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Último capítulo de novela une palhaços e revela mistério no hospital

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Um hospital, dois palhaços, uma equipe de profissionais de saúde. Enredo de novela mexicana. E um grande mistério.

Cinco anos depois da estreia de Intrigas, a Novela, finalmente saiu o quarto e último capítulo da saga dos besteirologistas Dr. Mané Pereira e Dr. Pinheiro. A trama gira em torno de um envelope que circula de mão e mão pelos corredores de um hospital. 

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A novela foi idealizada e produzida pelos próprios palhaços, que envolveram a equipe do Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, em uma grande brincadeira. As gravações foram feitas durante as visitas às alas pediátricas e tiveram uma pausa de cinco anos por conta do rodízio de palhaços em outros hospitais.

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Em 2016, Mané e Pinheiro retomaram os plantões neste hospital e puderam dar um fim à novela. Neste capítulo final chega a hora de descobrir o que tinha no envelope…

Veja os outros capítulos – todos sob a alcunha da Idiot Filmis!

E aí, conta pra gente o que você achou! Quem sabe os palhaços não se inspiram para criar outra novela?

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O que tem na caixa?

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Encontramos uma caixa de papelão no corredor do Hospital Universitário. E eu (Dr De Dérson) e Dr Sandoval passamos a protegê-la com a própria vida. 

Andamos pelo hospital inteiro com ela nas mãos… Quer dizer, às vezes na cabeça de um, na cabeça do outro, às vezes de mão em mão, ou secretamente escondida. Ela foi disputada, apostada e até roubada.

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Você já imaginou o que pode ter dentro de uma caixa?

Hora uma pequena pulga feroz, hora o grande segredo da humanidade. E a curiosidade do ser humano foi tamanha que em um momento as enfermeiras se reuniram com crianças e acompanhantes e tomaram a caixa da nossa mão.

Fotografia dos Doutores da Alegria no Hospital do Campo Limpo/SP.

E você sabe o que tinha dentro? Não vou contar!

Teve um momento que Sandoval entrou na caixa e só saiu a sua peruca. Já eu entrei na caixa e só saiu meu osso! Meia Légua, nosso residente R Zero, entrou e… Desapareceu! Pode acreditar, incrível!

Tudo bem, vou contar… Na verdade não havia nada!

Você achou sem graça? Esse é o grande barato quando não tem nada, nem um princípio de nada, pois é ai que está o tudo, tudo que você quiser que esteja ou que seja. E viva a imaginação!

Dr. De Derson (Anderson Spada)
Hospital Universitário – São Paulo

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O mistério da calçola perdida

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Uma calçola no hospital! De quem será tamanho infortúnio? Deixaram a peça de roupa íntima jogada no balcão da UTI. A notícia nadou feito vento e circulou mais que liquidificador.

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Decidimos provar em todas as pessoas que passavam. Na Dra Ana Helena ficou muito folgada. No Dr. Joselito parecia um maiô. A Dra Clarice nem provou, disse que desconhecia a origem e o sotaque dessa peça de roupa.

Provamos a calçola em todas as crianças. No bebê dormindo parecia um cobertor de lã. Não achamos o dono. Pensamos em levar pra casa e transformá-la em toalha de mesa, em uma cortina, ou até mesmo um paraquedas. 

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Mas depois lembramos que faltava uma pessoa provar: DONA MARIA! 

A raiz do seu cabelo era branca, tinha 65 anos, um metro e meio de altura, negra e sempre estava a organizar uma mochila. Enquanto o seu neto, de aproximadamente quatro anos, soltava tímidos sorrisos de canto de boca com a nossa presença, ela gargalhava que espantava os pombos que pousavam na janela. Parados na porta, dissemos:

- Aqui está a calçola. A senhora é a única que não provou.

O neto esperava a reação da avó. Dona Maria foi logo dizendo:
- Não, não vou provar!
- Vai, vó!, disse o neto.

Vendo toda aquela súplica, Dona Maria vestiu a calçola. TAM TAM TAM TAAAAAAAAAAAAAAAAM!! Analisamos, olhamos, tiramos foto dela vestida de frente e verso e fizemos até selfie, é claro. Dr. Marmelo fez um pronunciamento:

– HUM!!! Bem, como o presente, devemos analisar, em decorrência dos relatos dos achados e perdidos, das circunstâncias dadas, do curto-circuito interno de TV e, em detrimento dos fatos estabelecidos com o ocorrente caso que se avariou sobre os latifúndios, as trocas de plantões subversivas e o capitalismo selvagem… A CALÇOLA É DA DONA MARIA!

Ouviu-se um levante geral: ÔÔÔÔÔÔEEEEEEEEEEEE!!! 

