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Selecionados os finalistas para o curso Palhaço Interventor

palhacointerventor_Doutores da Alegria tem o prazer de informar os selecionados para o curso O palhaço interventor.

A formação, oferecida pelo Ministério da Cultura e pela Escola dos Doutores da Alegria, é gratuita e tem foco na atuação do palhaço em hospitais e ambientes adversos, desenvolvendo a capacidade criativa do artista em exercer a linguagem do palhaço de forma engajada.

A formação não significa que o aluno fará parte do elenco dos Doutores da Alegria. Foram mais de 40 inscritos que participaram de várias etapas do processo, que incluiu a participação em uma oficina de jogo e entrevista. Os selecionados devem receber uma comunicação direta nos próximos dias para efetuar a inscrição no curso.

Parabéns aos novos alunos!

Alexandre Souza
Andressa Gomes
Barbara Salomé
Beatriz Oliveira
Eddy Stefani
Geisa Helena
Giovana Augusto Sgarbi
Giulia Kignel
Marcos Emanuel Pereira
Pamela Leoni
Victor Seixas
Vinicius Ramos

Em caso de dúvidas, faça contato pelo telefone (11) 3061-5523 ou e-mail cursos@doutoresdaalegria.org.br.

O dia dos bobos

O dia primeiro de abril é famoso por ser considerado o dia da mentira. Mas você sabia que também é o dia dos bobos?

O Bobo da corte e o Palhaço do circo são dois arquétipos que chegam a se fundir ou se confundir, mas são diferentes: o palhaço é um ser desprovido de julgamento e discernimento, enquanto o Bobo se utiliza dessas condições para exercer melhor seu trabalho de se passar por bobo para ter a liberdade de tocar em assuntos espinhosos. E já que hoje é o dia dos bobos, vamos falar deles:

Os Bobos – ou Bufões – eram pessoas que nasciam com deformidades físicas e/ou mentais, que eram vestidas de maneira grotesca e expostas ao escárnio de todos. Em sua maioria, eram anões ou corcundas. Essa deformidade os colocava em posição de inferioridade, o que facilitava a aceitação de seu comportamento ousado. Afinal, o que vem de um ser tão “desprezível” não deve ser levado a sério…

Eles tinham uma função muito bem definida que (ao que se tem registro) começou lá no Egito antigo: eram encarregados de entreter o rei e rainha e fazê-los rirem. Ter um bobo da corte garantia diversão aos convidados da corte, que estavam presentes em casamentos, festas, batizados e festas para os deuses.

Os Bobos diziam ao rei o que o povo gostaria de dizer e eram as únicas pessoas que podiam criticar a monarquia. Os mais hábeis eram considerados verdadeiros sábios pois conseguiam manter o sutil equilíbrio da diversão sem se comprometer muito.

Passaram pelas cortes e chegaram ao circo, onde passaram por um processo de refinamento e dividiram o espaço com o palhaço de circo. Mas o palhaço de circo é uma longa história para outra data…

Feliz primeiro de abril!

Referências:
NOGUEIRA, Wellington – Doutores da Alegria o Lado Invisível da Vida
DE CASTRO, Alice Viveiros – O Elogio da Bobagem

Do circo pro hospital

No Dia Mundial do Circo, nada melhor que chamar o Dr. Pinheiro pra falar sobre como ele utiliza a linguagem circense no hospital. Neste ano, ele está no Hospital do Campo Limpo (SP) às terças e quintas-feiras.

Dr. Pinheiro

“A figura do palhaço e o malabarismo são as habilidades que mais “se encaixam” dentro de um hospital e, para minha sorte, são minhas prediletas! Dá pra imaginar um trapezista pendurado no corredor da Enfermaria ou alguém fazendo acrobacias dentro de uma UTI?

Vou contar umas rápidas artimanhas sobre como eu utilizo o aprendizado do circo aplicado ao ambiente hospitalar. E olha que já são 7 anos fazendo isso!

Exame besteirológico de visão
O paciente tenta acertar as cores ou o tamanho das bolas de malabarismo que estão no ar. Muito preciso!

