Até 2016!

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O Blog dos Doutores da Alegria faz uma pausa para recarregar as baterias, fazer tosa e banho e pendurar as chuteiras.

feliz 2016 - luciana serra

Quem ficar com saudade pode rever as melhores histórias de 2015 aqui ou percorrer as páginas do Blog com tantas outras histórias e reflexões.

Em 2016 teremos ainda mais histórias do dia a dia nos hospitais, contadas pelos besteirologistas, e textos diversos escritos pelos nossos mais novos colunistas.

Desejamos a todos um final de ano com boas lembranças do que passou e com novos e vibrantes desejos para o ano que vem aí.

Feliz 2016! 

feliz 2016 - lana pinho

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Retrospectiva: 2015 foi assim

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O ano nos reservou histórias e momentos marcantes. Delicados e emocionantes. Raros. Alguns tensos, assustadores. Outros engraçados, transformadores. 

Aqui no Blog os palhaços contaram mais de 100 histórias que os marcaram nos hospitais. Também teve textos reflexivos sobre alegria, saúde, arte… Palavras que compõem o mundo que nos rodeia, e que tem rodado tão rápido. Neste espaço buscamos uma pausa para a leitura, para entregar e dividir com você momentos que nos marcaram. A escrita nos ajuda a manter o passo.

Os melhores momentos de 2015

Saudade de uma internação

Começamos o ano contando sobre a saudade que ficamos de alguns pequenos pacientes que não encontramos mais nos hospitais.

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Obrigado, Sacks!

Em março falamos da revelação do neurologista e escritor Oliver Sacks sobre sua doença. Grande inspiração, para nós, Sacks descobrira um câncer em sua fase terminal. Ele faleceu em agosto, aos 82 anos.

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Um olhar além

A força dos encontros e como eles podem afetar o nosso corpo é a base conceitual do nosso trabalho. Falamos sobre como a alegria ativa o corpo humano e traz benefícios para a saúde. Talvez seja a própria saúde.

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A música me salvou

A arte em forma de música salvou a vida de uma criança. Lançamos a bandeira do acesso à arte como um direito básico e universal, inclusive para as populações mais vulneráveis, como dissidentes de guerras e pacientes em hospitais públicos.

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Imagine um hospital que…

Falamos sobre um experimento que uniu mais de 600 pessoas de nacionalidades diferentes em busca de um sistema de saúde que atenda às necessidades contemporâneas, com novas forças sociais, econômicas, tecnológicas e epidemiológicas.

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Se algum dia me vir chorando

Nem sempre os besteirologistas são queridos à primeira vista. Naquele dia, precisamos ir além da máscara do palhaço pra fazer a pequena paciente acreditar que por trás daquele nariz havia um ser humano que também era chorão.

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Diário de um pequeno rebelde

Em abril contamos sobre um jovem que insistia na agressividade com os palhaços. Talvez ele apenas precisasse de carinho.

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Histórias de mães

Maio foi o mês das mães. Pedimos a elas que contassem histórias especiais com seus filhos em hospitais. Foram 25 histórias que só podiam ser escritas por mães <3

+ > veja a série de histórias

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Quando a vida real invade a ficção

A Dra. Pororoca ficou gravidíssima esse ano. Ela conta como trabalhou em trio, dois adultos e um bebê na barriga.

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Os dois lados da mesma esquina

Contamos sobre um daqueles momentos que nos pegam de calças curtas. A senhora pedia um abraço pois o neto havia partido.

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O fantástico leilão do Mateus

O Mateus é um jovem paciente da UTI Pediátrica do Hospital do Mandaqui que nos conhece há muito tempo. Ele resolveu presentear cada palhaço com algo muito especial.

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A doença vale a pena

Será possível encontrar algo de precioso na doença? Algo que a faça valer a pena?

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Uma história sobre o inevitável

O que a iminência da morte pode nos provocar, nos ensinar? Aquela visita nos tocou profundamente.

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Essa nossa dúvida

Que função social o palhaço cumpre hoje nos hospitais públicos? Dia a dia questionamos que outros elementos – no campo objetivo ou no campo dos afetos – merecem a intervenção artística. 

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Quer mais histórias?

Percorra o Blog dos Doutores da Alegria para ver outras histórias sobre o nosso trabalho. E depois nos conte: qual foi sua história preferida em 2015? Em 2016 tem mais!

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Enfim, formados

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24 jovens são agora artistas com formação na linguagem do palhaço. Palhaços profissionais.  

E eles saem da Escola dos Doutores da Alegria, após dois anos intensos de formação, para ganhar o mundo. Além da técnica, esses jovens trazem uma bagagem crítica e reflexiva essencial para o pensamento artístico. Foram mais de 1.800 horas de aulas diárias na sede da ONG.

