e coisa e tal, e daí o que acontece? Vivem com o nariz vermelho! Mas os besteirologistas não, somos totalmente equilibrados e alinhadinhos.

Muitos palhaços usam perucas ridículas ou então chapeuzinhos engraçados, não é mesmo Dr. Charlito? 

Ah gente, palhaços são… Paspalhos. Malucos, brincalhões, alegres, divertidos, musicais, poetas e excêntricos. Mas nós, os besteirologistas…  Somos exatamente o oposto!

Né? Ou não né?

Dra. Pororoca (Layla Ruiz)
Dr. Charlito (Ronaldo Aguiar)
Hospital Santa Marcelina – São Paulo
Abril de 2013 

O dia dos bobos

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O dia primeiro de abril é famoso por ser considerado o dia da mentira. Mas você sabia que também é o dia dos bobos?

O Bobo da corte e o Palhaço do circo são dois arquétipos que chegam a se fundir ou se confundir, mas são diferentes: o palhaço é um ser desprovido de julgamento e discernimento, enquanto o Bobo se utiliza dessas condições para exercer melhor seu trabalho de se passar por bobo para ter a liberdade de tocar em assuntos espinhosos. E já que hoje é o dia dos bobos, vamos falar deles:

Os Bobos – ou Bufões – eram pessoas que nasciam com deformidades físicas e/ou mentais, que eram vestidas de maneira grotesca e expostas ao escárnio de todos. Em sua maioria, eram anões ou corcundas. Essa deformidade os colocava em posição de inferioridade, o que facilitava a aceitação de seu comportamento ousado. Afinal, o que vem de um ser tão “desprezível” não deve ser levado a sério…

Eles tinham uma função muito bem definida que (ao que se tem registro) começou lá no Egito antigo: eram encarregados de entreter o rei e rainha e fazê-los rirem. Ter um bobo da corte garantia diversão aos convidados da corte, que estavam presentes em casamentos, festas, batizados e festas para os deuses.

Os Bobos diziam ao rei o que o povo gostaria de dizer e eram as únicas pessoas que podiam criticar a monarquia. Os mais hábeis eram considerados verdadeiros sábios pois conseguiam manter o sutil equilíbrio da diversão sem se comprometer muito.

Passaram pelas cortes e chegaram ao circo, onde passaram por um processo de refinamento e dividiram o espaço com o palhaço de circo. Mas o palhaço de circo é uma longa história para outra data…

Feliz primeiro de abril!

Referências:
NOGUEIRA, Wellington – Doutores da Alegria o Lado Invisível da Vida
DE CASTRO, Alice Viveiros – O Elogio da Bobagem

Cachorro louco

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Já ouviu falar em job rotation? Ou rotação de emprego?

Essas duas palavras estranhas querem dizer que, durante um determinado período, você testa uma nova função dentro da empresa que trabalha. É um “rodízio” que permite ao funcionário conhecer outras atividades.

Tanto blá-blá-blá pra dizer que nós também fazemos o job rotation dentro dos hospitais. Mas como?, você nos pergunta. Trocando de lugar com os médicos? Ora, ora, isso a gente já faz, afinal somos besteirologistas! Seria então trocando de lugar com as enfermeiras? Os seguranças? As crianças?

Não, nada disso! Cada um no seu quadrado!

O job rotation é o que acontece todo início de ano entre os próprios palhaços. Durante o mês de fevereiro as duplas paulistanas se revezam nos hospitais atendidos pela ONG. No final do mês acontece um baile na sede e cada palhaço tira outro pra dançar. Pronto, estão formadas as duplas que vão atuar juntas durante todo o ano em um único hospital!

Só que, ao invés de chamar de job rotation, a gente chama de cachorro louco. E vai dizer que o nome não é muito mais legal?

Pra tentar organizar toda essa confusão, os artistas se reuniram semana passada na sede para acertar a rotação das duplas. Veja algumas fotos abaixo:

Lu Viacava (Dra. Lola Brígida) ajudando na organização

Duico (Dr. Pistolinha), Márcio Douglas (Dr. Mané Pereira) e Lu Viacava (Dra. Lola Brígida)

Os artistas depois da definição do "cachorro louco" nos hospitais

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Caravana da coragem

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A temporada do espetáculo Cuidado! Palhaços trabalhando, apresentada por jovens palhaços, encerrou-se em novembro com uma bela apresentação na Oficina cultural Oswald de Andrade. Junto com ela, também termina a formação da quarta turma de jovens palhaços dos Doutores da Alegria.

