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O que é ser enfermeira

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Andei pensando muito sobre algumas semelhanças entre os palhaços e os profissionais de Enfermagem. 

HU - Lana Pinho-166

Enfermeiros e enfermeiras enfrentam batalhas intensas no seu dia a dia e nem sempre saem ilesos. E não digo só fisicamente, mas digo da alma e do coração.

Tem um poema muito lindo do grande mestre palhaço Picolino (Roger Avanzi) que diz o que é ser palhaço. Resolvi fazer uma homenagem aos profissionais de saúde, então mudei e adaptei algumas palavras. Depois de pronto, dei uma olhada novamente e me espantei com a semelhança dessas duas profissões tão distintas em alguns aspectos…

HU - Lana Pinho-163

Não vou dizer mais nada, esse poema vai falar por mim. Aliás, por vocês. 

Peço licença poética pois às vezes algumas palavras não rimam. Espero que gostem, pois é de coração e admiração! Ah, quero dedicá-lo à minha esposa enfermeira, Íris Lima.

 

“Eu quero explicar a vocês
O que é ser uma Enfermeira
O que é ser o que eu sou
E fazer isso o que eu faço
Ser Enfermeira é saber distribuir
Cuidados e bom humor
E com esforço auxiliar
O paciente espectador

Muita gente diz Enfermeira
Quando quer chamar alguém
E esse nome pronunciam
Com escárnio e desdém

E ao ouvir esta palavra
Outros sentem até pavor
Como se Enfermeira fosse
Criatura inferior

Mas de uma coisa fiquem certos
Para ser uma boa enfermeira
É preciso alma forte
E também nervos de aço

E além de tudo é preciso
Ter um grande coração
Para sentir isso o que eu sinto
Grande amor à profissão

   

A Enfermeira também tem
Suas noites de vigília
Pois lá na sua casa
Ela tem a sua família

Enfermeira, meus amigos,
Não é nenhum repelente
Enfermeira não é bicho
Enfermeira também é gente

Falo isso em meu nome
E em nome de outros enfermeiros e enfermeiras
Que muitas vezes trabalham
Com a alma em pedaços

Ser enfermeira
É saber disfarçar a própria dor
É saber sempre esconder
Que também é sofredor

Porque se a Enfermeira está sofrendo
Ninguém deve perceber
Pois a enfermeira nem tem
O direito de sofrer”

 

  

 

Sandro Fontes, mais conhecido como Dr. Sandoval,
escreve do Instituto da Criança, em São Paulo.

Ah, o circo vem aí!

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Todo ano a gente fala sobre o Dia do Circo, comemorado no dia 27 de março. A data é uma homenagem ao nascimento do palhaço Piolin (Abelardo Pinto Piolin – 1897/1973), artista que personifica o circo brasileiro. 

Doutores da Alegria trouxe, ao longo dos anos, artistas oriundos do circo para compor seu elenco. Sandro Fontes, Du Circo e Duico Vasconcelos são alguns que até hoje realizam atividades relacionadas ao mundo circense. O palhaço Picolino, hoje com seus mais de 90 anos, compõe o nosso elenco de forma icônica, inspiradora. 

Na Escola, nossos alunos têm a oportunidade de aprender com alguns mestres do circo; também já abrimos a nossa sede para a exibição do documentário “O Circo Paraki”, com a presença de grandes artistas brasileiros. Parece claro: o circo permeia o universo de trabalho dos Doutores da Alegria

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“O circo é uma casa de espetáculo itinerante e vai a lugares onde nenhum outro espetáculo ao vivo aparece. Nas cidades mais distantes, nos territórios mais remotos, a presença do circo está lá. Ele leva a arte e a cultura aos lugares mais inóspitos do país”, conta Marcos Teixeira, coordenador da área de Circo da Fundação Nacional de Artes (Funarte). 

Levar a arte para os lugares mais inabitáveis, mais adversos, também faz parte da função social do palhaço. Então estar em hospitais públicos é uma escolha nesse sentido. Que o circo possa ser sempre evocado em nossas memórias! E que as famílias circenses possam se sentir abraçadas pelo nosso trabalho! Ah, o circo vem aí!

Homenagem ao circo: quando uma mulher experimentou ser palhaça

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Uma das integrantes do nosso elenco foi uma das pioneiras em experimentar a arte do palhaço no Brasil. Há alguns (poucos) anos, palhaço era uma figura exclusivamente masculina.

A atriz Val de Carvalho, que atua há dez anos como besteirologista na ONG, teve seu primeiro contato com esta arte no começo dos anos 80, quando ingressou na primeira escola de circo do país: a Academia Piolin de Artes Circenses (APAC).

E ela nunca mais abandonou a pesquisa da máscara e se tornou uma das pioneiras da arte do palhaço feito por mulheres no país. Ela mesma conta como tudo aconteceu!