Assim como as cinco turmas anteriores, os jovens do Programa de Formação de Palhaço para Jovens continuam conosco em um terceiro ano de acompanhamento. Tão perto, tão longe.

Na última semana, seus familiares foram convidados para uma noite emocionante em nossa sede, celebrando a sua formatura. Os festejos começaram com uma divertida apresentação dos formadores da Escola, que acompanharam toda a trajetória dos alunos.

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Logo após, Wellington Nogueira, fundador da ONG, falou brevemente seguido de Heraldo Firmino e Daiane Barbieri, coordenadores do programa. Todos destacaram a importância de uma profissão como a do palhaço.

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“Hoje temos a alegria de colocar mais uma turma no caminho lindo que é a arte. Lindo e ao mesmo tempo muito sério, porque como diz o filósofo, quanto maior o conhecimento, maior a responsabilidade… Dividimos muitas coisas nestes dias em sala de aula e muitas vezes fora dela e somos hoje, e posso dizer com muito orgulho, colegas de trabalho! Unidos por um pensamento que nos faz seguir adiante! Hoje fechamos um ciclo e olhamos pra frente carregando tudo que foi conquistado até aqui”, iniciou Heraldo Firmino sob os olhares atentos e emocionados da plateia.

“Jovens palhaços, aprendemos muito com vocês, muito mesmo! Dividimos uma vasta beleza de olhares, compartilhamos paixões e mistérios imperfeitos. O palhaço é recheado de tudo o que se possa imaginar, sua lógica desafia a lógica vigente porque questiona o que todo mundo julga estar correto e aponta outro olhar. Quero agradecer aos pais, familiares e amigos por confiar seus filhos ao nosso convívio, por acreditar no sonho deles e, mesmo às vezes não concordando, respeitar, pois no fundo o que qualquer pai e mãe querem para seus filhos é que sejam felizes. Por que nossos filhos não podem querer uma coisa diferente pra sua vida? Podem e devem!”, finalizou.

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O aluno Guilherme Wander fez um belo discurso em nome da sexta turma. O texto foi escrito pela também formanda Fernanda Lopes. Ele relembrou momentos marcantes do curso, agradeceu aos formadores e mostrou ansiedade pelo que vem pela frente.

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Antes da entrega dos canudos, houve a exibição de alguns vídeos feitos pelos próprios alunos, além de um filme especial sobre a circulação do espetáculo “Enfim, sãos” produzido pela formadora Roberta Calza.

A noite terminou com os jovens artistas devidamente diplomados e prontos para encararem o mundo sob a lente do palhaço. Veja as melhores fotos da formatura.

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Viva! E que venha a nova turma!

Sem mais tchaus

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O garoto tem aproximadamente dois anos e está há vários meses internado.

Seu estado oscila bastante. Sabemos quando ele está bem (ou menos pior) por meio de uma reação bem precisa do garoto: o berro desenfreado, estridente e descontrolado que ele emite a cada vez que lhe dizemos “tchau”.

tchau

Quando sua reação é o grito, ele está em seus melhores dias. Caso contrário, seu abatimento é visível e desconsolador. O problema é que, nos melhores dias, o tradicional e ensurdecedor berro tira a paciência da mãe e de seus vizinhos de quarto. 

Para evitar o incômodo, nós, palhaços, decidimos não mais dizer “tchau” e nem esboçar qualquer menção à nossa despedida. Assim, cada vez que temos que sair do quarto, acabamos por camuflar nosso “tchau” em uma série de “ois”.

tchau

Conseguimos ir embora como se estivéssemos chegando. Por incrível que pareça, essa astúcia absurda tem dado resultado: os gritos e choros do garoto diminuíram.

Dr. Zequim (Nereu Afonso)
Hospital Geral do Grajaú – São Paulo

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Premiações consagram artistas do teatro infantil e jovem

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O final do ano trouxe prêmios importantes para o teatro paulista e consagrou o trabalho de artistas que fazem uso da máscara do palhaço em cena.

Três artistas que integram o elenco do Doutores da Alegria foram premiados:

Ronaldo Aguiar (Dr. Charlito): prêmio Femsa de melhor ator em “Simbad, o navegante”

simbad o navegante

 

David Tayiu (Dr. Daduvida) e Sandro Fontes (Dr. Sandoval): prêmio APCA de melhor espetáculo de palhaçaria por “Antes do dia clarear”

antes do dia clarear

Além disso, a peça “Refugo urbano”, recomendada aqui no Blog, venceu na categoria “sustentabilidade” pelo uso criativo de sucatas e material reciclado.

refugo urbano

O prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) e o Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem, com patrocínio exclusivo da Coca-Cola Femsa (Prêmio Femsa), têm diferentes categorias de premiação e grande importância para o teatro paulistano.