Valsa na ponta do nariz
Começamos com um dos palhaços tocando gaita. A garotinha que está tomando soro no quarto vê sua boneca, que estava deitada na cama ao seu lado, começar a dançar se equilibrando na ponta do nariz. Um show!

Batidas e trupicões
Que tal uma batida de cara na porta, um tropeção na saída do elevador, um truque de cartola, uma mágica de bolso ou um simples andar estranho?

Perna de pau
Nos cortejos e nas rodas artísticas dentro dos hospitais fui visto quase batendo a cabeça no teto, trocando lâmpadas e distribuindo a tão sonhada ALTA! E nada como estar de perna de pau para isso…


Saudações circenses!

Dr. Pinheiro
Um plantão em pessoa”

Doutores recomenda: documentário Quem Se Importa

cartaz do filme

O documentário Quem Se Importa, dirigido pela cineasta Mara Mourão (que também produziu Doutores da Alegria – O filme), mostra empreendedores sociais que estão modificando a realidade de suas comunidades. As suas organizações causaram impacto social suficiente para que suas ideias pudessem se transformar em políticas públicas aplicadas em várias partes do mundo.

Com narração de Rodrigo Santoro e cenas rodadas em várias partes do mundo, o longa metragem será lançado dia 13 de abril em São Paulo e dia 20 de abril no Rio de Janeiro. Um dos pilares de Quem Se Importa é mostrar as soluções criativas que os empreendedores vêm dando aos problemas sociais ao redor do mundo.

Wellington Nogueira, fundador dos Doutores da Alegria, é um dos empreendedores sociais apresentados no filme. Ele criou a organização de palhaços há 21 anos, inspirado pelo grupo americano do Clown Care Unit, e hoje a ONG já realizou quase 900 mil visitas a crianças hospitalizadas.

O filme também traz a história de outros empreendedores como Isaac Durojayie, da Nigéria, que detectou que o país não tinha banheiros públicos e que isso trazia muitas doenças para a população. Ele criou uma empresa que já instalou quase dois mil banheiros em Lagos e empregou mais de mil pessoas carentes, levando estrutura sanitária para o local. O brasileiro Joaquim Melo percebeu que a comunidade de Palmeiras, no Ceará, vivia endividada. Ele criou uma nova moeda, o Palmas, e renovou a economia local. Hoje a moeda é aceita pelo Banco Central e sua ideia foi exportada para várias outras praças.

A diretora Mara Mourão acredita que precisamos aprender com as pessoas que enxergam os grandes problemas do mundo como oportunidades, e não como obstáculos intransponíveis. “A maior contribuição do filme é mostrar que existem muitas formas de mudar o mundo e que todo mundo pode mudar o mundo.”

Trailer QUEM SE IMPORTA from Mamo Filmes on Vimeo.


Dia Mundial do Teatro para Infância e Juventude

Hoje, dia 20 de março, é o Dia Mundial do Teatro para Infância e Juventude. O dia é comemorado em mais de 80 países como reconhecimento do direito que crianças e adolescentes possuem de enriquecer suas vidas através das artes e das tradições culturais do país, especialmente a cultura teatral.

Com o objetivo de realizar uma confraternização e proporcionar um intercâmbio entre artistas, pesquisadores e todos os interessados no teatro voltado para crianças e jovens, o Centro de Reflexão do Teatro para Infância (CRTI) organiza a sexta edição do evento “Interações em Cena” com parceria do Itaú Cultural.

O evento será realizado dia 22 com a participação da argentina Maria Inês Falconi, vice-presidente da ASSITEJ (Associação Internacional de Teatro para a Infância e Juventude) e de Antonio Carlos Bernardes, secretário do CBTIJ (Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude). A entrada é franca.

O CRTI pretende, através de uma série de atividades pedagógicas, reflexivas e lúdicas, discutir, refletir, e proporcionar a troca de experiências entre profissionais de teatro infantil e de outros segmentos artísticos, assim como de outras áreas relacionadas à cultura para infância, como a pedagogia, a psicologia infantil, a arte-educação, entre outras.

