Foi aqui, em São Paulo, que tudo começou…

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A cidade de São Paulo foi berço do trabalho dos Doutores da Alegria.

Nos anos 90, Wellington Nogueira trabalhava nos Estados Unidos com uma trupe de palhaços que realizava intervenções em hospitais de Nova Iorque. Era algo muito inusitado.

Em 1990, retornou a São Paulo para visitar seu pai na UTI do Instituto do Coração. Foi ali que resolveu se apresentar como palhaço para crianças.

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“Fui e foi muito legal. Quando terminei, meu pai tinha saído do coma. Depois, ele saiu do hospital –e eu tinha vindo para acompanhar sua morte. Estava com um sentimento de gratidão. No ano seguinte, voltei para o Brasil e comecei o trabalho”, conta ele. Foi em setembro de 1991 que surgiu Doutores da Alegria.

O primeiro hospital que aceitou ter um besteirologista em sua equipe foi o Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, hoje Hospital da Criança, no bairro do Jabaquara, em São Paulo. E a iniciativa foi crescendo.

Wellington Nogueira

No início, sem sede fixa, a ONG se estabeleceu na casa da Dona Benvinda, mãe de Wellington. “Não havia e-mail. Usávamos papel carbono e máquina de escrever“, conta Vera Abbud, a primeira palhaça a atuar no Doutores.

Outros hospitais da cidade foram recebendo o projeto e a sede foi estabelecida em Pinheiros, grande bairro paulistano. E Doutores da Alegria abriu unidades em outras cidades, como Recife, Rio de Janeiro e Belo Horizonte (esta última com atividades encerradas).

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E hoje, 25 anos depois, ocupamos um casarão na Rua Alves Guimarães, no mesmo bairro, e atuamos em hospitais do Campo Limpo à Itaquera. Também já atuamos em diversos espaços culturais, ruas e empresas desta enorme cidade. E com uma certeza: ainda há muito a fazer!

Obrigado, São Paulo, por ser berço do nosso trabalho! Feliz aniversário!

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Bom humor: nos hospitais e além deles

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Alegria e bom humor são geralmente associados ao trabalho de um palhaço. Ou ao que ele deveria deixar após um dia de trabalho com crianças hospitalizadas.

Mas nem sempre essa associação é absoluta – tudo depende da relação que o palhaço estabelece com a criança. Wellington Nogueira e Vera Abbud, os primeiros artistas do Doutores da Alegria a encararem esta rotina hospitalar, falam sobre esta experiência. A entrevista completa está no site da Revista Trip.

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“Acho que no hospital deparamos com situações que nos fazem ver muitas coisas simples do dia a dia como uma dádiva. Nos faz relativizar as dificuldades. Mas o mal humor faz parte da vida também, pois senão seria uma vida anestesiada, irreal”, conta Vera, que ingressou na organização em 1991 e até hoje atua em hospitais paulistanos como Dra Emily.

Um bom antídoto contra o mal humor e, consequentemente, para ter alegria é você aprender a respirar e tentar rir de si mesmo. Já conheci muita gente tão mal-humorada que chegava a ser engraçada, não para elas mesmas, claro. É preciso ver como você fica ridículo quando escolhe o caminho do mal humor, uma maneira de não olhar para si mesmo. É aí que começa a doença”, completa Wellington Nogueira, fundador do Doutores da Alegria.

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Ele conta uma história que transcorreu em uma UTI: “A gente estava tocando uma música para a criança, aí o médico chegou e falou “Olha, um violão! Empresta ele aí”. Ele pegou o violão e começou a tocar um rock para a criança. Ela adorou, nunca tinha visto o médico fazendo isso, nem sabia que ele gostava de rock. Aquela criança e aquele médico estavam se relacionando como pessoas, não mais como médico e paciente…”

Segundo Vera, o bom humor traz leveza, mostra outras possibilidades. O humor é uma reação à uma situação de desequilíbrio, é um jeito de falar de um assunto muitas vezes espinhoso mas sem aniquilar as partes envolvidas. É uma forma inclusiva de abordar uma situação. O riso contagiante é para todos, se não for assim temos alguma forma de constrangimento.”

A entrevista completa está aqui. E você, como mantém o bom humor diante das dificuldades do dia a dia?

Enfim, formados

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24 jovens são agora artistas com formação na linguagem do palhaço. Palhaços profissionais.  

E eles saem da Escola dos Doutores da Alegria, após dois anos intensos de formação, para ganhar o mundo. Além da técnica, esses jovens trazem uma bagagem crítica e reflexiva essencial para o pensamento artístico. Foram mais de 1.800 horas de aulas diárias na sede da ONG.

Assim como as cinco turmas anteriores, os jovens do Programa de Formação de Palhaço para Jovens continuam conosco em um terceiro ano de acompanhamento. Tão perto, tão longe.

Na última semana, seus familiares foram convidados para uma noite emocionante em nossa sede, celebrando a sua formatura. Os festejos começaram com uma divertida apresentação dos formadores da Escola, que acompanharam toda a trajetória dos alunos.

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Logo após, Wellington Nogueira, fundador da ONG, falou brevemente seguido de Heraldo Firmino e Daiane Barbieri, coordenadores do programa. Todos destacaram a importância de uma profissão como a do palhaço.

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“Hoje temos a alegria de colocar mais uma turma no caminho lindo que é a arte. Lindo e ao mesmo tempo muito sério, porque como diz o filósofo, quanto maior o conhecimento, maior a responsabilidade… Dividimos muitas coisas nestes dias em sala de aula e muitas vezes fora dela e somos hoje, e posso dizer com muito orgulho, colegas de trabalho! Unidos por um pensamento que nos faz seguir adiante! Hoje fechamos um ciclo e olhamos pra frente carregando tudo que foi conquistado até aqui”, iniciou Heraldo Firmino sob os olhares atentos e emocionados da plateia.

