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É sério: rir faz bem à saúde

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É sério: rir faz bem à saúde. Inúmeros estudos, de universidades e instituições relevantes, comprovam que o ato de dar risada e, principalmente o de gargalhar, ativam substâncias em nosso corpo que trazem sensações benéficas.

O riso aumenta os níveis de dopamina, substância ligada ao prazer e o responsável pela alegria. Ela age no cérebro e nos faz sentir prazer, diminuindo os níveis de estresse, e melhora a capacidade do corpo de combater infecções. E tem mais: dar uma gargalhada pode reduzir a sensação de dor. A endorfina liberada no corpo cria um estado leve de euforia e tem ação analgésica, amenizando a sensação de dor.

Restauração - Lana Pinho-25

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Para o neurocientista cognitivo Scott Weems, o humor revela muito sobre nossa humanidade, sobre como pensamos, sentimos e nos relacionamos com o próximo, é a única forma que nosso cérebro encontra para lidar com diversas informações contraditórias ao mesmo tempo. Em suas pesquisas, ele mostra como estes hormônios nos tornaram seres em busca de emoção e de novas maneiras de melhorar a vida. Rindo, se possível.

 “O riso é o resultado da longa batalha cerebral entre emoções e pensamentos opostos. Ao chegar ao ápice da confusão, sem nenhuma alternativa de solucioná-la, rimos. E, assim, não só reconciliamos as ideias contrárias como enxergamos respostas. Rir nos conecta a outras pessoas para dividir nossas lutas, temores e confusões.”, diz ele.

Itaci - Lana Pinho-47

E, mais recentemente, um estudo finlandês trouxe a hipótese de que outras substâncias do nosso corpo, ativadas pelo riso, são capazes de promover laços afetivos entre todos os que compartilham a risada. Isso também explicaria por que a espécie humana foi capaz de estabelecer relações e vínculos sociais.

Nos hospitais, é fácil perceber como o riso modifica o ambiente e quebra barreiras, aproximando pessoas e criando laços. Não somos cientistas ou estudiosos do assunto, mas como besteirologistas – e bom observadores – seguimos confirmando a hipótese de que rir só traz benefícios à saúde.

Uma coisa misteriosa debaixo da coberta

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Tudo aconteceu no 4º andar, na Pediatria do Hospital Universitário. Dr. Sandoval e Dr. Valdisney entram em um quarto onde está apenas um pequeno menino acompanhado de sua mãe. 

A mãe estava sentada ao lado da cama de seu filho, que estava deitado junto ao seu cobertor marrom, com apenas com uma perna engessada pra fora da coberta. Os besteirologistas se apresentam e dão início à consulta. Sandoval nota que o cobertor está se mexendo sozinho – era o pé do menino debaixo da coberta – e comenta alto com Valdisney. 

debaixo da coberta

Logo os dois besteirologistas começam a ficar intrigados com o movimento do cobertor e chegam à conclusão de que existe algo a mais embaixo da coberta, além do simpático menino. Assim arquitetam um plano: Sandoval pega seu instrumento musical para bater na tal coisa que se mexia na coberta e Valdisney fica na retaguarda. Não deu muito certo… Todas as tentativas de pegar a tal coisa misteriosa sempre terminavam com uma batida na cabeça do Valdisney. E Sandoval sempre errava a mira. 

Uma coisa debaixo da coberta - luciana serra

Muitas tentativas depois e árduas cacetadas em suas cabeças, os besteirologistas desistem:

- Acho que essa coisa debaixo da coberta só vai parar de mexer depois de um belo pum! 

E não é que o menino levou a sério e soltou um belo de um pum alto e estrondoso debaixo da coberta? Todos caíram num ataque de risadas: criança, palhaços e a mãe com as bochechas vermelhas de vergonha. 

O problema foi resolvido! A coberta se aquietou e só sobraram risos e gargalhadas. Alguns segundos depois os besteirologistas foram saindo de fininho, pois o cheiro não estava muito agradável…

Dr. Sandoval e Dr. Valdisney (Sandro Fontes e Val Pires)
Hospital Universitário – São Paulo

Riso poderoso!

