Doutores recomenda: Se fosse fácil não teria graça (SP)

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Nando Bolognesi, ou Palhaço Comendador Nelson, integrou o elenco do Doutores da Alegria há alguns anos.

Aos 21 anos, ele descobriu ser portador de esclerose múltipla. Hoje, aos 46 anos, ele traz para o palco o espetáculo Se fosse fácil não teria graça, em que relata como superou as dificuldades da doença degenerativa e incurável. Para isso, ele usa a experiência como palhaço na vida real para contar, de maneira emocionante e divertida, como tem enfrentado as situações mais corriqueiras.

Nando provoca risos e emoção ao mostrar como dificuldades podem ser transformadas em alegrias, desafios e realizações, e convida a refletir sobre a vida, a morte e a existência humana.

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Onde, quando?

Quintas-feiras, até 4 de agosto (exceto dia 30/06), às 21h
Teatro Tucarena – Rua Monte Alegre, 1024 – Perdizes, São Paulo
Duração: 80 minutos
Indicação de faixa etária: 14 anos
Capacidade: 176 lugares
Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia entrada) e R$ 10 (estudantes, professores e funcionários da PUC)
bilheteria: terça-feira a domingo das 14h às 20h
www.ingressorapido.com.br 
(11) 4003-1212

Se não somos doutoras, somos o quê?

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No final do corredor do hospital, avistamos um menino brincando sozinho. Claro que fomos até ele.

- O que vocês estão fazendo aqui?, ele perguntou.
- Ué, viemos te atender, nós somos doutoras!, responderam prontamente as besteirologistas Mary En e Svenza.
- Mas e esse nariz aí?
- Ué, já nascemos assim. Você também não tem nariz?
- Mas não é um nariz de verdade. E vocês não são médicas!

- Então, se não somos médicas, somos o quê?

Elas esperavam a resposta clássica – “palhaças!” – quando ele surpreendeu:
- Bonecas! 

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As duas se olharam com a maior vontade de rir. Sabendo da sua condição de “não médica”, e agora “não palhaça”, mas “boneca”, Mary En pegou seu apito.
- Bonecas apitam?, perguntou ao menino. 

Ele balançou com a cabeça que sim. Mary En começou a apitar em todo lugar.
- Bonecas dançam?
- Sim!

E as duas se puseram a dançar. O garotinho ficou olhando as duas irem embora pelo corredor; presos, os três, pelo olhar e pela imaginação: as palhaças dançando e apitando, e ele observando de longe.

Quando elas já estavam sumindo de sua vista, ouviram ele dizer à enfermeira:
- Elas são bonecas!

Dra Mary En e Dra Svenza (Enne Marx e Luciana Pontual)
Hospital Universitário Oswaldo Cruz/Procape – Recife

Rapidinhas do Hospital do Mandaqui

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Dr. Valdisney conversava e cantava com o paciente na UTI quando ouviu a pérola:
- Valdisney, atualiza! Só canta coisa velha…

Agora o menino está introduzindo o palhaço no universo da música sertaneja. É só modão! É nóis no arrocha!

Proposta para harmonizar o ambiente hospitalar

Os seguranças ficam nos andares vigiando. Ficam ali parados. Propomos que, durante a vigília, eles possam tocar um instrumento ou pintar um quadro, trabalhos artísticos que ajudariam a passar o tempo e, ao mesmo tempo, manter o ambiente agradável. 

Nossa próxima meta será implantar esse sistema no hospital. A gente sabe que é coisa de palhaço!

Desenvolvimento da ciência besteirológica

Os cientistas besteirológicos do Hospital do Mandaqui, Dr. Valdisney  e Dra Greta, depois de muito tempo passando pelas salas de inalação e ouvindo aquele barulhinho de panela de pressão, desenvolveram uma inalação com cheiro de feijão. Assim a criança vai se sentir em casa. 

E já está sendo considerada uma das maiores e melhores invenções besteirológicas do ano de 2016. Parabéns para a equipe! 

Não me sai da cabeça

Estávamos com Mateus na UTI. Valdisney pegou seu pequeno pente e começou a pentear o cabelo. 

- Esse seu pincel é muito pequeno! – disse o menino, gargalhando.
- Não é pincel, é pente, prontamente retrucou a Dra Greta.
- É que eu tô tão “coisado” com a pintura que eu vejo pincel em tudo! 

Em tempo: pra quem não sabe, Mateus pinta quadros muito bonitos

Lindões

Atendemos durante muitos dias uma paciente que fazia qualquer coisa para que não fôssemos embora do quarto dela. Até nos chamava de “bonitos… só que não!” e ria muito. E claro, a gente sempre ficava um tempo a mais.

 

Dr. Valdisney (Val Pires)
Hospital do Mandaqui – São Paulo

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Já fazia um tempo que eu, Dr. Cavaco, estava de férias, na prateleira, empoeirado, esperando um chamado. Eis que surgiu a oportunidade.                 

