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A gente acaba vivendo, vendo, conhecendo “muntha” coisa dentro do hospital como Besteirologista (Pessoa Fictícia) e como artista (Pessoa Jurídica). E pra onde vão essas coisas? Será que empurramos por debaixo da porta ou escondemos dentro de alguma seringa? Será que deletamos ou apagamos tudo pra dizer que não vimos nada? A vida passa e o que fica? Alguns fazem análise pra entender os outros e nem sequer comentam, e nós podemos contar aqui a vocês essas “munthas” coisas que às vezes nos marcam tanto.

Vejo muita gente fazendo tatuagem e marcando no corpo a sua vontade, mas no hospital algumas marcas deixam sua história sem a nossa própria vontade e elas não vão ser aquelas que fazemos questão de mostrá-las. Falo disso porque um dia, e não faz muito tempo, andava na rua tentando fazer do meu domingo um dia mais marcante na semana e dei de cara com um jovem e uma menina no braço mostrando a quem passava a marca de sua cirurgia na barriga e pedindo ajuda. Olhei, e aquela imagem me fez sair do domingo e lembrar das imagens que viram brincadeira, pois a criança esquece que está no hospital quando vê um Besteirologista. Das que a gente guarda na lembrança como um encontro abastecedor que vira história especial pra contar. E daquelas de que nosso olhar “rastreador” quer ver e faz o que bem quer com ela.

Isso nem sempre entra no cálculo do nosso tão raro tempo, assim como eu não sabia que ia pensar nisso naquele domingo, então, parece que a vida vai riscando no corpo aquilo que faz a gente perceber, parar e pensar… Aquela “tatuagem” no corpo daquele pai me fez pensar nas marcas que viram histórias no nosso corpo e pra não perder essa marca faço dessas palavras a marca, a tatuagem, daquele dia.

Dr. Lui (Luciano Pontes) e Dra. Monalisa (Greyce Braga)
Doutores da Alegria Recife