“Jovens palhaços, aprendemos muito com vocês, muito mesmo! Dividimos uma vasta beleza de olhares, compartilhamos paixões e mistérios imperfeitos. O palhaço é recheado de tudo o que se possa imaginar, sua lógica desafia a lógica vigente porque questiona o que todo mundo julga estar correto e aponta outro olhar. Quero agradecer aos pais, familiares e amigos por confiar seus filhos ao nosso convívio, por acreditar no sonho deles e, mesmo às vezes não concordando, respeitar, pois no fundo o que qualquer pai e mãe querem para seus filhos é que sejam felizes. Por que nossos filhos não podem querer uma coisa diferente pra sua vida? Podem e devem!”, finalizou.

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O aluno Guilherme Wander fez um belo discurso em nome da sexta turma. O texto foi escrito pela também formanda Fernanda Lopes. Ele relembrou momentos marcantes do curso, agradeceu aos formadores e mostrou ansiedade pelo que vem pela frente.

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Antes da entrega dos canudos, houve a exibição de alguns vídeos feitos pelos próprios alunos, além de um filme especial sobre a circulação do espetáculo “Enfim, sãos” produzido pela formadora Roberta Calza.

A noite terminou com os jovens artistas devidamente diplomados e prontos para encararem o mundo sob a lente do palhaço. Veja as melhores fotos da formatura.

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Viva! E que venha a nova turma!

Doutores recomenda: Festival Palhaçada Geral em SP

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O palhaço é tema de um festival que convida para visitar o centro de São Paulo. A Praça Roosevelt é palco da quarta edição do Palhaçada Geral, que traz cerca de 150 artistas nacionais e internacionais apresentando espetáculos, cabarés de variedades, pocket shows e debates.

Promovido pelo Grupo Parlapatões, o festival oferece diversas linguagens que cercam o palhaço, dos circos mais tradicionais aos modelos atuais, e acontece de 14 a 23 de agosto, com abertura às 21h, no Espaço Parlapatões (Pça. Roosevelt, 158). Algumas atrações são grátis e outras, no interior do teatro, custam R$ 20.

Na programação, ex-alunos do Programa de Formação de Palhaço para Jovens, do Doutores da Alegria, artistas que integram o elenco que atua no hospital e Wellington Nogueira, fundador da ONG, em um papo sobre empreendedorismo no dia 18 de agosto, às 17h, na SP Escola de Teatro.

Mais informações no site www.parlapatoes.com.br. E clique aqui para obter a programação e imprimir.

Veja a programação completa e agende-se!
Dia 14/08 – Sexta-feira

21h – Abertura – Cabaré de Gala com participação da Banca Cabaré 3 Vintens (Teatro)
Ao som da Banda Paralela, o cabaré será uma grande festa em homenagem ao mestre da palhaçaria Teófanes Silveira, o palhaço Biribinha. Os anfitriões Parlapatões estarão muito bem acompanhados de convidados de peso, como o grupo La Mínima e a Trupe 1 Kilo e Meio, que foram vencedores do IV Festival de Cenas Cômicas do Espaço Parlapatões em 2015, além de outros convidados.
Direção: Hugo Possolo
Classificação indicativa: Livre

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Meia-noite – Noite dos Renegados (Palco do bar)
Comandado por César Lopes (Cara de Pau) a noite se desenrola com muito humor ácido, experimental e inusitado. Números de faquir, engolidor de facas e até uma palhaça mendiga serão apresentados. O público participa ativamente também no papel de jurado, gogando os piores dos piores.
Classificação indicativa: 16 anos

Dia 15/08 – Sábado

16h – Espetáculo: Reprise – Cia. La Mínima/São Paulo (Teatro)
A conhecida companhia apresenta a reunião de números tradicionais da palhaçaria. Ao chegarem ao local de sua apresentação, dois palhaços descobrem que foram contratados para o mesmo local, no mesmo horário, pela mesma pessoa. Depois de infrutíferas tentativas de provar um ao outro sua prioridade no picadeiro, decidem realizar este trabalho juntos.
Direção, Concepção e Cenografia: Domingos Montagner e Fernando Sampaio
Supervisão Geral: Leris Colombaioni
Consultoria e Pesquisa: Mário Bolognesi
Figurino: Inês Sacay
Iluminação: Wagner Freire
Música Original: Marcelo Pellegrini
Diretora de Produção e Administração: Luciana Lima
Realização: La Mínima
Classificação indicativa: Livre

18h – Sessão Reprise (Palco do bar)
Pocket show com reprises tradicionais e experimentais, explorando diferentes formas de palhaçaria. A cada dia um show diferente. Com a presença dos grupos Namakaca, Clownbaret, Mimi Calado e muitos outros.
Classificação indicativa: Livre

20h – Parece ser que me fui – Marina Barbera/Argentina (Teatro)
Quando se abre uma fenda, ninguém sabe se o mundo se infiltra na parede ou em sua cabeça. Se houvesse uma janela aberta o espião seria Martha, a palhaça. Se houver um precipício, tentar voar… Viajar sem roteiro … Talvez você estaria com medo, mas ele gostaria. Nada disso existe e ainda acontece tudo.
Direção: Raquel Sokolowicz
Elenco: Marina Barbera
Desenho de iluminação: Ricardo Sica
Música original: Agustín Flores Muñoz
Fotografia: Jorge Crowe
Desenho gráfico: Andrés Kyle
Assistência de direção e produção: Mariano Mandetta
Classificação indicativa: 14 anos