Heraldo Firmino, que por muito tempo atuou nos hospitais de São Paulo e hoje coordena este programa de formação, deixou umas palavras sobre este (lindo!) processo de dois anos que chega agora ao seu fim.

“Foram muitas horas de estudo, muita preparação, muito suor, muitos trens e ônibus lotados, noites em claro, falta de grana, de compreensão, fracassos, broncas, discussões, privações, vontade de desistir (alguns ficaram pelo caminho), preconceito, medo, muito medo! Ainda assim eles foram em frente. Acreditaram e transformaram as horas de estudo em prazer, a preparação em disciplina, o suor em garra. Transformaram os trens e ônibus em momentos para ler e observar, noites em claro em sonhos, falta de grana em trabalho, falta de compreensão em clareza, vontade de desistir em luta, preconceito em poesia, privações em afirmações e o medo em coragem, coragem, coragem. A equipe dos Doutores acompanhou todo esse movimento e o desejo virou realidade! Parabéns jovens palhaços!”

E pra quem sonha em fazer parte da próxima turma do Programa de Formação de Palhaços para Jovens, clique aqui para ver os requisitos e inscreva-se até 20 de janeiro.

Cuidado! Palhaços trabalhando.

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Hoje acordamos com o peito inflado. Acordamos assoviando e com um sorrisão no rosto!

Toda essa alegria se justifica porque os nossos jovens artistas, que neste ano se formam por meio do Programa de formação de palhaço para jovens, estreiam hoje sua “peça de formatura”. A temporada vai até novembro e roda na Grande São Paulo em apresentações gratuitas. Veja aqui todas elas.

São vinte e um jovens, oriundos de comunidades populares, que cursaram gratuitamente o programa durante dois anos e que agora são formados na linguagem do palhaço. O objetivo não é o trabalho no hospital, mas sim o mercado de trabalho artístico.

4ª turma de jovens palhaços

A peça, de nome Cuidado! Palhaços trabalhando, estreia em Barueri. Abaixo uma pequena descrição do espetáculo.

“O nome do espetáculo inicia-se com “Cuidado!” que é o mesmo que cautela, precaução. Mas visitando o dicionário vimos também que a palavra “cuidado” vem de inquietação de espírito e de cuidar.

E é com cuidado que os palhaços trabalham cena por cena, história por história pra contar um pouco do seu universo, munidos de coragem, desejo e vontade de falar sobre tudo, todos, eles e a vida… E isso dá um trabalho danado.

Como bons “operários”, eles falam da função que o palhaço ocupa no mundo e na vida de cada um, defendendo sua posição. E aos poucos constroem relações, misturam tintas, pincelam os fragmentos do cotidiano e transformam nosso mundo concreto em encantamento graça e poesia. Esses seres estranhos colocam seus sonhos a serviço das pessoas no teatro, no circo, na rua e até em domicílio.

Lembrando o que revelou o mestre palhaço Piolin ao dizer um dia querer ser engenheiro: “Queria construir casas, pontes, estradas e castelos. Construí apenas castelos de sonhos de muita gente. Sou, de qualquer maneira, um engenheiro e estou feliz com isso”. No seu trabalho a dignidade não é um requisito, e sim uma condição! No seu cotidiano a inquietação move seu espírito, é sua revolução!”

 

Uma espiadinha no hospital

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O palhaço já se adaptou ao hospital. Os profissionais da área da saúde se acostumaram com a ideia de passar pelos corredores e se deparar com uma dupla de palhaços dormindo numa maca estacionada num corredor ou vê-los  pedindo uma pizza no balcão de enfermagem.

Mas e se todo o elenco dos Doutores resolver invadir um hospital de uma vez só?

© Cris Lustosa

 

Pois é exatamente isso que acontece, a cada dois meses em um hospital diferente, na Roda Besteirológica no hospital. Isso mesmo – antes de chegar ao teatro, a roda é exibida, avaliada e aplaudida (ou não) pelas crianças do hospital. A gente disse criança mas os familiares e os profissionais da saúde também tomam seus lugares na roda.

