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É preciso inventar uma maneira de existir

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Palcos e plateias diversos têm recebido os jovens artistas formados pela nossa Escola. Na última etapa do Programa de Formação de Palhaço para Jovens, eles circulam pelo estado de São Paulo com “O que dizer de tudo isso? Ou…”.

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O exercício cênico traz um pouco da trajetória de cada um dos vinte e um jovens, que frequentaram durante dois anos e meio a nossa casa em busca de uma formação artística.

Destinado a jovens em situação de vulnerabilidade social, o Programa se propõe a formar artistas que produzam arte a partir da vivência e da reflexão do cotidiano. O resultado é um experimento poético, sensível, mas também carregado de significados, que traduzem uma juventude marcada pelas desigualdades da nossa sociedade.

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IMG_3565fotos: Danilo Lima

Em julho, a turma se despede da Escola e avança para o mercado artístico, onde exerce de forma íntegra, profissional e, claro, apaixonante o ofício do palhaço. A despedida fica por conta de Heraldo Firmino, coordenador do programa.

É preciso inventar uma maneira de existir

Um percurso e tanto trilhado pela turma 7, feita de jovens artistas oriundos das periferias de São Paulo e outras cidades. E, quando falo de periferia, quero ampliar o olhar para a sociedade em que vivemos, que estrutural e sistematicamente tenta impedir que rompam essa escrita decretada em suas vidas.

Jovens que saem de suas “quebradas” para ganhar o mundo, pessoas comuns, que na busca de algo novo para suas carreiras e seus anseios dentro da arte, trazem em suas histórias as marcas de uma vivência na exclusão social e política. Mas este lugar talvez propicie possibilidades de criar algo novo para si e para os outros. Os excluídos inventam sua maneira de existir e, nesta busca, escolhem e chancelam sua escolha profissional: palhaçx.

Esta figura que não se adequa aos mundos sociais vigentes, que critica, transforma, encanta, alegra, revela o humano de cada um. Uma nova geração de artistas, eu diria, que inventa outra maneira de existir, fura o sistema, vai quebrando paradigmas.

Parabéns, jovens! O ofício da arte deve ser exercido sempre com dignidade e, em dois anos e meio de convivência, posso afirmar que isso vocês têm de sobra!”

Evento discute a presença negra no teatro e conta com Heraldo Firmino

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Nas próximas duas semanas, o Espaço Clariô realiza uma mostra gratuita com apresentações, rodas de conversa, shows e oficinas dedicados ao debate sobre a força política exercida por grupos e coletivos fora do eixo cultural.

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A 7° Mostra Mario Pazini de Teatro do Gueto acontece em Taboão da Serra, em São Paulo, e reflete sobre a produção do gueto, estéticas e discursos, além de compartilhar as experiências de coletivos artísticos que desenvolvem seus trabalhos exclusivamente nas periferias ou trazem em sua linguagem e discurso afinidades com o tema.

Para abrir a Mostra, Heraldo Firmino (palhaço formador do Doutores da Alegria) participa da mesa “A pele negra no teatro paulistano” junto ao jornalista e ator Oswaldo Faustino e a atriz Cleyde Queiroz. O encontro acontece nesta quinta, 31 de agosto, às 20h30 na Rua Santa Luzia, 96, em Taboão da Serra.

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A Trupe Dunavô, já citada neste Blog, também se apresenta no local dia 7 de setembro às 16h com o espetáculo “Beto Carreto”  e às 20h30 com “Refugo Urbano”. Veja aqui toda a programação da mostra, que acontece de 31 de agosto a 11 de setembro. Doutores recomenda!

O Espaço Clariô é mantido pelo Grupo Clariô de Teatro desde 2005. Hoje é um pólo de referência na região, carente de equipamentos culturais. No espaço há atividades de formação, produção e elaboração de pensamento junto à comunidade.

Eles chegaram

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A semana começou com a sede dos Doutores da Alegria cheia. Cheia de jovens de vários cantos, de olhares curiosos.

Vinte e cinco pessoas que decidiram que, pelos próximos dois anos, dissecarão a linguagem do palhaço, aprendendo sobre cada peculiaridade dessa figura. Os ingressantes no Programa de Formação de Palhaço para Jovens têm entre 17 e 23 anos e foram selecionados em um longo processo, que envolveu análise de currículo, oficinas práticas e visitas de assistentes sociais (este último por se tratar de um projeto destinado a pessoas em situação de vulnerabilidade social).

Eles foram recebidos por ex-alunos do programa, que fizeram questão de dedicar sua manhã para a recepção dos novatos. E o que aconteceu? Veja só:

Bem-vindos

Os palhaços formados se espalharam pelas ruas, indicando o caminho até a nossa sede.

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Senta que lá vem história

Uma conversa de abertura do curso. De onde viemos? Pra onde vamos? O coordenador do projeto, Heraldo Firmino, explica tudo.