22h – São Paulo’s Féxiõn Claum (Teatro)
Diversão garantida com o desfile destas figuras estranhas e inusitadas. Com a palhaça Rubra (Lu Lopes) como Mestre de Cerimônias e uma banda composta por palhaços, recebe a brincadeira sobre a moda palhacística. Durante o desfile o parlapatão Raul Barretto vive Sra. Jourdain, uma burguesa mal-educada da obra de Molière, que faz a crítica dos trajes dos palhaços e seus estilistas. Uma festa que vem temperada de improvisos, surpresas e muita alegria.
Classificação indicativa: Livre

24h – Amor te espero – Barracão Teatro/Campinas – SP (Teatro)
Mirbobaz e Zabobrim, dois viajantes charlatões, após a venda fracassada de um elixir prodigioso com efeitos energéticos, seguem viagem, mas param no meio da estrada porque o caminhão quebra perto de um farol. Decidem dormir ali mesmo até que possam consertá-lo, quando são abordados por uma mulher misteriosa que os convida para uma festa no alto do farol. Depois de muitas idas e vindas, confusões e mistérios, ambos descobrem que esta mulher é muito mais do que poderiam imaginar! Tudo é o que não parece, tudo que parece não é, e no fundo, no fundo… Tudo aquilo está acontecendo mesmo?
Concepção, Dramaturgia e Direção Geral: Esio Magalhães
Assistência de Direção: Tiche Vianna
Elenco: Cintia Birochi, Kuarahy Fellipe e Esio Magalhães
Trilha Sonora Original: Marcelo Onofri
Assessoria em Mágica: Ricardo Harada
Assessoria Coreográfica: Mariza Virgolino
Assessoria em Acrobacia: Rodrigo Mallet
Figurino: Antônio Apolinário
Execução de Figurino: Maria Nicias
Concepção Cenográfica: Esio Magalhães
Execução Cenográfica: Victor Akkas
Iluminação: Alessandro Azuos
Operação de Luz: Fernando Fubá
Operação de Som: Suzana Santos
Arte Gráfica: Ana Muriel
Produção Executiva: Cau Vianna
Assistência de Produção: Suzana Santos
Produção e Realização: Barracão Teatro
Classificação indicativa: 14 anos

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Dia 16/08 – Domingo

16h – Clássicos do Circo – Parlapatões/São Paulo (Teatro)
Alguns dos mais divertidos números cômicos e circenses dos vários espetáculos da trajetória do grupo paulistano Parlapatões. Quatro palhaços passam das mais clássicas reprises aos números mais inovadores do circo contemporâneo em 60 minutos.
Números como Contorcionista Árabe, Rei do Gatilho, Futebol de Palhaço, Lutadores de Boxe Dançando Balé e Águas Dançantes.
Texto, direção, cenário e figurino: Hugo Possolo
Elenco: Hugo Possolo, Raul Barretto, Fabek Capreri e Hélio Pottes
Programação visual e desenhos: Werner Schulz
Assistência de Produção: Janayna Oliveira
Produção Executiva: Erika Horn
Coordenação Geral: Hugo Possolo e Raul Barretto
Realização: Parlapatões
Classificação indicativa: Livre

18h – Concerto em ri maior – Cia dos Palhaços/Curitiba – PR (Teatro)
Comédia musical em que o maestro e palhaço Wilson Chevchenco apresenta um concerto baseado em sua origem russa e conta com a ajuda de Sarrafo, seu fiel amigo, para executar as obras de sua família e ser compreendido pela plateia, já que não fala o idioma português. O concerto conta ainda com um coral, que é integrado pelo público. Também são utilizados vários instrumentos como piano, violão, acordeom, gaita, castanholas e harmônica.
Texto e Direção: Cia dos Palhaços
Elenco: Eliezer Vander Brock e Felipe Ternes de Oliveira
Sonoplastia: Eliezer Vander Brock
Iluminação: Anry Aider
Figurino: Fabianna Pescara e Renata Skrobot
Realização e Produção: Cia dos Palhaços
Classificação indicativa: Livre

19h – Sessão Reprise (Palco do bar)
Pocket show com reprises tradicionais e experimentais explorando diferentes formas de palhaçaria. A cada dia um show diferente.
Classificação indicativa: Livre

20h – Clowns D’Affaires – Compagnie Batchata/Bélgica (Teatro)
Conferência burlesca que traz um olhar inusitado do mundo dos negócios. Dois personagens clownescos estão se esforçando para ponto de riscos psicossociais poético-burlescas em locais de trabalho no século XXI: evolução dos métodos de gestão, concorrência internacional, neutralização, condições de trabalho, espaço aberto, stress, assédio… Para a Cia. Batchata, o palhaço destaca a vulnerabilidade e falibilidade humana. No entanto, mesmo mergulhado em situações terríveis, ele nos surpreende com sua luta de tirar o fôlego.
Direção: Patrick Spadrille
Elenco: Carina Bonan e Alexandre Aflalo
Classificação indicativa: 14 anos

Dia 17/08 – Segunda-feira

21h30 – Jogando no Quintal: Especial Palhaçada Geral – Cia do Quintal/SP (Teatro)
Edição especial do espetáculo de improvisação de palhaços com Cia. do Quintal, realizada em formato criado especialmente para o Palhaçada Geral, com participação de diversos convidados como La Mínima, Lume, Parlapatões e Barracão, entre outros.
Classificação indicativa: 14 anos