“Esse prêmio veio para legitimar meu trabalho e afirmar que realmente faço parte de São Paulo. A premiação [Femsa] é muito importante para todos que trabalham com teatro infanto-juvenil, não é apenas uma formalidade. Estou muito feliz”, conta o pernambucano Ronaldo Aguiar.

Parabéns a todos!

Payazos en rede

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Em outubro, fui para uma imersão besteirológica de cinco dias em Buenos Aires. 

Junto com a artista formadora Roberta Calza, levamos a metodologia da Escola dos Doutores da Alegria para o grupo Alegria Intensiva, que atua em oito hospitais locais. 

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Além das oficinas artísticas, acompanhamos alguns palhaços e coordenadores do grupo em dois hospitais. Discutimos muito sobre a natureza do trabalho, os programas de formação que temos no Brasil (Formação de Jovens, Palhaços em Rede) e sobre a promulgação da lei que recentemente instituiu a presença obrigatória de palhaços atuando nas pediatrias da Argentina. 

Neste texto quero falar sobre esse último tópico.

A lei determina que hospitais públicos da província de Buenos Aires serão obrigados a ter artistas especializados na arte do palhaço para a reabilitação de pacientes. 

A questão é muito delicada, pois envolve um trabalho que de fato é pouco conhecido com profundidade pela sociedade. Somente após a promulgação da lei, dois grupos foram chamados para pensar o treinamento e a seleção de todos os artistas que atuarão em hospitais. 

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Estão previstos dez meses de formação para o início das atividades e os perfis de intervenção divergem. Assim como no Brasil, há grupos profissionais e grupos voluntários atuando com diferentes abordagens. O Alegria Intensiva seleciona palhaços profissionais com formação (3 a 15 anos de experiência) para seu elenco; o Payamédicos, por exemplo, é composto por voluntários que visitam pacientes internados sem formação artística e sem treinamento contínuo, recebem apenas uma orientação. Há muitas questões a serem discutidas e articuladas. 

Qual o perfil desse palhaço? Qual a sua função artístico-social? Ele faz a paródia do médico (autoridade) ou entra sem jaleco (homem comum)? Qual é o seu roteiro no hospital e que tipo de informação troca com a equipe de plantão? Há uma formação artística e uma orientação básica para a atuação no hospital? 

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O desejo do Alegria Intensiva é o de garantir essa formação para os interessados; sua preocupação é em como regulamentar essa atuação adequada e dentro do conformes previstos na lei. 

Para isso, querem iniciar diálogos com outros grupos que atuam na Argentina e discutir quais as necessidades desse trabalho por lá. Recomendei a eles que participem do Healthcare Clowning International Meeting 2016, um congresso com lideranças internacionais que discutirá, ano que vem em Lisboa, o trabalho do palhaço em hospital.

Um olhar para dentro e outro para fora! E o intercâmbio com Doutores da Alegria certamente foi um passo nesse sentido.

Banda Calypso Nervoso

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Todo mundo sabe que o hospital já não é mais aquele. Hoje em dia, diversas ações fazem parte da recuperação dos pacientes.

Além da visita dos besteirologistas, os pacientes recebem contadores de histórias, cachorro e até gente famosa.

E fofoca vai e fofoca vem, quem apareceu para uma visita tsunâmica foi a Banda Calypso Nervoso, com Svenzaelma e Chimbinhagrud desmentindo tudo que a mídia vem dizendo sobre separação do casal.

svenzaelma e chimbinhagrud

A verdade, contaram, é que a vocalista seguirá carreira solo e que eles estão à procura de uma substituta para o seu lugar. O resto é fofoca! 

A presença deles causou muito rebuliço. As pessoas não se aguentavam e caíam no ritmo! E teve até competição de dança! O grande momento veio ao som do aclamado sucesso nacional “Cavalo Manco”:

“Um passinho pra frente
Um passinho pra trás
Mexendo os ombrinhos
E bate-cabelo!”

Pra quem não conhece, o tal bate-cabelo é aquela velha jogada de cabelos de frente pra trás. Teve candidata que batia cabelo e fazia pose de ballet clássico, de Carmem Miranda, teve até quem ficasse tonta.

No final a decisão foi difícil… Mas podemos afirmar que houve empate técnico entre todas as participantes de plantão! Ufa! 

Dr. Dud Grud (Eduardo Filho)
Hospital Barão de Lucena – Recife