As rodas são apresentações dos processos de trabalho das duplas. Um jeito de mostrar o que cada dupla de palhaço desenvolve no seu respectivo hospital. Sim, porque também temos especialidades – besteiras, bobagens, bobisses… – a Besteirologia é um ramo tão cheio de ramificações quanto a Medicina!

A Dra. Manela define bem esse momento: “Ver 18 palhaços juntos vestidos de médicos e invadindo o hospital é memorável, é incrível, é um prazer, é emocionante e por fim… é uma zona! E das boas!”.

Como acontecem em hospitais, as rodas não são abertas ao público. Mas você pode ver todo este trabalho no teatro. No próximo 28 de agosto, às 11h00, os Doutores apresentam a Roda Besteirológica no Teatro Tucarena*. Para aqueles que tem vontade de saber como é o trabalho no hospital, esta é a oportunidade.

* Ingressos à venda aqui.

Roda no Itaci - jul/11

 

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Mandem entrar os palhaços!

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” (…) A história mostra-nos que a humanidade tem instintivamente reconhecido a necessidade de inserir elementos de comédia e caricatura nos rituais mais sagrados e misteriosos.

Figuras semelhantes a palhaços aparecem no teatro grego antigo, mais tarde na cultura romana e até mesmo nas tribos índias Hopi do Novo México. Palhaços pigmeus entretinham a corte dos faraós egípcios por volta de 2.500 a.C e o herói nacional Yu Sze foi bobo dacorte do imperador chinês por volta de 300 a.C. Os bobos das cortes na Europa feudal representavam uma válvula de escape social e a consciência coletiva. Os reis e bispos concediam imunidade contra represálias a estes trocistas profissinais que tinham a liberdade de dizer a verdade recorrendo a paródias e humor sinceros, influenciando assim, de modo sutil, as decisões tomadas na corte e as políticas públicas.”

Quer entender um pouco mais sobre a figura do palhaço? Venha conhecer a Escola de Palhaços dos Doutores da Alegria.

 

 

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Novas duplas em hospitais

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Em fevereiro tivemos em nossa sede o Baile do Cachorro Louco, que definiu as novas duplas de palhaços que freqüentam os hospitais paulistanos neste ano.  O “cachorro louco” é um período em que os besteirologistas se rebelam, deixam seus hospitais, dão cano nos parceiros, colocam ideias novas em cabeças ocas e experimentam de tudo:  novos ambientes (hospitais), novas paqueras (parceiros) e novos procedimentos (trabalho).

Tudo é levado em conta quando se trata de escolher a nova dupla. As besteiras que cada um tem na cabeça e na mala, as tranqueiras que cada um leva nos bolsos, os truques nas mangas, a vontade de experimentar coisas novas e até a belezura, a intelejumência e o exibimento de uns e outros.

O Drs. Mané, Crica e Sandoval se confundiram com tanto troca-troca e trocaram até de personagem. Que bagunça!

Antes: Drs. Sandoval, Crica e Mané

 

Depois: Drs. Cricaval, Manécrica e Sandoné

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Veja abaixo a formação das novas duplas para 2011:

Segundas e quartas-feiras

Instituto da Criança
Dra. Crica Canaleta e Dr. Valdisney
Christiane Galvan e Val Pires

Dr. Montanha e Dra. Shriley
Fernando Paz e Sheyla Areas

ITACI
Dr. Sandoval Soluço e Dr. Daduvida
Sandro Fontes e Davi Taiu

Hospital Nossa Senhora de Lourdes
Dr. D. Pendy, Dra. Pororoca e Dra. Lola Brígida
Dagoberto Feliz, Layla Roiz e Luciana Viacava

Terças e quintas-feiras

Hospital do Campo Limpo
Dra. Juca Pinduca e Dr. Charlito
Juliana Gontijo e Ronaldo Aguiar

Hospital Santa Marcelina
Dr. Pinheiro e Dr. Mané Pereira
Du Circo e Márcio Douglas

Hospital Universitário
Dr. Dedérson e Dra. Manela
Anderson Spada e Paola Musatti

Hospital do Mandaqui
Dra. Xaveco Fritza e Dra. Greta Garboreta
Val de Carvalho e Sueli Andrade

Hospital do Grajaú
Dr. Bonito Zequim e Dra. Emily
Afonso Nereu e Vera Abbud

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