Dia 18/08 – Terça-feira

19h30 – O eterno retorno – Márcio Ballas e Rhena de Faria/São Paulo (Teatro)
Espetáculo que fala do ritual do aniversário e de tudo o que está relacionado a esse universo: bolos, velas, presentes, festas e desejos. João Grandão e Mademoiselle Blanche são amigos que, se pudessem, fariam aniversário todos os dias. Por isso, eles preparam surpresas a todo o momento para compartilhá-las com o público.
Roteiro: Rhena de Faria
Direção: Marcio Ballas e Rhena de Faria
Elenco: Rhena de Faria e Marcio Ballas
Classificação indicativa: Livre

20h – Sessão Reprise (Palco do bar)
Pocket show com reprises tradicionais e experimentais, explorando diferentes formas de palhaçaria. A cada dia um show diferente.
Classificação indicativa: Livre

21h30 – Experimentando Palhaçaria/SP (Teatro)
Dirigidos por Suzana Aragão, os mestres de cerimônia, acompanhados por uma banda musical, apresentarão um cabaré de palhaços com números de mágica, malabares, mímica e muitas outras habilidades. O cabaré é composto por ex-alunos do Curso de Humor da SP Escola de Teatro e da Formação para Jovens dos Doutores da Alegria. São jovens artistas que já estão bem envolvidos no teatro e circo.
Classificação indicativa: Livre

Dia 19/08 – Quarta-feira

19h30 – Se fosse fácil não teria graça – Fernando Bolognesi/São Paulo (Teatro)
O espetáculo narra, sempre com muito bom humor, a trajetória do autor/intérprete/palhaço, que conta como aprendeu a conviver com as limitações impostas por uma doença degenerativa, progressiva, incurável e com potencial incapacitante. O ator mescla um relato engraçado, humano e comovente sobre como podemos transformar dificuldades, limites e crises em alegrias, desafios e realizações com diversas reflexões sobre a vida, a morte, nosso lugar no universo e nossa relação com a alteridade.
Direção, texto e atuação: Nando Bolognesi
Classificação indicativa: 12 anos

palhacada geral

20h – Sessão Reprise (Palco do bar)
Pocket show com reprises tradicionais e experimentais, explorando diferentes formas de palhaçaria. A cada dia um show diferente.
Classificação indicativa: Livre

21h30 – Por el lado más bestia – Pablo Mikozzi/Argentina (Teatro)
Show de humor com os melhores monólogos e esquetes que o ator coletou ao longo de dez anos de trabalho. Tem base na técnica do bufão, com recursos pertencentes ao café concerto, show de variedades e improvisação para abordar questões de discriminação, violência sexual, insegurança, exclusão e a crueldade das classes dominantes. 
Atuação e dramaturgia: Pablo Mikozzi
Som: Igor Garfias
Figurino: Vespa Vestuario
Edição de video: Gustavo Mazolletti
Iluminação: Carla Giovanini
Direção: Tino Tinto
Produção executiva: Cristián Centurión
Classificação indicativa: 16 anos

Dia 20/08 – Quinta-feira

19h30 – Gramofone 2015 – Palhaça Rubra/São Paulo (Teatro)
Estreia do novo solo da palhaça Rubra. Reúne música e improviso por meio da memória musical em homenagem à cantora Dalva de Oliveira.
Elenco: Lu Lopes
Classificação indicativa: Livre

palhacada geral

20h – Sessão Reprise (Palco do bar)
Pocket show com reprises tradicionais e experimentais, explorando diferentes formas de palhaçaria. A cada dia um show diferente.
Classificação indicativa: Livre

21h – Cabaré das Palhaças (Teatro)
Meninos não entram! As mulheres palhaças exploram a graça do universo feminino, com várias palhaças e claunesses em um show para colocar os homens e mulheres diante de uma nova prespectiva de humor.
Classificação indicativa: 14 anos

Dia 21/08 – Sexta-feira

19h30 – Sessão reprise (Palco do bar)
Pocket show com reprises tradicionais e experimentais, explorando diferentes formas de palhaçaria. A cada dia um show diferente.
Classificação indicativa: Livre

21h – Desclowntrolados – Pata de Perro/México (Teatro)
A dupla de palhaços mexicanos traz um espetáculo vibrante, baseado nas tradições circenses, com o resgate dos excêntricos musicais, mostrando habilidades sonoras e gags que tem feito sucesso em toda América Latina e nos Estados Unidos.
Classificação indicativa: Livre

Meia noite – Cabaré Palhaços de Campinas – Coletivo Geral do Riso/Campinas (Teatro)
Celebração das pesquisas e experimentos do grupo, num encontro que faz a a conexão Barão Geraldo e Praça Roosevelt. Composto pela Família Burg, Dupla Cia., Circo Caramba, Barracão Teatro e Cia. SUNO.
Classificação indicativa: 14 anos

Dia 22/08 – Sábado

16h – Irmãos Saúde – Circo-Teatro Artetude/Brasília – DF (Teatro)
Espetáculo de dois amigos, irmãos e palhaços, que usando elementos de esquetes tradicionais, temperadas com manobras acrobáticas e números de malabares, exercitam a incrível e maravilhosa arte da convivência. Um jogo em que os sentimentos oscilam da raiva ao amor em segundos em cenas cotidianas que levam ao espetáculo e ao espectador a dúvida se aquilo é ou não verdade.
Realização: Circo-Teatro Artetude
Direção: Ankomárcio Saúde Rodrigues
Coordenação Geral: Ankomárcio Saúde Rodrigues
Produção: Ruiberdan Saúde Caetano
Direção Musical: Pablo Ravi Maroccolo
Elenco: Ankomárcio Saúde, Ruiberdan Saúde, Pablo Ravi Maroccolo
Parceiros: Grupo Cultural Pé de Cerrado
Classificação indicativa: Livre