Cheguei junto com Dr. Marmelo na enfermaria do IMIP e encontramos uma garotinha de seus quatro anos chorando bem alto, sentadinha no colo da mãe. Ela olhou para nós, parou de chorar, respirou fundo, e voltou a chorar bem alto! As outras sete crianças, com seus respectivos acompanhantes e enfermeiras, pareciam não aguentar mais aquele chororô.

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Dr. Marmelo começou examiná-la, procurando a causa daquele vazamento de lágrimas, e a mãe dela ria da situação dizendo que também não sabia do que se tratava. Comecei então a fazer um exame sovacal na garota e logo encontrei a causa: bexiga solta em seu sovaco. 

Começamos a examinar a bexiga e vimos que ela estava murcha. Resolvemos esticá-la pra ver se melhorava. Marmelo segurou uma ponta, eu segurei na outra ponta e fomos esticando, esticando, até que o tonto soltou a bexiga, dando uma estilingada na minha mão, me fazendo chorar mais que a menina! Foi aí que ela parou de chorar e começou uma risada muito boa de ouvir!

Mas não parou por aí. Fui dar uma bronca no Marmelo por sua trapalhada e, quando levantei meu braço para apontar o dedo naquele nariz vermelho, meu ombro saiu do lugar. Isso mesmo, um deslocamento real, sem brincadeira. Acho que estava meio enferrujado de tanto tempo parado… Logo que percebi, disfarcei a dor, me despedi das pessoas e Marmelo me ajudou a entrar na sala das enfermeiras. 

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Cheguei com muita dor e elas continuavam a rir, pensando que era palhaçada, que eu estava fingindo. Somente quando tiramos o nariz – isso mesmo, gente, é um hábito nosso tirar o nariz quando precisamos falar sério – foi que elas acreditaram e rápido vieram me ajudar. Sentei na cadeira e, depois de uns minutos, consegui colocar o ombro no lugar. É que já tenho experiência com isso, sou quase um super-herói como o homem elástico, o problema é que não consigo controlar estes “poderes”. 

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Minha pressão começou a baixar por conta da dor, minha visão foi escurecendo, pensei que eu ia desmaiar! As enfermeiras me levaram para a maca, ficaram abanando com lençóis (me senti a Cleópatra no Egito), mediram a pressão e até furaram meu dedo pra fazer testes. Viram que a minha glicose estava baixa e logo me trouxeram um chocolate para ajudar a subi-la. Adorei esse remédio! A tangerina também! Depois chamaram a Dra Flávia e ela pediu que eu ficasse deitado em observação. Marmelo ficou observando com os olhos tão abertos que até encontrou um ovo na minha maca.

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O corredor estava cheio de crianças batendo na porta, querendo saber o que aconteceu com o Cavaco. Dr. Marmelo foi até lá e explicou que tudo aconteceu porque eu estava grávido, mas depois de botar o ovo, eu estava bem melhor e teria que ir para casa, conforme orientação médica.

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Mas fiquem tranquilos! Eu já estou ótimo! Passei na oficina para apertar os parafusos. Gostei muito de como fui atendido pela equipe de plantão e deixo um agradecimento especial a todos que estão no hospital trabalhando com carinho e prontos para ajudar até um besteirologista necessitado!

Dr. Cavaco (Anderson Machado)
Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira – IMIP (Recife)

Tranca a porta e segura!

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Com o tempo seco e a chegada do frio, as internações aumentaram na Pediatria Infantil do Hospital do Grajaú. 

Os problemas respiratórios e os casos de gripes complicadas foram os principais responsáveis pela lotação das alas infantis. A Rose, que trabalha na ouvidoria do hospital e fica sempre de olho nas doutoras Emily e Xaveco, avisou que os profissionais que ali trabalham com as crianças deveriam tomar a vacina que protege contra a gripe H1N1.

E para garantir que as duas não fugissem da agulhada, Rose as acompanhou até o local da vacinação.

- É vacina de gotinhas? Bem docinhas?, quis se certificar Dra Xaveco.

A enfermeira, mais esperta que as duas juntas, se esquivou da pergunta e Xaveco, meio tonta como sempre, não entendeu e entrou na salinha. Ao perceber que receberia uma agulhada, fez aquele escândalo.

- Tranca a porta e segura!, todos gritaram.

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Dra Emily ajudou na missão de fazer a parceira ser vacinada e, quando chegou sua vez, explicou com muita propriedade:

- Eu não preciso.
- Por quê?, perguntou a enfermeira.
- Porque eu já tomei.
- Ahh… Então tá certo. Quando você tomou?
- Ano passado!, respondeu Emily.

Todos na salinha perceberam o truque e, enfim, tiveram que recorrer à mesma técnica usada com Xaveco.

- TRANCA A PORTA E SEGURA!

É, vida de besteirologista não é fácil.

Dra Xaveco Fritza (Val de Carvalho)
Hospital Geral do Grajaú – São Paulo