“Debaixo de uma lona de quatro mastros, no terreno do Anhembi (SP), acontecia um encontro único. Os mestres do circo ensinavam diversas modalidades de circo, pela primeira vez na história, para pessoas que não faziam parte da família circense.

A Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo incentivou a abertura de uma escola com o objetivo de aumentar a oferta de trabalho para artistas que, na época, enfrentavam grande desemprego com o sumiço dos pequenos circos que faziam a alegria dos bairros. Grande parte dos alunos eram atores, bailarinos, ginastas… E pessoas apaixonadas pelo circo!

Eu era uma atriz muito jovem e rebelde e nem me dava conta de que naqueles tempos palhaço era “coisa só de homem”! E foi lá, no meio desse caldeirão quente, que entrei em contato pela primeira vez com o palhaço, durante as aulas ministradas pelo mestre Roger Avanzi, o palhaço Picolino.

Excursionei como palhaça em espetáculos circenses por muitos anos em vários Estados brasileiros, e mantive uma vasta pesquisa cômica obtida principalmente pelo contato privilegiado com palhaços e mestres antigos do circo brasileiro: Arrelia, Figurinha, Picolino, Picoli, Cacareco, Savala… E ainda outros que na época eram novatos, assim como eu. Todos fariam parte de uma nova geração de palhaços do circo e do teatro do nosso país.

Em 2004 ingressei no Doutores da Alegria. E encontrei um dos maiores desafios da minha carreira: trabalhar diante de um leito de hospital sem perder a grandeza do picadeiro! Era outro universo. Delicadeza acima de tudo.

E foi com muito estudo, trabalho e apoio do treinamento da organização que me especializei também na arte do palhaço de hospital. Toda a bagagem que eu tinha me deu grande apoio para desenvolver um bom trabalho como besteirologista, mas somente após um ano de treinamento é que me senti pronta para assumir com totalidade o trabalho exigido dentro dos hospitais.

Foi assim que nasceu a dra. Xaveco Fritza, uma médica maluquinha criada especialmente para brincar com as crianças hospitalizadas e com todos os adultos que trabalham em torno da área pediátrica dos hospitais que atendemos.”

Viva o circo!

Seu Rogê desfila Picolino

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Do alto de seus 91 anos, seu Rogê entrou no Sambódromo do Anhembi como palhaço Picolino, personagem criado por ele há 60 anos. A Escola de Samba Unidos de Vila Maria convidou o mestre para desfilar em um carro especialmente preparado para ele e que compunha o enredo Nos meus 60 anos de alegria, sou Vila Maria e faço a festa resgatando do passado brinquedos e brincadeiras de criança.

Com figurino impecável, ele foi o destaque de um dos carros alegóricos e foi acompanhado de mais de 80 palhaços, entre eles artistas do Doutores da Alegria.

A escola buscava o título no grupo de acesso e o retorno à elite do samba paulistano. E conseguiu: a Escola foi campeã do Grupo de Acesso!

Seu Rogê estrou como Picolino em 16 de outubro de 1954 no Circo Nerino. 

O seu pai, Nerino Avanzi, veio de navio da Itália e fundou o Circo Nerino na cidade de Curitiba (PR), em 1913, que funcionou por mais de 50 anos. Foi ele quem deu vida ao primeiro Picolino. Durante a infância e a adolescência, Rogê Lá aprendeu a dominar diversas técnicas circenses, como acrobacias, bicicleta e cavalo. O tempo passou e seu pai foi envelhecendo até chegar o dia em que não aguentava mais trabalhar. Foi aí que Rogê, aos 32 anos, encarnou o “Picolino 2º”.

Convidamos Seu Rogê para fazer parte do nosso time e continuar nos inspirando! <3

Memórias de comediantes

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Cuidar de quem faz rir. Essa é a proposta dos Doutores da Alegria com a série Memórias de comediantes.

Muitas vezes as histórias que cercam os comediantes acabam se perdendo e morrem no tempo – talvez porque a comédia seja vista como um gênero menor aos olhos de muitos – e nos permitimos resgatar as lembranças através de encontros presenciais, de histórias contadas ou publicadas.

Neste mês teremos o encontro, aqui no galpão dos Doutores da Alegria, de três gerações de comediantes: Roger Avanzi (87), o palhaço Picolino; Fernando Sampaio (47), o palhaço Padoca; e Tomás (9), o palhaço Buzina. São artistas que fizeram – e ainda farão, no caso do pequeno Tomás! – muitas plateias se deliciarem com seus ofícios.

Fernando Sampaio e seu filho Tomás

O encontro acontece no dia 17 de novembro às 19h30 e possui vagas limitadas. Faça sua inscrição aqui.

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