18h – Sessão reprise (Palco do bar)
Pocket show com reprises tradicionais e experimentais, explorando diferentes formas de palhaçaria. A cada dia um show diferente.
Classificação indicativa: Livre

21h – Classic Duo – Jango Edwards/EUA/Espanha (Teatro)
Jango Edwards traz uma seleção de cenas rápidas e animadas do repertório, que ao longo dos anos tornou-se o favorito do artista e do público. Canções, dança, magia, acrobacias, música, comédia, conspirações, poesia e piadas. 
Classificação indicativa: 16 anos

Meia noite – Cabaré de Bolso – Cia. SUNO/Campinas – SP (Teatro)
Contorcionismos e malabarismos com roupagem contemporânea e canções executadas ao vivo ou operadas em cena pelos personagens.
Direção e concepção: Helena Figueira
Com Duba Becker, Helena Figueira, Emerson Noise e Elias Ficavontade
Classificação indicativa: Livre

Dia 23/08 – Domingo

16h – Fulano & Sicrano – Cia. Etc. E Tal/Rio de Janeiro – RJ (Teatro)
Coloca no palco o humor inusitado que é retirado das situações mais banais, com inspiração na linguagem dos quadrinhos e da animação. Cenas escolhidas do cotidiano e impregnadas de uma linguagem particular, mesclando situações cômicas, gromelô, mímica e a imperdível pantomima literária (narração simultânea a ação em mímica).
Criação e Produção: Centro Teatral e Etc e Tal
Atuação: Márcio Moura e Alvaro Assad
Direção e Preparação Mímica: Alvaro Assad
Assistência de Direção: Melissa Teles-Lôbo
Figurinos e Adereços: Fernanda Sabino
Desenho de Luz: Aurélio Oliosi
Fotografias: Ricardo Gabriel
Design: Ato Gráfico
Preparação de Pilates e RPG: Dulcilene Rosa Moura
Classificação indicativa: 14 anos

18h – Sessão Reprise (Palco do bar)
Pocket show com reprises tradicionais e experimentais, explorando diferentes formas de palhaçaria. A cada dia um show diferente.
Classificação indicativa: Livre

19h – Cabaré da Celebração (Teatro)
Artistas que são grandes referências na arte da palhaçaria vêm coroar o festival: Etc e Tal (RJ), João Artigos (RJ), Circo-Teatro Artetude (Brasília), Parlapatões e muito mais.
Classificação indicativa: 14 anos

19h – Show Heloísa Lucas e Banda Groovie – Encerramento (Palco do bar)
Show musical da cantora Helô Lucas, acompanhada pela Banda Groovie, com rock, samba-rock, blues e soul.
Classificação indicativa: Livre

Debates com entrada franca

Local: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt

18/08, terça-feira, às 17h – O empreendedor faz papel de palhaço?
Convidados: Rogero Torquato, Hugo Possolo e Wellington Nogueira

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19/08, quarta-feira, às 17h – Como fazer rir na era do politicamente correto?
Convidados: Mário Bolognese, Raul Barretto e Cristiane Paoli-Quito

20/08, quinta-feira, às 17h – Grande Roda da Palhaçaria
Convidados: Dani Biancardi, Suzana Aragão e Bete Dorgam

Passo inspirador

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Inspirados pelo trabalho que realizavam junto ao ator Michael Christensen nos hospitais de Nova York, alguns artistas trouxeram para seus países de origem uma incumbência: levar a intervenção do palhaço para hospitais mundo afora.

doutores-no-cdi-1108-4-728(foto: The Big Apple Circus Clown Care Unit, Nova York)

Wellington Nogueira iniciou sua jornada em São Paulo, em 1991, causando espanto e estranhamento quando colocava-se na posição de besteirologista para atender crianças. Nascia Doutores da Alegria. Quem poderia imaginar que o hospital, local sério e sisudo, pudesse abrigar os serviços de um palhaço que reivindicava a posição do médico?

No mesmo ano, Caroline Simonds afrancesou a sua experiência e criou o Le Rire Médecin em Paris.

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Caroline Simonds (docteur girafe) et Rene? Philippe (Rene? l'Ele?gant) a? l'Institut Gustave Roussy (94 Villejuif) Association Le rire me?decin (Paris) le 7 juin 2007

Duas organizações que, inspiradas pela função social do palhaço no hospital, cresceram levando a bandeira da arte como coprotagonista no sistema de saúde. Com sua pesquisa, validaram a atuação, oferecendo cursos para artistas e para o público em geral que deseja entrar em contato com a lógica do palhaço.

Nesta semana Le Rire Médecin nos contou que conseguiu obter, por meio de um processo de certificação, o reconhecimento público de seu programa de treinamento profissional na França. Isso significa que o curso de formação do seu Training Institut agora fornece diploma de ator-palhaço em instituições de saúde.

A conquista da organização francesa é de todos nós! Ao criar uma certificação, estamos caminhando para a profissionalização e o reconhecimento da profissão de besteirologista ou, como dizemos também aqui no Doutores da Alegria, o palhaço-interventor. Parabéns, Le Rire Medecins!”, parabenizou Wellington Nogueira.

Um grande triunfo após quase 25 anos de trajetória. Quem sabe é o primeiro passo para pensar essa conquista em terras tupiniquins?

Obrigado, até o próximo Encontro!

