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A recomendação cultural desta semana traz um ator e palhaço que integra o Doutores da Alegria desde 2006.

Restauração - Lana Pinho-1

Arilson Lopes é coordenador artístico da unidade Recife e atua nos hospitais da cidade como Dr. Ado. Mas além da Besteirologia, Arilson também comemora os 15 anos do Coletivo Angu de Teatro, grupo atuante da cena teatral recifense que leva para o palco questões sociais, psicológicas e políticas, questionando valores de uma sociedade conservadora. Entre suas criações está Angu de Sangue, uma adaptação do premiado escritor Marcelino Freire.

De 29 de junho a 15 de julho, o grupo traz a Maratona Angu, uma mostra de seu repertório, ao teatro da Caixa Cultural Recife. O repertório inclui os espetáculos Angu de Sangue, Ossos e Ópera, além de oficinas gratuitas sobre técnica e pensamento teatrais que orientaram a trajetória do coletivo.

coletivo angu (2)

A Caixa Cultural fica na Avenida Alfredo Lisboa, 505, no Recife Antigo. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia entrada) e podem ser retirados na bilheteria (telefone (81) 3425-1900).

MOSTRA DE ESPETÁCULOS

Angu de Sangue – 29 e 30/06 às 20h e 1/07 às 17h e às 20h
(sessão das 17h com tradução em libras)
Multimídia, o espetáculo Angu de Sangue nasceu em 2004. De lá até aqui, a companhia já realizou dezenas de apresentações pelo país, sempre com o forte tom dramático que marca a produção literária do escritor pernambucano Marcelino Freire. As dez histórias que ganham o palco despertam emoções fortes na plateia, sugerindo questionamentos sobre solidão, desigualdade social, descaso e preconceito no cotidiano das grandes cidades.

Ossos – 6 e 7/07 às 20h e 8/07 às 17h e às 20h
(sessão das 17h com tradução em libras)
A obra de Marcelino mereceu mais um espetáculo do Angu (2016). Em Ossos, o espectador vivencia uma história de amor, exílio e morte, a partir da viagem do dramaturgo Heleno de Gusmão, que sob o pretexto de entregar os restos mortais de seu amante aos familiares, percorre um caminho tortuoso de lembranças e reencontro com suas origens.

Ópera – 13 e 14/07 às 20h e 15/07 às 17h e às 20h
(sessão das 17h com tradução em libras)

Quatro histórias do autor e dramaturgo pernambucano Newton Moreno, marcadas por uma crítica social contundente e que estimulam o questionamento de valores e dificuldades do nosso tempo, ganham o palco com Ópera. Estreado em 2007, o espetáculo investiga as possibilidades de cruzamento estético entre homoerotismo/sexualidade e teatro, a partir do compromisso com a dramaturgia e com a linguagem contemporânea. O conto que empresta o nome ao espetáculo, por exemplo, trata de um caso de submissão amorosa mantida entre um cantor de ópera e um garoto de programa. É encenado como um melodrama, uma micro ópera pós-moderna, fragmentada e com recursos de metalinguagem.

OFICINAS

Os interessados devem enviar currículo e carta de intenção para o e-mail infos.angu@gmail.com.

Mexendo com o pós-dramático – 1/07 das 9h às 13h
inscrições encerradas
Sob a orientação do diretor e cenógrafo do grupo, Marcondes Lima, e do ator Ivo Barreto, a oficina está estruturada nas dinâmicas de trabalho desenvolvidas pelo Coletivo, a partir de textos não escritos para teatro. A atividade de caráter prático, com abertura para reflexões e estudos teóricos, é voltada para atrizes, atores, diretoras e diretores iniciantes. 

O pensamento dos elementos visuais na cena – 8/07 das 9h às 13h
inscrições até 4/07 – divulgação dos selecionados em 6/07
Ministrado por Marcondes Lima, o minicurso vai compartilhar as sistemáticas de concepção dos elementos visuais (cenário, caracterização visual de personagens e iluminação) nos espetáculos do Coletivo, com enfoque maior sobre o trabalho em Ossos. Desafios criativos serão experimentados pelos participantes.

Operando sobre a arte da trucagem – 15/07 das 9h às 13h
inscrições até 12/07 – divulgação dos selecionados em 13/07
Exercícios práticos e estudos reflexivos sobre aspectos da cena queer, com foco no domínio de técnicas da arte transformista. É a proposta da oficina, que será facilitada por Marcondes Lima e pelo ator Arilson Lopes. Performers, estudantes de teatro, atores e atrizes profissionais, drag queens e simpatizantes do transformismo são o público-alvo da atividade.