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Estudando sobre os efeitos do riso, descobri que sorrir, dar risada e gargalhar nos coloca em um estado de “atividade”; o riso tem o poder de nos tirar da passividade e de abrir possibilidade de estarmos em ação. Assim, procuramos com o riso não somente garantir o resultado de um bom trabalho, mas garantir um riso que venha trazendo também a vontade de brincar, de interagir e de trocar!

riso poderoso

Algumas crianças querem “dar comida ao peixe da Mary En”. Enquanto o dr. Micolino toca uma música no violão, eu solto as bolhas (a comida) e a criança, com o peixinho na mão, faz com que ele coma as bolhas, alimentando o peixe. Os adultos riem e todos nós ficamos envolvidos no jogo. Essa simples ação coloca a criança como sujeito ativo, dá a ela a escolha de agir sobre a realidade. Alimentar o peixe é uma ação que, por mais simples que seja, provoca esse estado de atividade que o riso proporciona.  

Muitas crianças mal tomam uma injeção e, com os olhos ainda marejados, já piscam o olho pra mim quando, de repente, saco a seringa do bolso! Imediatamente eles apontam pro dr. Micolino e me pedem pra aplicar nele! Já a reação do Micolino é de chorar de rir… Ele pula, gira, perde a voz, grita, faz tudo que tem direito pra protestar a dor de quem leva uma injeção. Bom demais poder subverter a natureza das coisas, e nisso o palhaço é privilegiado. Como pode tanta risada numa enfermaria porque um aplica uma injeção e o outro grita de dor? Sim, sorrir da nossa própria condição humana também faz bem, afinal rir é melhor do que chorar!  

riso poderoso

riso poderoso

E não tem contraindicação!

Outro dia, quando paramos na porta da enfermaria, a confusão estava armada: a mãe brigando com uma técnica, clima hostil e nada promissor. Bem, tem momentos que é melhor tomar uma boa dose de “simancol”, e foi justamente o que fizemos. Passamos para a enfermaria seguinte até que os ânimos apaziguassem.

Quando voltamos, a mesma mãe que há alguns minutos estava completamente “alterada”, nos olhou com uma tremenda cara de cumplicidade e bastaram alguns segundos para o clima mudar completamente. 

riso poderoso

E olha que nem fizemos tantas bobagens pra que isso acontecesse… Podemos concluir que na hora do “aperreio” uma boa bobagem seguida de uma boa risada pode resolver melhor que uma discussão acalorada. Ainda apareceu um vigilante na porta, mas quando nos viu lá dentro e ouviu as risadas, deu um tempo e ficou sem ter o que fazer. Mais tarde encontrei com a técnica, e ela me disse que falou para o vigilante que não precisava mais dele, pois os “palhaços” já tinham acalmado a situação. 

Conclusão: Palhaço é bom, não engorda e não tem contraindicação!

Dra Mary En (Enne Marx)
Hospital da Restauração – Recife

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As melhores gargalhadas

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Depois do dia para ser riscado do calendário, em julho tivemos o dia das melhores gargalhadas do ano!

Aconteceu lá no Instituto da Criança. Encontramos nosso parceirinho, o L., de menos de dois anos, que sempre que nos vê já começa a chamar com a mão, fazendo movimentos como quem diz “vem cá!”. Ele ainda não aprendeu a falar, mas já estabelece uma comunicação e tanto.

Nesse dia uma das enfermeiras do setor, percebendo nossa interação, se aproximou para mostrar um vídeo em seu celular que ele adora. Quando começou a música, eu (dra. Guadalupe) e dra. Pororoca começamos a dançar despretensiosamente. O L. nos observava de boca aberta, entendendo a junção daqueles dois elementos e, de repente, caiu na gargalhada. Ele ria sonoramente vendo nossos movimentos descoordenados, inclinava-se para frente e para trás, as veias do seu pequenino pescoço ficavam saltadas, tamanho era o volume de sua risada.