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Depois de quatro dias de imersão no Encontro Nacional de Palhaços que Atuam em Hospital, é hora de voltar pra casa. 

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O evento trouxe muita reflexão, debates e oficinas de orientação para participantes que vieram de todos os cantos do país. A ideia era discutir o trabalho dentro do hospital e a qualidade do que é levado para os pacientes. Raul Figueiredo (dr. Lambada), tutor do programa Palhaços em Rede e um dos idealizadores do Encontro, conta um pouco do que aconteceu por lá:

- veja o resumo do primeiro dia
- veja o resumo do segundo dia
- veja o resumo do terceiro dia

“É com muita alegria que escrevo para agradecer a todos que participaram do 3º Encontro Nacional de Palhaços que Atuam em Hospital e contar um pouco o que aconteceu nos quatro dias de evento, no meio do feriado da consciência negra! Creio que esse encontro abriu a consciência de muita gente para uma nova realidade, do que se espera e se exige para continuarmos atuando nos hospitais com potência e qualidade. 

Parabéns a toda equipe de profissionais dos Doutores da Alegria, das diversas áreas, que atuou na produção; aos artistas formadores que deram as oficinas de habilidades – música, jogo, improviso e mágica, assim como a oficina institucional – e aos palhaços que atuaram na Roda Besteirológica. Um agradecimento especial à Mirna e à toda a equipe do Liceu Santa Cruz, que abriu as portas, janelas, armários, geladeiras e ainda estendeu um tapete vermelho para nos receber com carinho e respeito durante todo o evento. 

Uma alegria receber mais de 100 participantes vindos de 13 estados brasileiros: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo representados por 40 grupos: Anjos da Alegria, Arte Cura, Atos & Palhaços, Cia ETC & Clown, Circulo do Riso, Cirurgiões da Alegria, Compartilhando Riso, Clown Fusão, Doutores + Palhaços, Doutores da Pá Virada, Doutores do Coração, Doutores Sorriso, Doutorzinhos, Dr. Vascão, Esparatrapo, Esquadrão da Alegria, Expresso Riso, Fisioterapia com Alegria, G-Palhaços, Gema da Alegria, Hospitalhaços, Instituto Ha Ha Ha, Medicômicos, Narizes de Plantão, Núcleo Artístico GEMA, O olhar do Palhaço, Operação Alegrarte, Operação Arco Íris, Palhaços de Plantão, Palhamédicos, Plantão Sorriso, Presente da Alegria, Projeto Sorrir, Raros da Alegria, Sopradores da Alegria, Sorriso de  Plantão, SOS Alegria, Terapeutas do Sorriso, Trupe da Saúde, Trupe d"Alegria e Viver de Rir.

Agradeço aos nossos convidados médicos: Dra Maria Aparecida Basile e Dr. Luiz Fernando Lopes, e ao filósofo Emílio Terron por abrilhantarem nossas discussões com reflexões sobre o cuidar. Como eu me cuido para entrar no hospital, como cuidar do meu paciente, dos seus acompanhantes e dos profissionais que atuam conosco lado a lado nos corredores, salas de espera e nos quartos… 

Ao Wellington Nogueira e à Morgana Masetti por nos colocarem na linha do tempo e mostrar a importância do que estamos construindo; de qual palhaço somos representantes, temos uma linhagem e em que modelo de hospital atuamos? Como inserir o palhaço no movimento de humanização sem banalizar suas atribuições questionadoras e reflexivas? Como responder artisticamente às provocações que passamos e enfrentamos em nossos atendimentos hospitalares? 

Por fim, aos apoiadores, patrocinadores e aos ouvintes que acompanharam as mesas de discussão, palestras e cabarés! 

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Na abertura do evento tivemos a Roda Besteirológica dos Doutores da Alegria com cenas que saíram dos quartos de hospital e chegaram ao palco. Participaram Marcelo Marcon e Nilson Rodrigues (Dr. Mingal e Dr. Chicô) com Aula de Besteirologia, Layla Ruiz e Raul Figueiredo (Dra. Pororoca e Dr. Lambada) com Firuliru e Asa Branca, Val de Carvalho e Sueli Andrade (Dra. Xaveco e Dra. Greta) com Boneca Tayná, Wellington Nogueira (Dr. Zinho) com Ora, Bolhas!, Márcio Douglas e Du Circo (Dr. Mané e Dr. Pinheiro) com Atendimento – Encontro da Criança e novamente Raul Figueiredo e Val de Carvalho com Trilhares, relembrando uma cena criada em 2006 pela dupla. 

Na segunda noite de cabaré recebemos cenas de diversos grupos que participaram do evento: Eliseu Pereira (Dr. Gaguelho, Cirurgiões da Alegria) com Leôncio, o Gato Louco, Dênis Menezes e Annelise Caneo (Délcio Garapa e Arlinda Pestana, Cirurgiões da Alegria) com Música Havaiana, Sem Nome da dupla Bruno e Micheli Madalozo (Esparadrapo e Tibúrcia, Doutores Palhaços), Bruno Mancuso (Pelúcia, Trupe da Saúde) com Carlinhos Ganha um Ferrorama e várias cenas do Espetáculo Vitamina com os palhaços da Trupe da Saúde. Também nos divertimos com uma dublagem de Alex Mazzanti (Xurumi, Operação Arco Íris) e Renato Garcia (Dr. Gracinha, Gema da Alegria) nos apresentou a canção da bailarina.