Informações
Dia Mundial do Teatro para Infância e Juventude – Interações em Cena
Local: Itaú Cultural – Av. Paulista, 149 – próximo ao metrô Brigadeiro
Data: 22 de março, quinta-feira
Horário: 19h às 21h30
Fone: (11) 2168-1700
Entrada franca

Doutores recomenda: A Família Addams

Já ouviu falar em “quanto pior, melhor”?

© João Caldas

Pois é, esta é a filosofia de vida da conhecida Família Addams. A versão brasileira da história em quadrinhos que teve origem lá nos anos 30 estreou no início do mês no Teatro Abril, em São Paulo.

Os desenhos foram transformados em série de TV nos anos 60, depois em desenho animado, e inspiraram dois filmes dirigidos por Barry Sonnenfeld até se transformarem em um musical.

Os Addams têm prazer na maioria das coisas que pessoas “normais” teriam medo. Charles Addams, cartunista criador d"A Família, brincou com a “tradicional família americana” para falar de temas sociais delicados como a diferença – afinal, o que é normal para uma família tradicional,  certamente não é para os Addams e vice-versa.

Desta vez,  Wandinha cresceu, tornou-se uma adolescente e agora está
namorando um rapaz “muito certinho”, cujos pais são o ponto culminante da caretice. Wellington Nogueira, fundador dos Doutores da Alegria, interpreta “Mal”, o pai careta. O ápice da história se dá num almoço na casa dos Addams em que as duas famílias vão se conhecer.

O musical estreou em 2 de março e fica em cartaz no Teatro Abril por tempo indeterminado. As apresentações são às quintas e sextas (21h), aos  sábados (17h e 21h) e aos domingos (16h e 20h). Os ingressos custam entre R$ 70 a R$ 250. Clique aqui para mais informações.

A todas vocês

Mulheres, médicas, meninas, palhaças, enfermeiras, mães.

A todas vocês, o nosso carinho e uma narigada bem gostosa.

 

 

Estratégias particulares para a perda

Muita coisa aconteceu em novembro, mas vamos lá, tentemos ser justos, senão com tudo o que nos ocorreu, pelo menos com aquilo que mais nos marcou.

E o que nos marca sempre é o óbito.

Como na pediatria do Hospital do Grajaú a morte não é tão frequente (ainda bem!), a cada vez que ela dá suas caras, ela espanta. E, pelo jeito, sua presença não toca somente a nós, mas toca com relativa profundidade outros profissionais que com ela se deparam mais habitualmente.

Diante disso, resolvemos investigar.

Partimos em busca de respostas à seguinte pergunta: “Como você, no seu trabalho, lida com a morte de um paciente?”.

As respostas nos pareceram as mais sinceras possíveis. Ficamos sensibilizados pela disponibilidade de alguns profissionais da saúde dedicarem uns poucos minutos de seus plantões para refletirem junto com uma dupla de palhaços os problemas relativos a esse evento inexorável que nos diz respeito a todos.

Percebemos que, se por um lado, todos os profissionais são altamente treinados a lidar com a morte de um ponto de vista técnico e que estão mais do que familiarizados com os protocolos médicos relativos ao óbito, por outro lado, segundo eles mesmos, pouca – ou nenhuma – reflexão acerca da perda, da partida, do luto e de tudo o que cerca o tema da morte é estimulada nos cursos de Medicina, de Enfermagem… e nem nos hospitais.

Constatamos que cada qual inventa suas estratégias individuais para lidar com as eventuais emoções que a perda de um paciente possa causar.

