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Você lembra da primeira vez em que viu um palhaço?

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Ver um palhaço ou palhaça pela primeira vez é uma experiência inusitada.

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Talvez o circo seja o lugar que mais foi palco do encontro entre crianças e palhaços. Mais recentemente a televisão, com seus personagens memoráveis, ocupou este espaço de encontro. E ambos os lugares têm em comum a distância: da cadeira na plateia ao sofá de casa, palhaços e crianças permanecem afastados, interagindo somente por meio da risada conquistada com uma gag clássica. Um ou outro pequenino tem a chance de dividir o palco, se unindo às trapalhadas do palhaço de circo.

No hospital, o palhaço se aproxima da criança, vai ao seu encontro.

Neste movimento, precisa se livrar da maquiagem e do figurino pesados (que, bem, são ótimos para quem os enxerga à distância!) e compor um personagem menos caricato, que possa se aproximar de um leito de hospital sem causar tanto estranhamento. Muitos dos palhaços do Doutores da Alegria, com suas origens no circo, passaram por este processo antes de incorporar o elenco. Surge o besteirologista, uma figura inusitada naquele ambiente.

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E é assim que alguns milhares de crianças (e adultos) tomam contato pela primeira vez com um palhaço: no hospital. Podemos dizer que a situação de adversidade traz esse “privilégio”? A possibilidade de um encontro potente, olho no olho, em um momento em que as emoções estão à flor da pele, carrega uma vivência única e sublime.

Palhaços e crianças estão, ali, mais próximos do que nunca. À distância de um toque. 

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O resultado desta união pode ser uma experiência de alegria. Mas também pode ser uma descoberta, uma pulga atrás da orelha, um momento poético ou até um choro contido – como muitas das histórias contadas neste Blog revelam.

E você, lembra-se do seu primeiro contato com um palhaço ou palhaça? Conte pra gente como – e onde! – foi.

Primeiras abordagens

Tempo de leitura: 2 minuto(s)

Entre as inúmeras perguntas que chegam pra gente diariamente, elencamos algumas básicas pra quem pensa em fazer visitas a crianças hospitalizadas. As dicas abaixo não substituem uma formação, são apenas um pontapé inicial do que acreditamos para que seja feito um trabalho ético e com qualidade, sempre respeitando quem está do outro lado.

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De todas, sem dúvida a mais importante é: não esqueça nunca de que você lidará com jovens. Uma parte está doente, mas a outra está saudável! Olhe sempre de igual para igual, e não com piedade ou dó, isso faz mal.

Se você tem dúvidas sobre maquiagem, consulte este link. E entre em contato conosco, se quiser: rede@doutoresdaalegria.org.br.

PRIMEIRA ABORDAGEM

Perguntas como “Tudo bem?” devem ser trocadas por “Como vocês estão hoje?”. Muitas crianças não estão bem em meio a um tratamento no hospital, e uma pergunta mal entendida pode dificultar o primeiro encontro.

DIAGNÓSTICO

Converse com a equipe de Enfermagem para saber se tem alguma situação em que o paciente esteja com uma aparência que possa assustar um leigo – por exemplo, um tumor muito grande no rosto. Isso é fundamental para que não fiquem sem saber o que fazer. Se não souberem lidar, não entrem no quarto.

JOVENS ACIMA DE TUDO

Não podemos, antes de qualquer coisa, nos esquecer de que eles são jovens! Uma parte está doente, mas a outra está saudável! Olhe sempre de igual para igual, e não com piedade ou dó, isso faz mal.

TROCA DE INFORMAÇÕES

As crianças de longa internação passam grande parte do tempo na brinquedoteca e aprendem muitas atividades manuais. Vocês podem trocar informações. O que eles podem ensinar para vocês?

CUIDADOS COM HIGIENE – ISOLAMENTO

Muitas crianças podem estar usando máscara, outras podem estar fracas e não podem ter contato com nenhum vírus ou bactéria. Por isso é muito importante respeitar os avisos nas portas, lavar as mãos antes e depois de sair de um quarto (sempre leve e use álcool gel).

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MÚSICAS, BRINCADEIRAS E HISTÓRIAS

É interessante levar um violão para cantar músicas que eles gostem de ouvir. Vocês podem fazer uma pesquisa antes, com a equipe do hospital e os acompanhantes, para saber o que as crianças gostam. Atenção sempre para o volume em determinados locais.

Outra ferramenta são livros para contar histórias. Proponha jogos que não exigem movimentação, caso as crianças estejam tomando medicação intravenosa ou não possam sair da cama. Um bom exemplo é jogo “Stop”.

TOMOU NOTA? :o)

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