Na terceira noite recebemos os artistas do documentário Circo Paraki e sua diretora Priscila Jácomo, que apresentou brilhantemente seus convidados: Pepin e Florzita, Loren e Marília de Dirceu. Que noite incrível tivemos, não? Quem ficou até o final e participou da conversa com certeza entendeu que o palhaço é a alma do circo e fez com que assumíssemos um forte compromisso com esse ofício… Emocionantes os depoimentos do quarteto e o respeito com a plateia. Tiramos o chapéu e aplaudimos de pé!

O Encontro só aconteceu nesse formato por que a rede de palhaços que atuam em hospitais atendeu à nossa provocação para discutir este ofício e contribuiu com questões que os impedem de realizar um trabalho melhor. Juntos pudemos trazer profissionais que nos ajudaram a pensar numa forma de construir um modelo de atuação visando a criação de uma nova profissão, para que em breve ouçamos nossos filhos e netos nos comunicarem que irão prestar vestibular para a faculdade de Besteirologia! 

A Escola dos Doutores da Alegria preparou as oficinas e o conteúdo tendo em vista as necessidades apresentadas na enquete realizada no grupo do Facebook do programa Palhaços em Rede. O que vimos foi um amadurecimento nas discussões e a compreensão do que nos propomos a fazer. A questão sobre quem começou primeiro – Michael Christensen ou Patch Adams – foi esclarecedora para que os participantes entendessem a real diferença entre um palhaço que faz a paródia do médico e o médico que se veste de palhaço. Para um, o palhaço é um fim, uma meta, um objetivo na vida; para o outro, um meio, uma ferramenta para acessar seu paciente. Não basta o amor ao próximo, é necessário estudar… Patch estudou por vários anos a Medicina antes de vestir-se de palhaço… Ele conhece o lugar onde vai atuar… 

O hospital não é um lugar qualquer. Precisamos estar preparados para enfrentar os desafios propostos lá dentro tanto nas questões da saúde como nas questões artísticas, quando nos propomos a vestir a máscara do palhaço, pois ela também requer estudo, assim como vestir a máscara do médico. Parece que isso ficou claro para os participantes! A importância em estudar e aprimorar o conhecimento: “Quem somos, o que fazemos e onde atuamos?”

Vamos fortalecer essa rede com nossas discussões, apontamentos de filósofos, artistas, profissionais da saúde e da nossa sociedade! Foi lindo, tocante, reflexivo, divertido, exaustivo, conflitante, confiante, empolgante, emocionante, relaxante e elegante! Enfim, foi o que deveria ser!

E tudo isso foi filmado pelo Sérgio Nogueira, da Bamboo, acompanhado da sua fiel escudeira Pietra, e o registro fotográfico ficou a cargo da querida Nina Jacobi.

Saímos satisfeitos desse terceiro encontro e deixamos uma provocação para os participantes:

Inspirados em tudo o que vivemos e desfrutamos nesses quatro dias, o que vocês acreditam que possam fazer de imediato já na próxima visita ao hospital? 

No meio do caminho tinha um palhaço…
Tinha um palhaço no meio do caminho
E agora José? Para onde ele vai?
Qual será seu fim?
Qual o meio para chegar a esse fim? 

Daqui a dois anos tem mais! Que em 2015 possam acontecer fóruns regionais conduzidos pelos grupos da rede para que em 2016 as discussões sejam ainda mais esclarecedoras. Que o comprometimento com o trabalho seja um valor alcançado por todos.”

Brincar como adultos

Lembra do último post aqui, em que falamos que o estímulo à brincadeira faz bem pra saúde?

Wellington-Nogueira-por-Luciana-SerraWellington Nogueira, fundador dos Doutores da Alegria, escreveu nesta semana um artigo para o UOL sobre o assunto.

Fazendo um paralelo com o cenário sério e tenso que encontramos nos hospitais, ele fala sobre problemas de saúde oriundos de locais e relações doentes de trabalho, como estresse, depressão, pânico e outros males decorrentes da somatização de emoções e sentimentos. Como diria a nobre besteirologista dra. Ferrara, “os adultos estão sendo internados em algumas empresas”.

No artigo, Wellington lança a questão: Quando é que exercitamos todas as qualidades que o trabalho pede, como senso de equipe, novas possibilidades, ousadia, engajamento?

Ora, é simples: quando estamos jogando cooperativamente! Poderíamos falar em “brincar como adultos”.

Leia aqui o artigo completo de Wellington Nogueira para o UOL Opinião.

Dr. Zinho responde

Tempo de leitura: 2 minuto(s)

Dr. ZinhoVocê conhece o doutor Zinho? Este simpático besteirologista, especialista em descruzar palavras cruzadas, também é conhecido como Wellington Nogueira, fundador da ONG Doutores da Alegria.

Mais procurado que dente em boca de banguela, recentemente foi entrevistado pela Isabel Clemente, da revista Época, que quis saber sobre inspirações e episódios marcantes em sua carreira besteirológica nos hospitais.

Separamos três momentos especiais da entrevista, que refletem muito este trabalho e o nosso principal habitat: o hospital.

Isabel: É preciso estudar muito ou bagunçar mais? Que pessoas inspiram o senhor?
Precisamos encontrar o meio termo porque um complementa o outro. Estudar desenvolve o intelecto, e bagunçar, a habilidade prática. Tenho muitas inspirações. A maior inspiração, que está em primeiro lugar, são as crianças que encontro nos hospitais. Há 23 anos atuo nisso e até hoje elas me surpreendem com sua sabedoria. Não sei como cabe tanta sabedoria em pessoas tão pequenas. Nunca mais vou me esquecer da menina que disse “olha só, esta noite choveu flor!”, diante de flores caídas na calçada. Certa  vez, um menino de sete anos elaborou a perda de uma perna assim: “eu fiquei muito bravo, mas o médico conversou comigo e disse que eu vou ter uma prótese de plástico. Vou andar e fazer quase tudo que eu fazia com essa nova perna e, o mais legal, é que nem todo mundo vai ver. Já pensou se fosse a cabeça?”. A hora que ele falou isso, pensei “eu tenho muito o que aprender ainda”. Mas os grandes palhaços que abriram caminho pra nós também são importantes inspirações, como o Carequinha, o Manoel da Nóbrega, o Ronald Golias, o Renato Aragão. São tantos.

