Onde já se viu palhaço no hospital?

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Batemos na porta do quarto. Abrimos. O menino nos olha e diz:

- Eu não gosto de palhaço!
- Nós também não!
, respondemos. Onde já se viu palhaço no hospital? Que falta de absurdo! Ridículo! O que palhaço vai fazer no hospital?

E a conversa segue nesse ritmo. O menino não entendendo e acompanhando o raciocínio, se é que existia algum, nos olhando com cara de espanto e alegria.

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No primeiro dia fomos embora com o gosto do “não” na boca, no ar. Na outra visita já chegamos dizendo pra todo mundo que estava no quarto:

- Olha gente, ele ODEIA PALHAÇO, não gosta mesmo. 
O menino com cara de espanto. Continuamos:
- Mas o Dr De Derson e o Dr Valdisney… Ele adora!

O jogo foi entendido. De fato, o menino gosta muito de não gostar de palhaço. E, bem, a gente adora falar que ele gosta da gente. Com cara feia e carinho, cada encontro é um acontecimento.

Val Pires, conhecido como Dr. Valdisney no Hospital Santa Marcelina, em São Paulo.

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Da cura para o cuidado: precisamos falar sobre isso

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Depois de anos trabalhando como psicóloga em unidades pediátricas de cuidados intensivos, a americana Kathy Hull se deparou com uma enorme frustração. 

Durante sua carreira, viu muitas mortes indignas de crianças e tudo o que seus familiares tinham que suportar. Em 2004, Kathy fundou nos Estados Unidos o George Mark Children"s House, primeiro centro de repouso e cuidados paliativos para crianças.

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A área da Medicina que trabalha com cuidados paliativos vem pouco a pouco ganhando relevância no mundo. Trata-se de uma abordagem ou tratamento que melhora a qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doenças que ameacem a continuidade da vida.

A origem do cuidado é antiga: na Idade Média os hospices (hospedarias) eram comuns em monastérios, abrigando doentes, famintos, mulheres em trabalho de parto, pobres, órfãos e leprosos. Mais do que a busca pela cura, o objetivo era o acolhimento e o alívio do sofrimento.

O Reino Unido é referência na área. Em 1967, foi fundado o St Christopher"s Hospice, primeiro lugar a oferecer cuidado integral ao paciente, desde o controle de sintomas ao alívio da dor e do sofrimento psicológico. Hoje, há muitos centros como este na Inglaterra.

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Em um emocionante vídeo para o TED Talks, Kathy Hull conta algumas histórias de crianças que passaram pelo centro de repouso.

“Essas famílias estavam passando por alguns dos momentos mais dolorosos de suas vidas. Com certeza, pensei, deve haver um lugar melhor que a unidade de terapia intensiva de um hospital para as crianças no fim de suas vidas. Em vez de quartos luminosos e barulhentos de hospital, os quartos são silenciosos e confortáveis, com áreas de moradia para as famílias, jardins que são refúgios, e um maravilhoso playground externo feito especialmente para crianças com limitações físicas.”, conta ela.

 (clique para assistir e selecione, no canto da tela, a legenda em português)

É sabido que os cuidados paliativos diminuem custos dos serviços de saúde e trazem enormes benefícios aos pacientes e seus familiares. Aqui no Brasil, os primeiros serviços organizados, ainda de forma experimental, surgiram na década de 80. Segundo a Academia Nacional de Cuidados Paliativos, ainda há uma lacuna na formação de profissionais de saúde e um enorme desconhecimento sobre o tema. O atendimento paliativo é confundido com eutanásia e há uma barreira em relação ao uso de opioides, como a morfina, para alívio da dor. 

Em 2013, o Brasil ganhou seu primeiro hospice pediátrico, localizado em Itaquera, na zona leste de São Paulo. Fundado pela Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer (TUCCA), o Hospice Francesco Leonardo Beira atende à Oncologia Pediátrica do Hospital Santa Marcelina.

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São direcionados para lá os pequenos pacientes em estado terminal e que não possuem condições sociais e médicas de ficar em sua própria casa, necessitando de auxílio e cuidados especiais, em um ambiente com todos os recursos necessários e na companhia de seus familiares. O atendimento é gratuito.

“Poucas pessoas querem falar sobre a morte, e menos pessoas ainda sobre a morte de crianças.”, afirma Kathy Hull, enfática sobre a importância da abordagem dos cuidados paliativos. E finaliza: “A transição da cura para o cuidado é ainda muito desafiadora para muitos médicos, cujo preparo tem sido para salvar vidas, e não para gentilmente levar o paciente até o fim da vida. O que podemos controlar é como vivemos nossos dias, os espaços que criamos, o sentido e a alegria que causamos. Não podemos mudar o desfecho, mas podemos mudar a jornada.”