Fazíamos algumas pausas seguindo a cadência da música e então retomávamos a estranha dança. Ele parava, olhava para a mãe e voltava a gargalhar com força. Nenhuma de nós, nem mesmo sua mãe, havíamos presenciado uma reação dele como essa! Não me aquentei e comecei a gargalhar também, embala pelas risadas do menino. A mãe, vendo que eu ria de verdade, gargalhava junto e nossos olhos foram se enchendo de lágrimas! 

É muito interessante porque mesmo sem dizer uma palavra, o garotinho gargalhava plenamente. Foi algo despertado em sua compreensão que atiçou o senso de humor do garoto e provocou essa maravilhosa reação! 

O mesmo aconteceu logo depois com I., na Diálise. Ele também é bem pequeno e ainda não fala palavras completas. Quando chegamos perto do berço, ele brincava com algumas peças de encaixar. Começamos a participar da ação, tateando para ver como conseguiríamos interagir com ele. De repente, no meio de nosso desajeito com as peças, topamos com as grades do berço produzindo um som de batida. Reagimos e I. começou a rir. Repetimos a ação aumentando sua intensidade e o garoto ria cada vez mais forte! 

A ação foi se tornando maior até começarmos a trombar em tudo, para além do berço. Ele simplesmente gargalhava! E gargalhávamos junto, trombando, batendo, até ir saindo do quarto em meio aos tropicões. 

Ah, esse dia foi mesmo de lavar a alma. Eu nunca tinha percebido como o nosso senso de humor existe muito antes de existir a comunicação verbal. A sensibilidade do ser humano é algo potente, latente, desde seus primeiros momentos de vida, ou mesmo antes, muito antes.

E há quem acredite que as crianças são seres desprovidos de inteligência e incapazes de compreender o mundo. Pois não sabem que o riso é produto de um senso e de uma inteligência crítica? Ah, se nossas crianças fossem estimuladas a rir e gargalhar desde seus primeiros meses e anos de vida, que adultos não se tornariam, não é? E que mundo não compartilharíamos…

Dra Guadalupe (Tereza Gontijo) e Dra Pororoca (Layla Ruiz)
Instituto da Criança – São Paulo

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Não ri nem pagando

Como qualquer outro dia, eu, Dr. Mingal, e o Dr. D. Pendy passamos na ilha de Enfermagem antes de iniciar as visitas para tirar algumas informações importante como, por exemplo, o número de crianças internadas, crianças em isolamento. É claro que aproveitamos para ouvir as notícias do dia… O que é popularmente conhecido como fofoca.

Tudo parecia normal até que um médico se aproximou com uma solicitação urgente!

Em determinado quarto tinha um paciente precisando de uma intervenção rápida de um Besteirologista, pois ele pouco se comunicava com a equipe médica. Com esse desafio e dispostos a sanar qualquer problema, fomos diretamente para o atendimento de urgência.

G., o menino, estava dormindo. Deixamos um recado bem baixinho com o irmão do G.: Voltaremos outro dia. E conforme prometido, voltamos e encontramos o menino acordado. Ao que nos apresentamos, uma enfermeira interrompeu: Ixi, esse ai não ri nem pagando! Ah, tivemos uma brilhante ideia para tirar a prova. O Dr. D. Pendy tirou do bolso uma nota de cinquenta reais de mentirinha e pediu para que ele desse uma risada, nem que fosse uma risadinha.

Um sorriso tímido apareceu.

 

O Dr. Mingal também deu a sua contribuição. Tirou do bolso, todo atrapalhado, uma notinha de um real. E o menino começou a rir alto, e ria mais e mais… E para a surpresa de todos, quando os besteirologistas saíram, G. já estava doando gargalhadas.

Dr. Mingal (Marcelo Marcon)
Dr. D. Pendy (Dagoberto Feliz)
Instituto da Criança – São Paulo
Julho de 2013 

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Pra ir pra casa descansar

Em junho tivemos despedidas: algumas felizes e outras nem tanto. E vamos falar da despedida do B., que foi bonita e surpreendente.

Uma enfermeira nos informou que ele teria alta, para poder ir para casa descansar até chegar sua hora. Ela comentou também que ele estava muito triste e sentindo dores. 

No mesmo quarto de B. estava C., uma menina que a gente já conhecia e que nunca dava muita bola pra gente. Aquele quarto seria uma missão difícil! Mas ainda bem que besteira pouca é bobagem e que sempre acontece alguma coisa bem boba para ajudar os besteirologistas a cuidarem dos seus pacientes. 

Uma mãe neste mesmo quarto estava sentada na cama do meio, entre os leitos das crianças, bordando uma toalha. Imediatamente aquela ação nos chamou atenção. A Dra. Pororoca não pensou duas vezes e mostrou sua calçola furada e encomendou com a mãe bordadeira um serviço: que a moça bordasse o furo da sua calçola. 

Neste momento B. riu, e riu gostoso e solto! A Dra. Pororoca se fez de desentendida e voltou a mostrar a calçola furada para a mãe. A menina C., do outro lado do quarto, riu vendo aquela situação. Dr. Charlito, que de bobo só tem a cara, apontou para ela e disse: 

Você está rindo! 

E para não dar o braço a torcer, ela parou imediatamente de rir.

Ficamos nesse jogo: Pororoca mostrava a calçola e eles riam, Charlito apontava o riso e eles paravam de rir. 

Por fim nos demos por convencidos e começamos a comemorar as gargalhadas das crianças. Na empolgação, a peruca do Dr. Charlito caiu, revelando aquela careca brilhosa! E aí a gargalhada foi escancarada, ninguém escondia mais nada.

Saímos do quarto ao som daquelas risadas e, quando estávamos no corredor, voltávamos correndo para ainda pegá-los no flagra. Depois desse dia, B. teve alta. E partiu.

Dra. Pororoca (Layla Ruiz)
Dr. Charlito (Ronaldo Aguiar)
Hospital Santa Marcelina – São Paulo
Junho de 2013 

Rapidinhas do Instituto da Criança

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O mês das flores passou e com ele muitas boas histórias do Instituto da Criança, em São Paulo. Vamos recordar!

Controle remoto

Um menino bem espertinho do 4o. andar fez uma importante descoberta: o controle remoto para pessoas!

E um dia, ao entrar em seu quarto, a Dra. Pororoca foi surpreendida com o tal controle apontado para ela. O comando foi claro: o menino apertou o play, Dra. Pororoca deu meia volta e… Pow! – cara na porta.

O Dr. Valdisney adorou e quis testar.

Apertou o botão e fez a Dra. Pororoca dar meia volta e pow! na porta. E assim foi. O controle remoto passava de mão em mão, ora com o menino, ora com Dr. Valdisney e sempre acontecia o mesmo: a Dra. Pororoca dava meia volta e… pow!.

Ha ha ha pra cá

Ha ha ha pra lá

E pow!, cara na porta!

Até que em um momento o garoto apertou o controle também para o Dr. Valdisney. Sem ter como escapar ele foi direto com o “fucinho” na porta. E antes que a Dra. Pororoca pudesse soltar a primeira gargalhada, o garoto apontou o controle para ela e… Bom, vocês já devem imaginar o que aconteceu né? Cara na porta!

Ala nobre

Também no 4o. andar tivemos a nobre presença de uma linda princesa vinda do norte do país. Com seus cachinhos, voz doce e sotaque inconfundível, L. deixou todo mundo babando. Vestindo trajes típicos que incluíam coroa, pulseira, brincos, colar e bolsa de princesa, a menina caminhava pelo corredor com a elegância de uma lady. L. inspirou Dr. Valdisney no quesito “cachinhos” e Dra. Pororoca no quesito “elegância e classe ao caminhar”. Linda!
Dra. Pororoca (Layla Roiz)
Dr. Valdisney (Val Pires)
Instituto da Criança (SP) 
Setembro de 2012

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