O senhor pode contar um episódio que tenha feito você rir?
O da cabeça de plástico me fez rir de me emocionar. Primeiro porque o menino com essa fala acalmou todo mundo à volta dele que estava pensando como ele enfrentaria a perda de uma perna. A sala inteira irrompeu numa gargalhada de alívio. Havia uma sensação de gratidão por ele ter falado aquilo, algo emanado diretamente do coração de um menino de 7 anos de idade. Eu nunca vou me esquecer desse moleque. Ele transformou o sentimento e o sofrimento com um discurso sincero.

Dr. Zinho no hospital

E outro que tenha feito o senhor chorar?
Uma vez, vi uma criança chegar de um atropelamento muito debilitada. Ela ficou um mês e meio dentro do hospital, que era um pavilhão de ortopedia. Um dia, a mãe disse “que bom que você está tendo alta pra voltarmos pra nossa casa”. A casa ficava embaixo de um viaduto, e a menina não queria ir embora porque no hospital ela comia cinco vezes por dia e ainda brincava. Mais do que me fazer chorar, me revoltou. Infelizmente, a gente vê histórias assim. E quando deparo com crianças que vão parar no hospital por um acidente doméstico que podia ter sido evitado. Tem muita criança que cai da laje empinando pipa ou brincando. Certa vez, vi esse menino forte, bonito, que ficou neurologicamente avariado pra sempre. Nunca mais seria normal por causa do golpe na cabeça. Por uma bobagem… Esses casos me fizeram levantar essa bandeira pra alertar pais, mães e escolas sobre as possibilidades de acidente, porque às vezes é uma bobisse que ceifa a vida de uma criança de forma irreversível. Isso sempre me entristece.

A entrevista completa você encontra aqui.

Johnson & Johnson do Brasil reconhece histórias de carinho

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Você faz a diferença para um Brasil melhor ou conhece alguém que faz?

 Pelo contato que temos com os amigos, entusiastas e admiradores dos Doutores da Alegria, sabemos que muitos de vocês disponibilizam seu tempo para a realização de atividades que beneficiam sua comunidade. Boa ação, atividade voluntária, doação – seja qual for o nome que você dê – queremos saber sua história. Convidamos você a participar do concurso Campeão do Carinho, promovido pela Johnson & Johnson, que vai celebrar histórias de carinho de brasileiros que fazem a diferença e instituições de saúde. 

Wellington Nogueira, fundador dos Doutores da Alegria, já contou a sua história de carinho!

O concurso vai reconhecer histórias incríveis protagonizadas por pessoas comuns que dedicam tempo e esforço para impactar e mudar positivamente outras vidas. Os selecionados serão embaixadores do carinho, compartilhando suas histórias e inspirando outras pessoas no mundo inteiro. As onze melhores histórias de carinho vão compor a Seleção do Carinho, do técnico Raí (embaixador da campanha), e serão divulgadas para inspirar o Brasil inteiro. 

As inscrições podem ser realizadas até o dia 11 de abril de 2014 no site www.careinspirescare.com/br/campeoesdocarinho/brasileiros. 

A partir do dia 23 de maio, o público ajudará escolher os três craques da Seleção do Carinho, que irão receber um troféu e um pacote de viagem, com direito a um acompanhante e dois ingressos para a grande final da Copa do Mundo da FIFATM, que acontece dia 13 de julho no Rio de Janeiro. 

No princípio era uma palavra

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Você já parou pra pensar de onde surgiu o seu nome?

Você já deve ter feito essa pergunta para os seus pais ou avós. E eles possivelmente te contaram que seu nome tem algum significado especial, que foi cuidadosamente pensado enquanto você ainda nem tinha chegado ao mundo. Ou então que ele surgiu em um susto, em um tropeço! – igual àquelas ideias brilhantes que nos tiram o fôlego de vez em quando.

Layla. Tamara. Arilson. Ou seus nomes de palhaço: Pororoca, Tan Tan e Dr. Ado.
Bonitos, né?

E o nome Doutores da Alegria? De onde surgiu?
- “Foi numa madrugada de maio de 1991. Eu tinha que apresentar o projeto a um possível patrocinador.”

Quem conta a história é o próprio pai: Wellington Nogueira, nosso fundador.

“Estava tudo escrito, menos o nome do dito cujo… Foi quando li a declaração de uma mãe atendida pelos palhaços do Clown Care Unit, em Nova York, que dizia que eles eram verdadeiros “doctors of delight”. Em português: doutores da alegria.

E ele pensou: o que é que um palhaço tem que garantir no hospital?

- “Alegria! Doutores da Alegria… Acho que é legal…”

“Escrevi o nome no papel e li em voz alta… Ficou claro que não seria Doutores do Riso, ou do Sorriso, porque essas eram formas de manifestar a alegria, algo simples que não necessariamente tem que desembocar em uma explosão de gargalhadas. Sutil, marcante e delicado.” 

Pegou! Vinte e dois depois, ainda faz sentido? E o seu nome, faz sentido pra você?

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