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Há oito anos, só sei que nada sei

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Quase oito anos de Besteirologia separam este relatório dos dias atuais.

É que a Dra Lola Brígida, que fez curso de Medicina por telefone e é especialista em alopatia, alôpávó e alôpámãe, escreveu o texto em 2009, quando trabalhava no Hospital Santa Marcelina, na zona leste paulistana.

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E como recordar é viver, entre outros clichês, nada melhor que reviver sua descoberta no campo da ciência íntima, psicológica e neurológica. Com vocês: Só sei que nada sei”

Só sei que nada sei

Já dizia o filósofo: Só sei que nada sei. Mas o que é o saber?
Saber ou não saber, eis a questão.
E a questão sempre antecede a boa resposta.
Uma boa resposta depende muito do tamanho do buraco que se tem no pensamento.
O pensamento parece uma coisa à toa, mas a gente voa quando começa a pensar.
Voar, voar, subir, subir. Tudo que sobe, desce. Na descida, escorreguei. Escorregando bati a cabeça.

A cabeça é a parte superior do corpo dos animais bípedes onde se situam normalmente o encéfalo e os órgãos dos sentidos da visão, audição, olfação e gustação.
A gustação muitas vezes causa água na boca. A boca não pensa; mastiga e beija.
Beijar é o ato de tocar com os lábios alguém ou alguma coisa fazendo uma leve sucção.
Sucção é o ato ou efeito de sugar. Sugar é o verbo preferido dos políticos corruptos.
Não se deixe corromper, já dizia minha avó.

Minha avó fazia um delicioso bolo de chocolate. O chocolate é o alimento preferido das mulheres na TPM.
A TPM já causou muitos divórcios. O divórcio é bom para quem quer trocar de marido.
Um marido é um namorado aposentado. A aposentadoria é o descanso de quem pode.
Quem pode, pode; quem não pode se sacode.

Sacudindo o corpo a moleza vai embora. Eu fui embora, meu amor chorou.
O choro é o alívio da dor. A dor possui quatro aspectos essenciais: localização, periodicidade, tipo e intensidade.
Intensidade é substantivo feminino singular. Singular é sinônimo de único. Único é o sapato do Doutor Mané.
O Doutor Mané foi pego pela carrocinha. A carrocinha leva cachorros abandonados ou semelhantes seres para a gaiola.
A Gaiola das Loucas é um filme que eu não vi.

Eu não vi o sapo na beira do rio de camisa verde morrendo de frio.
Frio é o clima que tem feito lá pras bandas de Itaquera.
Itaquera é um vocábulo tupi guarani. Ou tupi guaraná. O Guaraná Jesus é cor de rosa.
Rosa é a flor do amor. O amor é tudo o que sei e o que eu não sei.
Saber ou não saber. E chego à dura conclusão, meus coléguas:
Só sei que nada sei.  

Com essas humildes palavras pretendo ter provado a vocês a complexidade do complexo neuro psicológico de natureza íntima de um ser que possui não muito mais que dois neurônios em sua caixola. 

Dra Lola Brígida (Luciana Viavaca)
Hospital Santa Marcelina – São Paulo

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Último capítulo de novela une palhaços e revela mistério no hospital

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Um hospital, dois palhaços, uma equipe de profissionais de saúde. Enredo de novela mexicana. E um grande mistério.

Cinco anos depois da estreia de Intrigas, a Novela, finalmente saiu o quarto e último capítulo da saga dos besteirologistas Dr. Mané Pereira e Dr. Pinheiro. A trama gira em torno de um envelope que circula de mão e mão pelos corredores de um hospital. 

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A novela foi idealizada e produzida pelos próprios palhaços, que envolveram a equipe do Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, em uma grande brincadeira. As gravações foram feitas durante as visitas às alas pediátricas e tiveram uma pausa de cinco anos por conta do rodízio de palhaços em outros hospitais.

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Em 2016, Mané e Pinheiro retomaram os plantões neste hospital e puderam dar um fim à novela. Neste capítulo final chega a hora de descobrir o que tinha no envelope…

Veja os outros capítulos – todos sob a alcunha da Idiot Filmis!

E aí, conta pra gente o que você achou! Quem sabe os palhaços não se inspiram para criar outra novela?

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O caso do palhaço com poderes mentais

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Era manhã de segunda e a menina mantinha os olhos atentos nos palhaços. Dr. Mané se aproximou do seu leito e olhou discretamente a placa com o nome dela.