Médicos, enfermeiros, auxiliares, fisioterapeutas nos disseram comovidamente coisas do tipo: “Estou triste porque tem uma paciente que vai morrer hoje”; “Éramos tão apegados a um paciente que, quando ele morreu, nos aconselharam consultar a psicóloga”; “Por estatística, eu sei que no meu setor perderei 20% dos meus pacientes”; “Sou sensível às perdas, mas tomo cuidado com o assédio dos familiares, caso contrário me arrancam pedaços”; “Quando eu era jovem, só pensávamos em salvar, salvar, salvar, e era uma questão de honra entregar todos pacientes vivos na passagem de plantão”…

Uma coisa é certa: emoções nos atravessam independente da profissão que exercemos, afinal somos todos de carne e osso. Podemos ser mais ou menos resistentes, mais ou menos blindados pela carcaça do tempo, mas no final das contas somos todos humanos, portanto, sensíveis. E é justamente essa sensibilidade que nem sempre parece ser levada em conta no nosso treinamento profissional.

Nós mesmos, artistas dos Doutores da Alegria, nos deparamos com tal lacuna de formação e informação. Então, aos poucos, com nossos meios, tentamos criar em nossas reuniões o tempo e o espaço para que tal sensibilidade viesse à tona. A palavra aberta e a escuta franca sobre o assunto geram certa cumplicidade, amparo e – por que não? - alívio dentro do grupo. Outras vezes encontramos uma solução provisória ao transformarmos artisticamente nossas inquietações sobre a morte em cenas que mostramos nos teatros.

Outras vezes ainda, é através de relatórios como este que dividimos nossas apreensões e descobertas.

Nereu Afonso (Dr. Zequim Bonito)
Vera Abbud (Dra. Emily)
Hospital do Grajaú 

Duplas a postos nos hospitais

Depois de experimentar a troca de duplas nos hospitais paulistanos atendidos pelos Doutores da Alegria, os artistas finalmente escolheram as suas duplas e definiram os hospitais em que querem trabalhar neste ano.

Cada dupla passa o ano inteirinho no mesmo hospital, cuidando para que a cultura da alegria esteja sempre com uma chama acesa. Essa estratégia anual funciona muito bem, porque os artistas se aproximam dos profissionais de saúde e podem perceber as sutilezas de cada ambiente. Além, é claro, de poder aperfeiçoar o seu percurso e o tempo em cada leito.

E a troca das duplas também é muito benéfica para a formação do artista, que precisa estar sempre experimentando, se reinventando, aprendendo com o outro. Veja abaixo a disposição das duplas e seus respectivos hospitais:

 

Instituto de Tratamento do Câncer Infantil
Dra. Manela, Dra. Guadalupe  e Dr. D. Pendy

Instituto da Criança (percurso I)
Dra. Pororoca e Dr. Valdisney

Instituto da Criança (percurso II)
Dr. Sandoval Soluço e Dr. Charlito

Hospital do Campo Limpo
Dra. Crica Canaleta e Dr. Pinheiro

Hospital do Grajaú
Dra. Dona Juca Pinduca e Dra. Greta Garboreta

Hospital Universitário
Dra. Lola Brígida e Dr. De Derson

Hospital do Mandaqui
Dr. Zequim Bonito e Dra. Emily

Hospital Santa Marcelina
Dr. Mané Pereira e Dra. Xaveco Fritza

E lá no Recife os palhaços também se escolheram. Veja a lista:

Hospital da Restauração
Dr. Marmelo e Dr. Lui

Hospital Barão de Lucena
Dra. Tan Tan e Dr. Cavaco

Hospital Prof. Fernando Figueira (Imip)
Dr. Dud Grud e Dra. Monalisa

Hospital Oswaldo Cruz
Dra. Baju e Dr. Eu Zébio

Música para jovens

O projeto social Por um mundo melhor, do Rock in Rio, beneficiou 100 instituições brasileiras com a doação de instrumentos musicais. A proposta é que os equipamentos possam ser úteis na formação de jovens.

Doutores da Alegria foi uma das ONGs beneficiadas.

Recebemos quatro violões, três flautas doces, um violino e um teclado eletrônico. Esses instrumentos serão muito utilizados pelos alunos do Programa de Formação para Jovens, durante as aulas de música. – conta Edgard Tenório, assistente da Escola dos Doutores da Alegria.

Os alunos da quinta turma do programa iniciam suas aulas em março. Enquanto isso, os instrumentos aguardam por eles, são e salvos, em nossa sede: