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Aroldo, o porta soro

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Andando pelos corredores do Hospital Universitário, o dr. Dus ‘Cuais Carigudum e o dr. Sandoval encontraram um solitário porta soro. Um olhar e uma ideia surgiram. Reviraram os seus bolsos, pegando uma coisa aqui e outra ali, e então um simples porta soro foi ganhando cabelo, barba, olhos, nariz, jaleco, vida … 

De porto soro agora é um besteirologista! O dr. Aroldo! 

E o Dr. Aroldo trabalhou o dia inteiro junto aos palhaços, foi um sucesso. Exames exatos, diagnósticos, altas médicas, tudo na ponta da língua! Paqueras, brigas… Realmente o trio deu o que falar! E para vocês que ficaram imaginando e que ficaram curiosos  para saber como é o Aroldo… Sim… Temos imagens! Espiem só:

Bate e rebate

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Às vezes a gente escuta coisas no hospital que batem e rebatem em nós, palhaços, de um jeito diferente. E como não senti-las?

O fato aconteceu quando uma adolescente angustiada com seu tratamento recebeu nossa visita no Hospital PROCAPE, no Recife. Ela era de poucas palavras e reações. De uma hora pra outra, sem mais nem menos, ela me chamou de “porco”.

Parado na porta, eu, por trás da máscara, pensei no que senti ao ouvir isso. Sim, é verdade que me tocou, mas eu sabia que não era de verdade que ela falava. Rapidamente, procurei uma solução para reverter a situação e, fazendo um drama, falando choroso, eu disse:

- Olha, já me chamaram de tudo aqui: de “porta-soro” a “poste de amarrar jegue”, mas “porco? ÓINC! ÓINC!

Soltando essa onomatopeia de porco, “revelei” que, talvez, eu, dr. Lui, fosse um. Saí correndo e a dra. Baju ficou cuidando da situação dramática. Nisso, peguei meu receituário besteirológico e desenhei um porcoChamei Baju e pedi que entregasse à menina. Esperei que ela recebesse a receita médica e, de onde eu estava, só ouvi a gargalhada. Rebati!

Também no PROCAPE, um paciente já íntimo nosso estava todo chateado. Perguntamos a ele se tinha sido por nossa causa, se tínhamos feito algo errado, ao que ele respondeu que não. Perguntamos se tinha sido a enfermeira, ele também disse que não.

Perguntamos se tinha sido algum médico e ele respondeu que sim! Que o médico tinha tocado na barriga dele e que tinha doído. Perguntamos se ele queria que nos vingássemos e ele respondeu que sim.

Então, fomos atrás do médico!


Ao nos depararmos com ele – o dr. Eler-, combinamos que o trancaríamos no banheiro e ele aceitou! Entramos na enfermaria do nosso paciente acompanhados do doutor:

- Então, Dr. Eler… Como vai o senhor?… Vamos entrar aqui, bater aquele papo…

E foi aí que o “trancamos” no banheiro e começamos a bater no porta, enquanto o dr. Eler gritava:

- Ai! Socorro! Desculpa, dra. Baju! Desculpa, dr. Lui!

Em seguida, abrimos a porta do banheiro e, quando saímos, o nosso paciente estava com um sorriso que parecia uma talhada de melancia! É, ele rebateu!

por dr. Lui (Luciano Pontes) e dra. Baju (Juliana Almeida)