- Não precisa falar nada! Vou adivinhar seu nome, eu tenho poderes mentais!
- Tá!, ela prontamente respondeu.
- Qual é a primeira letra do seu nome?
- E.
- E, E…Elaine?, arriscou Mané.
- Não.
- Elizabete?, tentou Dr. Cavaco.
- Não.
- Eduarda!
- Acertou!, respondeu a menina, admirada.
- Você nasceu da sua mãe?, continuou Mané.
- Acertou!, respondeu Eduarda, agora maravilhada.

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Os pais riam da inocência.
- Você mora na sua casa?
- Acertou de novo!, disse encantada com os poderes do palhaço.
- Eu tenho poderes mentais…, respondeu Mané se gabando.

Então Eduarda perguntou: 
- Adivinha o que eu sei fazer? Começa com a letra L.
- L, L… Lamber sorvete?
- Não.
- L… Limpar a casa?, tentou Cavaco.
- Não. 
- Lutar karatê?
- Não.
- Levitar?
- Não.
- Levar a vó à igreja?
- Não.
- Levar a mãe na escola?
- Não.
- Lavar cueca?
- Não.
- Ler um livro?
- Não.
- L, L, L…Não sei, disse Mané desconsolado.
- Também não sei. L, L…, pensou Cavaco.
- O que você faz que começa com a letra L?, por fim perguntaram os palhaços.
- Escrever!

Todos os pais, as crianças maiores e principalmente nós, os palhaços, rimos muito! Que sabedoria!

Dr. Mané Pereira (Márcio Douglas)
Hospital Santa Marcelina – São Paulo

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Uma conclusão quase médica

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Já faz algum tempo, anos, pra ser mais impreciso, que percebo que, às vezes, numa enfermaria de hospital, algumas camas estão vazias. Sempre pensei que a criança tivesse saído para ir ao banheiro ou à brinquedoteca. Pois pasmem, não é nada disso.

Era uma manhã de segunda-feira e andávamos no lado esquerdo da enfermaria pediátrica, onde há quartos com seis leitos. Foi lá que nos deparamos com uma cama vazia. Havia apenas o cobertor e um brinquedo.

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Ficamos intrigados como o fato e perguntamos para as outras crianças do quarto:
- Tem alguém nesta cama?

As crianças responderam:
- Tem um menino aí! 

A cama estava vazia. Será que o paciente tinha fugido? Seria um truque da mente? Um sonho? Nós, Dr. Mané Pereira e Dr. Pinheiro, estávamos pensando em volta da cama quando surgiu o doutor Tito, médico do Hospital Santa Marcelina.
- O que os senhores acham?, perguntou ele.

Para não parecer mais ignorante, respondi à pergunta dele com outra:
- O que o senhor acha, Dr. Pinheiro?
- Prefiro não comentar!
, respondeu o besteirologista, cauteloso.

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Então nós três observamos a cama, refletimos, nos olhamos e concluímos:
- Acho que o filho do Homem Invisível está bem!
- Sim, vamos dar alta pra ele, prontamente disse o Dr. Tito.
- Só se for imediatamente ou já!, acompanhou Pinheiro.
- Que bom podermos discutir este tipo de caso raro na Medicina…, finalizou o médico. 

Então pensei em algo inteligente para concluir:
- Colegas, a Besteirologia é baseada em evidências. 

Quando olhei para o lado, eles tinham ido embora. Inclusive o menino invisível. 

Dr. Mané Pereira (Márcio Douglas)
Hospital Santa Marcelina – São Paulo

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Observações

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O garoto tinha vindo com o pai do Amapá para tratar o câncer do garoto. Conversávamos trivialidades enquanto o garotinho nos observava seriamente.

- Quer dizer que o senhor é do Amapá?, perguntou o Dr. Mané Pereira.
- Sim!, respondeu o garoto.
- E em que cidade o sr. mora?
- Na capital.

Dr. Pinheiro entrou na conversa.
- São Paulo?
- Não! Na capital do Amapá!

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A resposta botou os palhaços pra pensar. 

- Dr. Pinheiro, o senhor sabe qual é a capital do Amapá?, indagou Mané.
- Sei.
- Então?
- Então o quê?

- Qual é a capital do Amapá?
– Vatapá.
- Não!
, gritaram Mané e o garotinho.

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Ele continuou:

– É Macapá!
– Vai capá?, perguntou Pinheiro.
– Não, Pinheiro! É Macapá, você não estudou, não?
– Estudei, mas eu era ruim em Geometria.

- É Geografia! Que burro! – e deu uma boa gargalhada. 

Outro encontro bonito não se deu com a gente, mas perto da gente. Estávamos na Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer (Tucca), que fica dentro da área do hospital, e falávamos com a equipe de Enfermagem quando vimos uma garotinha de uns seis anos indo até outra da mesma idade que recebia quimioterapia. 

A primeira explicava para a segunda, que era recém chegada ao hospital, os efeitos da quimio, onde doía, o que iria acontecer com o cabelo e, por último e não menos importante, onde brincar e como ela brincava. E nós só observávamos. 

Dr. Mané Pereira e Dr. Pinheiro (Márcio Douglas e Du Circo)
Hospital Santa Marcelina – São Paulo

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O que vem antes

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Depois de uma manhã de trabalho, encontrei a mãe de um paciente que lutava há mais de um ano contra o câncer.

Olhava para o seu rosto e só enxergava felicidade porque ela tinha acabado de receber o diagnóstico de que seu filho estava curado. Aproveitamos que estávamos próximos ao restaurante do hospital e, com um copo de suco, brindamos à vida.

Ela começou a relembrar um fato que me deixou pensativo…

Contou que teve um período da internação de seu filho que foi difícil, pois ele estava com a imunidade muito baixa e precisou ficou em isolamento na UTI. Ela tentava animá-lo e ele dizia para deixá-lo quieto porque “ele iria morrer mesmo“. 

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Nesse mesmo dia os besteirologistas apareceram na UTI e foram autorizados a entrar no quarto dele com aventais e máscaras descartáveis. Fizeram um combate de MC’s para ver quem fazia a melhor rima, pois era o que ele sabia fazer de melhor!

Em um curto espaço de tempo, parecia que tudo tinha mudado e aquele garoto aparentemente abatido, “à beira da morte”, agora morria de rir com as rimas atrapalhadas dos palhaços. 

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Depois de ouvir esse relato, tive a noção de que por muitas vezes não damos conta do que acontece minutos antes dentro de um quarto. Isso merece um brinde…

Porque ouvir isso de uma mãe, em mim, também gera vida!

Dr. Mingal (Marcelo Marcon)
Hospital Santa Marcelina – São Paulo

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Em paz!

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Há alguns dias recebemos a notícia de que um grande amiguinho se foi. Virou uma linda borboleta.

Conhecemos o Carlinhos no Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, por um breve período que iluminou nossas vidas. Ele veio do Macapá, capital do Amapá, onde não havia tratamento médico para sua enfermidade. Carlinhos deixa uma mensagem: que as condições de saúde melhorem em todo o Brasil, e principalmente fora do centro-sul, afim de que possam oferecer tratamento para as mais diversas doenças. Que não seja preciso se deslocar para longe de sua cidade para obter um atendimento qualificado. Que a saúde possa transbordar para todo o país.

O nosso amiguinho adorava os palhaços Mingal e Chicô. Aprontou muito com eles! Que a alegria dessa foto possa acompanhá-lo pela eternidade e acalentar sua família. Vá em paz, Carlinhos! <3

Carlinhos

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Careca cabeludo

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Mingal foi surpreendido com um pedido de ajuda no Hospital Santa Marcelina.

Uma médica da área pediátrica precisava que L., uma paciente de 8 anos, raspasse seus cabelos para que fosse engessada da cintura até a cabeça por causa de um trauma que sofreu no pescoço. Dado o desafio, os besteirologistas Mingal e Sandoval foram para o quarto da garota. 

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L. não conhecia Sandoval, que cobria a ausência do residente dr. Chicô no hospital. Mingal resolveu apresentar os dois, mas Sandoval foi mais rápido e começou a se exibir, fazendo bobisses atendimentos para provar o quanto era bom besteirologista! Puxa vida!

Esse comportamento começou a causar ciúmes em Mingal, que imediatamente tomou a frente para mostrar suas habilidades. É claro que a competição de habilidades terminou em briga de palhaço. Em meio à confusão, Mingal pegou nos cabelos de Sandoval e, surpreendentemente, todas as madeixas loiras do doutor saíram em suas mãos, causando espanto geral!

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L. prontamente gritou:

- Nossa, ele é careca!

Surpreso, Mingal o elogiou, dizendo o quanto ele ficava lindo careca… E todos no quarto concordaram. Sandoval, cheio de si, começou a falar de algumas vantagens de ser careca: não pegar piolhos, não embaraçar os fios e não gastar dinheiro com xampu.

Diante de todas essas vantagens, não haveria como L. não querer raspar careca!

Dr. Mingal (Marcelo Marcon)
Hospital Santa Marcelina – São Paulo

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