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Dona Maria desfilou pela enfermaria com a calçola como se fosse um vestido de noiva! E depois de tudo, já na salinha depois do trabalho, concatenando com os nossos botões, víamos claramente uma criança que se mostrava um adulto sério e Dona Maria uma criança sorridente, disponível para o encontro e a brincadeira.

É normal uma criança confiar no adulto. O adulto tem mais experiência, é seu espelho. Mas bom mesmo é o adulto confiar na criança também e se permitir momentos lúdicos e de transformação. Então, se a criança pede… 

Dr. Dud Grud e Dr. Marmelo (Eduardo Filho e Marcelo Oliveira)
Hospital da Restauração – Recife

É o saci!

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Há alguns anos, misteriosos fatos ocorreram no hospital.

Em um dia normal, descemos as escadas, como de costume, e fomos ao andar térreo para atender na Emergência. Tudo como sempre: andar térreo, sair da Emergência, corredor, depois primeira à esquerda, primeira à direita, em frente e…

CADÊ O AMBULATÓRIO? CADÊ AS CRIANÇAS?

Ah, deve ter sido só um desencontro de horários, pensamos. O ambulatório deve ter convidado as crianças para tomar um lanche lá embaixo. Subimos pro terceiro andar. Saímos da escadaria, como de costume, viramos pro corredor à direita e…

CADÊ A ENFERMARIA? CADÊ AS CRIANÇAS? 

Foi aí que começamos a ficar com muito medo. Tudo estava sumindo, de repente.

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Não que a gente acredite nessas coisas, mas pensamos logo em mula-sem-cabeça, cuca, lobisomem. Brrrrrrr!

Quando estávamos todos juntos tirando par ou ímpar pra saber quem entrava primeiro no banheiro, surpresa! A enfermeira entrou perguntando se já tínhamos visto as crianças do ambulatório no primeiro andar e se já tínhamos visto as novíssimas enfermarias do lado esquerdo da escada, no terceiro andar.

Foi aí que compreendemos tudinho. Quem é que em sã consciência teve coragem de fazer mudanças tão significativas sem nos consultar? Somos besteirologistas especialistas em transferências médicas, decoração e mudanças de ambiente!

Um nobre cientista de seis anos, profundo conhecedor de Folclore aplicado à Medicina, recentemente me orientou:

É o Saci, doutora. É o Saci que muda tudo de lugar!

saci

E é por isso que nós não duvidamos de mais nada. Aplicamos essa máxima científico-folclorista à Besteirologia e solucionamos o problema: descobrimos onde ele havia escondido o ambulatório, as enfermarias e as crianças, e tivemos um plantão tranquilo. Ufa!

Dra Monalisa (Greyce Braga)
Hospital Barão de Lucena – Recife

Uma coisa misteriosa debaixo da coberta

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Tudo aconteceu no 4º andar, na Pediatria do Hospital Universitário. Dr. Sandoval e Dr. Valdisney entram em um quarto onde está apenas um pequeno menino acompanhado de sua mãe. 

A mãe estava sentada ao lado da cama de seu filho, que estava deitado junto ao seu cobertor marrom, com apenas com uma perna engessada pra fora da coberta. Os besteirologistas se apresentam e dão início à consulta. Sandoval nota que o cobertor está se mexendo sozinho – era o pé do menino debaixo da coberta – e comenta alto com Valdisney. 

debaixo da coberta

Logo os dois besteirologistas começam a ficar intrigados com o movimento do cobertor e chegam à conclusão de que existe algo a mais embaixo da coberta, além do simpático menino. Assim arquitetam um plano: Sandoval pega seu instrumento musical para bater na tal coisa que se mexia na coberta e Valdisney fica na retaguarda. Não deu muito certo… Todas as tentativas de pegar a tal coisa misteriosa sempre terminavam com uma batida na cabeça do Valdisney. E Sandoval sempre errava a mira. 

Uma coisa debaixo da coberta - luciana serra

Muitas tentativas depois e árduas cacetadas em suas cabeças, os besteirologistas desistem:

- Acho que essa coisa debaixo da coberta só vai parar de mexer depois de um belo pum! 

E não é que o menino levou a sério e soltou um belo de um pum alto e estrondoso debaixo da coberta? Todos caíram num ataque de risadas: criança, palhaços e a mãe com as bochechas vermelhas de vergonha. 

O problema foi resolvido! A coberta se aquietou e só sobraram risos e gargalhadas. Alguns segundos depois os besteirologistas foram saindo de fininho, pois o cheiro não estava muito agradável…

Dr. Sandoval e Dr. Valdisney (Sandro Fontes e Val Pires)
Hospital Universitário – São Paulo