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Desde 1991, Doutores da Alegria introduziu a arte do palhaço no universo da saúde, intervindo junto a crianças, adolescentes, profissionais de saúde e outros públicos em situação de vulnerabilidade e risco social em hospitais públicos.

A presença do palhaço no ambiente hospitalar contribui para fortalecer o vínculo das crianças com suas famílias e também para um melhor entendimento, principalmente por parte dos gestores, de como a arte, se bem inserida no ambiente, pode amparar o tratamento médico e qualificar as relações entre profissionais de saúde e pacientes.

O trabalho é realizado por cerca de 40 artistas profissionais não voluntários, especialmente treinados, que em duplas seguem a rotina médica de visitas a pacientes da ala pediátrica. O programa é rotineiro – duas vezes por semana, seis horas por dia – e o trabalho em parceria é fundamental tanto entre a dupla de palhaços quanto entre a dupla e a criança. Os familiares e os profissionais de saúde também entram no jogo.

O programa acontece de forma gratuita somente em hospitais públicos de São Paulo e do Recife.

Um pouco de história

Nos anos 90, no início do trabalho dos Doutores da Alegria, os hospitais brasileiros tinham uma estrutura diferente do que vemos hoje – não havia, por exemplo, diferenciação entre a ala infantil e a ala adulta. A proposta de levar um palhaço para dentro do hospital era muito inovadora porque a ideia que as pessoas tinham era a do palhaço de circo, acostumado a lidar com grandes plateias.

Wellington Nogueira, fundador da ONG, tinha certeza de que o trabalho traria resultados se o artista fosse inserido no ambiente hospitalar como integrante do quadro profissional – e não como um visitante, com um trabalho pontual em uma data comemorativa. Desta forma, apresentou o “besteirologista” e convenceu as diretorias hospitalares de que era uma tarefa permanente.

No final da década, o Estatuto da Criança e do Adolescente já avançava e garantia direitos como a presença de um acompanhante junto às crianças hospitalizadas. Na mesma época, o Programa Nacional de Humanização trazia novas diretrizes para os hospitais e reconhecia os benefícios da intervenção do palhaço. Em 1997 Doutores da Alegria recebeu o Prêmio Criança, da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança. Em paralelo, pesquisas comprovavam que a presença contínua do palhaço trazia melhoras ao tratamento médico, entre outras vantagens.

Este cenário tornou o trabalho da ONG reconhecido e muito bem avaliado por diretorias, por profissionais de saúde e principalmente, pelo seu público: crianças hospitalizadas.

Hospitais atendidos em São Paulo (SP)

Conjunto Hospitalar do Mandaqui
Hospital Geral do Grajaú
Hospital Municipal do Campo Limpo
Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch M" Boi Mirim
Hospital Santa Marcelina

Hospital Universitário da USP 

Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (Faculdade de Medicina da USP)
Instituto de Tratamento do Câncer Infantil – ITACI

Hospitais atendidos em Recife (PE)

Hospital Barão de Lucena
Hospital Oswaldo Cruz/Procape
Hospital da Restauração
Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira – IMIP