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Aula trote

Os novatos acreditam que estão participando de uma aula séria quando, na verdade, se trata de uma brincadeira. Olhares atentos, desconfiados. Quem comandou tudo foi Edgard Tenório, assistente da Escola.

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Os ex-alunos reaparecem e novamente dão as boas-vindas. 

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E começa uma divertida gincana entre eles, uma oportunidade pra se conhecerem da melhor forma: brincando!

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Apadrinhamento

Cada novato foi apadrinhado por um ex-aluno. Rolaram presentinhos e muitos conselhos.

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Queridos alunos, que estes sejam anos especiais pra vocês! Bora estudar!

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Enfim, formados

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24 jovens são agora artistas com formação na linguagem do palhaço. Palhaços profissionais.  

E eles saem da Escola dos Doutores da Alegria, após dois anos intensos de formação, para ganhar o mundo. Além da técnica, esses jovens trazem uma bagagem crítica e reflexiva essencial para o pensamento artístico. Foram mais de 1.800 horas de aulas diárias na sede da ONG.

Assim como as cinco turmas anteriores, os jovens do Programa de Formação de Palhaço para Jovens continuam conosco em um terceiro ano de acompanhamento. Tão perto, tão longe.

Na última semana, seus familiares foram convidados para uma noite emocionante em nossa sede, celebrando a sua formatura. Os festejos começaram com uma divertida apresentação dos formadores da Escola, que acompanharam toda a trajetória dos alunos.

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Logo após, Wellington Nogueira, fundador da ONG, falou brevemente seguido de Heraldo Firmino e Daiane Barbieri, coordenadores do programa. Todos destacaram a importância de uma profissão como a do palhaço.

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“Hoje temos a alegria de colocar mais uma turma no caminho lindo que é a arte. Lindo e ao mesmo tempo muito sério, porque como diz o filósofo, quanto maior o conhecimento, maior a responsabilidade… Dividimos muitas coisas nestes dias em sala de aula e muitas vezes fora dela e somos hoje, e posso dizer com muito orgulho, colegas de trabalho! Unidos por um pensamento que nos faz seguir adiante! Hoje fechamos um ciclo e olhamos pra frente carregando tudo que foi conquistado até aqui”, iniciou Heraldo Firmino sob os olhares atentos e emocionados da plateia.

“Jovens palhaços, aprendemos muito com vocês, muito mesmo! Dividimos uma vasta beleza de olhares, compartilhamos paixões e mistérios imperfeitos. O palhaço é recheado de tudo o que se possa imaginar, sua lógica desafia a lógica vigente porque questiona o que todo mundo julga estar correto e aponta outro olhar. Quero agradecer aos pais, familiares e amigos por confiar seus filhos ao nosso convívio, por acreditar no sonho deles e, mesmo às vezes não concordando, respeitar, pois no fundo o que qualquer pai e mãe querem para seus filhos é que sejam felizes. Por que nossos filhos não podem querer uma coisa diferente pra sua vida? Podem e devem!”, finalizou.

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O aluno Guilherme Wander fez um belo discurso em nome da sexta turma. O texto foi escrito pela também formanda Fernanda Lopes. Ele relembrou momentos marcantes do curso, agradeceu aos formadores e mostrou ansiedade pelo que vem pela frente.

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Antes da entrega dos canudos, houve a exibição de alguns vídeos feitos pelos próprios alunos, além de um filme especial sobre a circulação do espetáculo “Enfim, sãos” produzido pela formadora Roberta Calza.

A noite terminou com os jovens artistas devidamente diplomados e prontos para encararem o mundo sob a lente do palhaço. Veja as melhores fotos da formatura.

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Viva! E que venha a nova turma!

O primeiro dia

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Nada como o primeiro dia de aula! Para uns, pavoroso, para outros, gerador de expectativas.

Hoje os alunos da sexta turma do Programa de Formação de Palhaço para Jovens chegaram à sede dos Doutores da Alegria e foram recebidos pelos ex-alunos, que prepararam uma linda surpresa. O medo foi embora e deu lugar a uma alegria sem tamanho, expressa no olhar de cada jovem.

Vestidos de palhaços, os alunos formados brincaram com os 27 novos pupilos, dançaram e os presentearam. No final da dinâmica, deram conselhos sobre os próximos dois anos de estudo, que envolvem aulas diárias sobre a máscara do palhaço. Carolyn Ferreira, ex-aluna, lembrou que eles precisam aproveitar a oportunidade.

- O programa é um curso muito completo. Cada um tem suas escolhas particulares, mas é preciso focar aqui. Vivam esses dois anos!

Heraldo Firmino, coordenador do projeto, pediu para que eles comecem a aguçar o olhar no dia a dia, principalmente em relação às crianças.

- Acreditem! As crianças acreditam em cada coisa! E a gente precisa acreditar em muita coisa pra poder portar a máscara do palhaço!

Sejam bem-vindos!